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Notas de Romance
 
Perfil do Personagem: Liriel Baenre
Por Elaine Cunningham
Traduzido por Priscila Veduatto; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.



Em toda sociedade, não importa como estruturada, há indivíduos que não se ajustam a padrões estabelecidos. Desde sua infância, Liriel Baenre era uma raridade em Menzoberranzan. A mãe dela, a filha mais jovem de uma casa drow menos importante, possuía pouco talento para magia clerical, mas sua beleza excepcional chamou a atenção do arquimago Gromph Baenre. Um dos poucos machos poderosos o bastante para escolher suas próprias companheiras, Gromph tomou Sosdrielle Vandree como sua amante. Quando ele descobriu que a filha nascida desta união tinha o potencial para magia – um dom raro entre as fêmeas de Menzoberranzan – ele matou Sosdrielle para que pudesse reivindicar sua criança como dele próprio.

Gromph não poupou despesas para treinar a potencialmente valiosa criança. Quando atingiu a idade que a maioria das crianças drow são desmamadas, Liriel foi enviada para a Casa Shobalar, um clã distinto por suas magas e sua reputação como excelentes professoras. Depois da cerimônia de Sangue, um rito de passagem adolescente, ela foi afastada da Casa Shobalar e treinada sob uma série de tutores escolhidos à mão por Gromph. Nada foi negado a Liriel – em parte porque Gromph a favoreceu, e em parte porque ele a ignorou. Com pouca idade ela já estava vivendo na sua própria mansão, repleta de criados, uma coleção de pequenos animais de estimação exóticos e uma valiosa coleção de conhecimento e grimórios.

Considerando que Menzoberranzan é tão fortemente matriarcal, as crianças são consideradas propriedade exclusiva das suas mães.

A paternidade raramente é reconhecida e nunca importante. Por lei e costume, a filha de Gromph não era tecnicamente uma Baenre, mas ninguém se sentia encorajado a indicá-lo ao arquimago. Liriel caiu nas graças da sociedade drow, e, como resultado, ela desfrutou um grau incomum de liberdade. Este estado durou até que ela tivesse quase quarenta anos – o equivalente drow de uma menina de cerca de dezessete anos.

Os anos de adolescência de Liriel eram, para os padrões dos drow, idílicos. Ela teve um grande círculo de amigos – que na sociedade dos elfos negros significa “pessoas com quem você anda até que tentem te matar” – e uma vida social ativa. Liriel era enormemente popular entre os seus, que incluía nobres drow menos importantes e cidadão ricos. Embora a isca principal também fosse sua conexão com a primeira casa de Menzoberranzan, a beleza, riqueza e vivacidade de Liriel atraiu as pessoas para si. Sua paixão pela feitiçaria era igualável a uma curiosidade insaciável e um amor genuíno por boa companhia. Além dos seus estudos e das esperadas indulgências da alta sociedade drow, Liriel desfrutou a companhia dos seus “inferiores sociais”. Muito cedo ela começou a fugir secretamente dos seus guardiães Shobalar para beber e lançar facas com mercenários drow. Ela aprendeu a língua Comum falada por escravos trazidos do mundo da superfície. Sua curiosidade a conduziu em aventuras no selvagem Subterrâneo. Até mesmo lá ela encontrou amigos, como um insano dragão das profundezas de duas cabeças. Um próspero comércio em componentes mágicos, particularmente escamas de dragão das profundezas, ajudou aumentar a generosa mesada de Liriel e fundar seus interesses incomuns.

Tudo isso veio a um abrupto fim depois da morte da avó de Liriel, a grande Matrona Baenre. Quando a irmã de Gromph, Triel, se tornou a matrona da Casa Baenre, ela ordenou que Liriel fosse para a academia de clérigas, Arach Tinileth. Pela primeira vez, a liberdade de Liriel foi reduzida seriamente. Para impedir que se desgastasse demasiadamente sob estas restrições – e para lembrar que ela era primeiramente uma maga – Gromph lhe deu um livro de feitiços de viagem. Este livro abriu os olhos de Liriel para uma possibilidade que ela nunca antes considerou: se aventurar no mundo da superfície. Sua única hesitação era o conhecimento que sua magia drow não resistiria ao poder cauterizador do sol. Liriel tinha dedicado quase trinta e cinco anos para aprender esta Arte. Definiu quem ela era, e ela não deixaria isto para trás. Quando ela se encontrou com o Andarilho dos Ventos, um artefato humano que sugestionava uma maneira de levar seus poderes do Subterrâneo à superfície, ela imediatamente aproveitou a chance.

Começou simples o suficiente: uma princesa drow mimada, acostumada a ter suas ordens obedecidas em todas as coisas, buscou escapar das restrições da sociedade e se permitir um pouco de diversão proibida. Mas o Andarilho dos Ventos era mais do que Liriel sabia, e sua indagação exigiu logo que ela, também, se tornasse mais do que ela sonhava que pudesse ser.

Confira os romances que estrela Liriel:


Daughter of the Drow (A Filha do Drow)
Tangled Webs (Teias Emaranhadas)
Windwalker (O Andarilho dos Ventos)



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