Os Últimos Dias
de Glória
O que é RPG
Página Principal
A Comitiva da Fé
Definição
Histórias
Última História
Personagens
Jogadores
Galeria de Arte
Diversos
Forgotten Realms
 Definição
 Geografia 
 Divindades
 O Mundo
 Organizações
 Personagens
Artigos
 Galeria
Suplementos
Autores
Site
 Matérias
 Downloads
 Notícias
 Parceiros
Links
 Sobre o Site
 Glossário
 Créditos
Mensagens Arcanas
E-mail


powered by FreeFind

Notas de Romance
 
Transcrição do Chat: Insurrection (Insurreição)
Terça, 19 de novembro de 2002
Tradução por Sabrina Lattanzi.



O texto abaixo sobre o romance Insurrection, de Thomas M. Reid, o segundo na série War of The Spider Queen (Guerra da Rainha Aranha), foi transcrito de uma sessão de chat especial de uma comunidade online da Wizards of the Coast. Dê uma olhada nas perguntas feitas pelos fãs ao autor Thomas M. Reid, e veja as respostas que ele deu!

Wizo_dabus: Bem-vindos, bem-vindos! Nosso chat com Thomas M. Reid começa agora em Wizards Present (Wizards Apresenta)! Venha ouvir sobre esse livro, Insurrection, a segunda parte da série War of the Spider Queen!

Wizo_dabus: Você tem algo que gostaria de dizer antes de eu começar com as perguntas?

Thomas: Para aqueles que ainda não sabem, Insurrection deve estar supostamente nas lojas amanhã. Estará um dia ou dois a mais em alguns lugares, mas comece a ficar de olho.

Bruce Donohue: Bem, Thomas, eu perguntei a R. A. Salvatore algumas questões sobre a War of the Spider Queen no seu message board(fórum) e ele disse algumas coisas boas sobre sua escrita. Citação “Posso dizer que acho que algumas pessoas ficarão felizes com o trabalho de Thomas, assim como o livros de Richard Baker, depois disso. Após o encontro na WotC, não tive dúvidas de que Thomas entendeu.” Quer acrescentar algo, Thomas?

Thomas: Bem, foi uma experiência fantástica sentar em uma sala com tantas pessoas criativas no dia em que criamos o conceito da história. Além de Bob, havia Richard Byers, Rich Baker, o editor Phil Athans e eu. Era uma desses dias onde coisas realmente legais estavam acontecendo a uma milha por segundo. Foi muito divertido. E então tivemos que sair e escrever.

thehalflinggirl: A parte difícil. :)

Thomas: E eu me senti honrado pelo que Bob disse de mim. Foi a frase que ele com que colocassem na capa também. Estou apenas feliz por ele ter gostado do que fiz.

Bruce Donohue: Bom ouvir isso, Thomas.

Thehalflinggirl: Quantos livros foram planejados?

Thomas: A série completa terá seis livros. O meu, é claro, será o segundo.

Thehalflinggirl: Legal!

Antonym_margolan: Tenho pensado em comprar essa série. O que estou pensando é se será uma série com novos personagens a cada livro ou se será o mesmo grupo de pessoas? Se Bob disse aquilo sobre sua escrita, então eu definitivamente quero ler esse livro!

Thomas: A série toda é uma longa história. Você não pode começar com meu livro pois não fará sentido.

Bruce Donohue: Você pode falar sobre Lolth – ela está se transformando em uma deusa mais poderosa?

Thomas: Não quero estragar nada disso. É o ponto crucial da história.

Wizo_dabus: São seis livros planejados. Cada um será de um autor diferente ou você escreverá mais de um?

Thomas: Cada livro é de um autor diferente. Depois de mim, Richard Baker está escrevendo o terceiro, então Lisa Smedman, Phil Athans e Mel Odom, fechando tudo.

Bruce_donohue: O que você pode nos dizer sobre sua conversa entre você, Rich, R. A., e Phil que pode ou não pode aparecer no livro?

Thomas: Vamos ver… sem entrar em detalhes, eu apenas direi que iniciamos o conceito e começamos a conversar sem muita consciência sobre como fazer funcionar. Nós mexemos em uma série de elementos por todo o dia e então fomos jantar e insistimos nisso um pouco mais. Quando terminamos, nós meio que nos sentamos e ficamos realmente ansiosos. Bob ficou um pouco preocupado sobre como trataríamos seu playground, mas acho que saímos de lá muito mais confiantes e confortáveis.

Antony_margolan: Como foi sua experiência ao escrever esse livro e com as pessoas com as quais você trabalhou?

Thomas: Cada livro no qual trabalho é único de um jeito ou de outro. Não foi a primeira vez na qual escrevi um livro onde saltaram idéias de outras pessoas para desenvolver uma trama, mas esse foi um daqueles momentos de “explosões de realização”, quando me ocorria que eu estava associado a um grande grupo de pessoas para esse projeto. Era muito divertido fazer o conceito da coisa toda, e duas vezes mais trabalhoso fazer meu livro sincronizar com os dos dois Richards. Comecei o meu antes do Sr. Byers terminar o dele e o Sr. Baker começou o seu antes que eu terminasse o meu. É desnecessário dizer que tivemos que fazer alguma mudanças durante as revisões para que tudo funcionasse.

Teshico: Quanto do livro você decidiu por si mesmo e quanto dele você teve que fazer de uma certo jeito?

Thomas: Tive um ponto para começar e um para terminar, tendo que trabalhar o meio (e assim meu livro caberia entre os outros dois), e eu tinha uma história para contar no processo. A história estava feita em forma de esboço desde aquele primeiro dia (provavelmente uma página de material), e então corri com isso.

Bruca Donohue: Que desafios existiam quando você teve sua conversa, e quem surgiu com a idéia de adicionar um cambion Vhok na história? Ou foi algo bom demais para resistir já que Ched Nasad é tão perto do Forte Portão do Inferno?

Thomas: O grande desafio foi trabalhar para que as histórias encaixassem depois que escrevêssemos. Richard Byers fez algumas coisas em seu primeiro esboço que tive que voltar para incorporar no meu, e havia algumas coisas feitas por ele que tive que pedi-lo para remover, pois estragava o desenvolvimento de uma grande trama da minha história. O mesmo aconteceu com Rich Baker, que me seguiu. O cambion é um bom exemplo. Na verdade eu inventei isso sozinho, e Rich teve que incluí-lo no seu material durante as revisões. Tanto quanto o cambion por si só já é importante, eu sabia que o grupo estava indo para Ched Nasad, então sabia que eles passariam perto do Forte Portão do Inferno, então fiz uma pesquisa e trouxe Khaanyr Vhok e seu adorável outro significante do Guia de Drizzt Do’Urden para o Subterrâneo.

Bruce Donohue: Excelente o cambion, Thomas. Ainda é seu pequeno e às vezes negro coração.

Thomas: Eles eram personagens tão intrigantes, que instantaneamente comecei a enxergar as possibilidades para eles na minha história. Então eu os encaixei. Aparentemente, R. A. Salvatore gostou bastante, pois disse ao resto dos escritores para usá-los.

Teshico: Como é trabalhar com personagens que você não criou? Desde o primeiro livro da série, os leitores já tinham uma idéia de como cada personagem pensa e o que fariam em certas situações. Como um pensador independente, quão difícil foi para você trabalhar com personagens que já foram desenvolvidos para você?

Thomas: Boa pergunta. Foi tanto difícil quanto intrigante. Tive que ter o bastante de Pharaun, por exemplo, que o Sr. Byers criou de uma maneira que o faria ser reconhecido, e me sentir confortável o escrevendo. Então isso foi complicado. Tenho certeza de que você vai notar algumas diferenças, apenas porque meu estilo de escrita é diferente, e eu provavelmente escolhi lidar com aspectos diferentes do personagem. Mas ele ainda é o mesmo drow. Por outro lado, ainda, ter um personagem já definido foi interessante, pois foi como conhecer alguém, então a história praticamente se contou. Não tive que me perguntar “O que Pharaun faria aqui?” tão freqüentemente. Era como se já estivesse claro na minha mente. Tive que criar alguns personagens sozinho, circunstancialmente. Eu não estava completamente forçado a personagens que já estavam na história.

Wizo_dabus: Você sabe de qualquer outro suplemento de jogo que vai complementar a série War of the Spider Queen?

Thomas: Não sei, dabus. O departamento de RPG pode estar planejando mais algum, mas não sei sobre isso.

Antony_margolan: Qual foi a parte mais difícil ao escrever esse livro para você?

Thomas: Saber se eu estava dando ao Bob uma história que ele realmente gostasse. Achei que pudesse fazer isso, então seu público tradicional também gostaria. Espero que tenha conseguido. Depois de meu segundo esboço ter ido para ele para outra revisão, ouvi que o filho dele realmente gostou, e aparentemente, o filho dele é muito crítico. Então isso me fez sentir bem. E ouvi de outras fontes que Bob estava realmente satisfeito, então acho que fiz certo. Vamos ver o que o resto de vocês pensa.

Bruce_donohue: Thomas, você acha que quanto mais é escrito sobre os drows, menos eles se tornam maravilhosos, misteriosos e assustadores? O motivo pelo qual pergunto isso é porque uma vez R. A. disse, e eu reproduzo: “Uma das coisas que me importunou sobre a evolução do drow foi quando Drizzt fez sucesso, surgiu essa mentalidade de fazermos mais drows bons, que, penso eu, defende o propósito do romance em primeiro lugar. Eu pessoalmente não gosto de drows como personagens jogáveis; eu nem ao menos gosto deles como “apenas mais uma raça”. Para mim, eles são maravilhosos, misteriosos e assustadores”. O que você pensa sobre isso?

Thomas: Pergunta interessante, mas tenho uma única opinião sobre isso.

Bruce_donohue: Ótimo!

Thomas: Sou um jogador de longa data. Na verdade, comecei com a TSR há mais de uma década atrás como editor. Mas eu nunca fui muito interessado no “monstro do dia”, e eu nunca tive que ter um monte de livros de monstros nos meus jogos. Para mim, nunca é sobre uma raça de criaturas. Eu gostaria de mestrar uma campanha onde houvesse apenas duas espécies diferentes, pois para mim, a história está nos personagens sozinhos – a história que está sendo contada durante as aventuras. Então não é sobre se drows são misteriosos ou não; é sobre se você pode pegar os drows (ou orcs, ou kobolds) e contar uma história interessante. E isso serve tanto para romances quanto para jogo, tanto quanto sei. Tolkien fez isso com orcs, é uma ótima história, com meia dúzia de criaturas diferentes.

Bruce_donohue: Também acho isso. Obrigado, Thomas.

Wizo_dabus: Você prefere o tipo de “romance colaborativo”, ou gosta mais de começar do zero?

Thomas: Essa é uma pergunta difícil. Há coisas legais sobre cada tipo. O esforço colaborativo significa que tenho que falar com outrar pessoas enquanto estou trabalhando, no que há seus próprios méritos escritores são, pela natureza de seus trabalhos, criaturas solitárias). Isso também significa que às vezes você tem mais idéias criativas surgindo do que teria por mim mesmo. Mas também é legal quando você pode surgir com uma idéia por você mesmo e desenvolvê-la sem se preocupar.

Bruce_donohue: Thomas, alguns de nós aqui também sabem que você freqüenta o message board(fórum) de FR. Você acha que essa série terá um grande número de discussões assim como o departamento de livros e da comunidade de jogo?

Thomas: Essa é uma pergunta pesada, se é que ouvi alguma. ;-) Sim, sem dúvida haverá. Não tanto pois eu sei que coisas específicas que fiz não sincronizam, mas por causa da natureza dos boards. Sei que haverá algumas pessoas que estarão com raiva do que eu fiz; essa é a natureza de se escrever romances. Nem todo mundo gosta do mesmo tipo de história então eles discutem sobre o quanto é ou não bom. Como escritor, tenho que escrever o que agrada a MIM, e se é bom o suficiente para fazer outras pessoas felizes (ou ao menos a maioria das outras pessoas), então, posso viver disso.

Teshico: Os Reinos Esquecidos seguirão o mesmo caminho de personagens divididos entre autores agora, ou é apenas para as séries? Pessoalmente, após ler The Sorcerer (O Feiticeiro), tive problemas para me lembrar que a Alustriel do Greenwood era a mesma pessoa dos livros de Salvatore e Denning, e espero que esse tipo de coisa não continue, mas não tenho problemas com isso quando é uma história contínua como a WoTSQ.
Thomas: Isso está um pouco além da minha esfera de conhecimento. Não sei se o departamento de livros tem uma política ou se as coisas seguem um certo caminho, e não posso te dizer quantos outros livros dividirão personagens. Eu sei que eles tentam manter ao mínimo, e que quando um autor usa o personagem de outro, é apenas para ilustrar alguma coisa. Em outras palavras, Troy Denning não pode matar Alustriel, já que ela é personagem de Ed.

Bruce_donohue: Obrigado, Thomas, pela resposta anterior ;-) Pode nos dizer se começaremos a ver os seguidores de alguns dos outros deuses do panteão drow entrando na história?

Thomas: Sim, verão. De fato, surgirá em meu livro.

Rajak: Haverá outros drows famosos dos livros de Elaine ou R. A. Salvatore aparecendo nas séries?

Thomas: Não houve e não, não apresentaremos nenhum outro personagem existente. Foi parte do acordo com RAS; ele não nos queria arruinando as histórias de outros autores para isso.

Bruce_donohue: Pelo final do seu livro, Thomas, começaremos a ter mais dicas de que realmente uma Guerra de grande escala está surgindo no horizonte e veremos outra cidade drow detalhada?

Thomas: Acho que é uma boa aposta. O título dos livros dão boas dicas. ;-) E já que, no final de Dissolution (Dissolução), sabemos que os personagens vão para Ched Nasad, é fácil presumir que veremos mais dessa cidade.

Conway: Meu conhecimento a respeito das séries é pequeno, mas quero perguntar especificamente se você pode me dizer sobre o que os livros são.

Thomas: Okay. Essa série é chamada de War of the Spider Queen (Guerra da Rainha Aranha). Ela é sobre o desaparecimento misterioso de Lolth e como os drows lidam com isso. Como o título sugere, não lidam muito bem. Ou talvez lidem excepcionalmente bem, ao menos aos olhos de Lolth.

Conway: Esses livros se encaixarão com as coisas que vemos no livro City of the Spider Queen (Cidade da Rainha Aranha) de D&D?

Thomas: Na verdade, o plano é ligar CoTSQ mais fortemente à série, mas isso não funcionou assim (alguns detalhes foram mostrados no produto antes do livro sair). E não tenho certeza se o pessoal de RPG estará fazendo outro produtos.

Shiy: Com tudo que se comenta sobre as novas cidades sendo exploradas e novos personagens criados, você espera que alguns poucos personagens terão impacto no gênero de fantasia, como o Sr. Salvatore fez com Drizzt?

Thomas: Eu ainda não pensei sobre isso, e a natureza da história provavelmente impede que isso aconteça. Tudo isso é geralmente feito para ser contido, então não sei se vocês verão os novos personagens em livros futuros ou não. Isso é com os editores e com Bob. A coisa legal que tirei dessa experiência é a chance de escrever uma trilogia. Quero dizer, posso criar tudo sozinho, então posso criar uns personagens que vão ficar nela. É intitulada The Scions of Arabar (Os descendentes de Arabar), e o primeiro livro, The Sapphire Crescent (A safira crescente), vai sair em algum momento do ano que vem. Estou ansioso. Começarei a escrever logo. (Tenho que terminar alguns trabalhos e começar com o livro logo).

Wizo_dabus: Bem, certamente esperaremos por isso! Eu gostaria de agradecer ao Sr. Reid por falar conosco hoje. Você tem algo a dizer como conclusão?

Thomas: Apenas deixe-me reiterar que, se vocês ainda não sabem, Insurrection (Insurreição) chega às lojas amanhã. Deve levar um dia ou dois a mais, mas não se engane com as indicações de que será um lançamento de dezembro; a Wizards of the Coast o adiantou para aproveitar as vendas do Natal. Também, estarei escrevendo uma trilogia de romances para outra editora, o primeiro aparecerá em março, então se vocês gostam da minha escrita em Insurrection (Insurreição), espero que dêem uma olhada neles também.

wizo_dabus: Caberá nas minhas meia? : ))

Thomas: Se você tiver pés grandes sim. ;-)

Conway: Cuidado, Sr. Reid. E por falar, aprecio ver seus comentários nos message boards.

Wizo_dabus: Obrigado a todos por participarem desse chat. Obrigado, Sr. Reid, por seu tempo.

emileeza: Obrigada por vir, Sr. Reid!!! Espero que tenha se divertido! É legal vermos autores como você conversarem conosco : )

Thomas: Eu me diverti muito conversando hoje. Tentarei aparecer nos message boards para manter contato com vocês, pessoal, então, se quiserem me encontrar, olhem lá.



Para ver esta e outras publicações de romances vá para nossa seção de suplementos - romances.

Os Últimos Dias de Glória © Todos os direitos reservados 2004 - Forgotten Realms™ e seus personagens são marcas registradas da Wizards of The Coast Inc.
This page is a fan site and is not produced or endorsed by Wizards of the Coast. Forgotten Realms is a registered trademark of Wizards of the Coast, Inc.