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Notas de Romance
 
A Ruína dos Deuses: Os Antigos e Eternos Males dos Reinos Esquecidos
Por Thomas M. Costa
Traduzido por Allana Dilene.



Poucos seres, especialmente os deuses e os males antigos presenciaram o surgimento de Abeir-Toril. Três desses males, Dendar, a Serpente da Noite, Kezef, o Cão do Caos e Ityak-Ortheel, o Devorador de Elfos, atuaram diretamente no passado recente de Faerûn. Suas aparições mais notáveis tiveram lugar nas intrigas de Cyric, o Príncipe das Mentiras, no seu desejo eterno por mais poder e na busca interminável de Malar pela destruição dos elfos.

Dendar, a Serpente da Noite: Dendar, a Serpente da Noite, passou a existir pouco depois que o primeiro ser dormiu e teve um pesadelo. Ela tem uma horda incontável de sonhos horríveis e visões asquerosas em sua garganta, que ela vem devorando desde o início dos tempos. Aprecia o gosto de sonhos escolhidos pessoalmente e se delicia tanto com sonhos de reis, assim como de divindades. O mais terrível é que, se ela não aplacar seu apetite insaciável, cada ser vivente, mortal ou divindade, irá se recordar de todos os pesadelos que teve com detalhes excruciantes. Supostamente, ela será o arauto do fim do mundo e dos próprios deuses.

Os olhos rachados da Serpente da Noite são do amarelo doentio de ovos podres. Sua língua bifurcada sibila incessantemente acima de seus lábios macios. Suas presas monstruosas estão sempre revestidas com a essência viscosa dos sonhos perdidos. Ela fala com uma voz sibilante e maligna, que goteja horrores ancestrais. Seu couro é negro como a meia-noite e é a personificação física dos mais terríveis pesadelos que ela devorou.

Embora ela possa escorregar entre As Barreiras da Destruição e do Desespero ou quaisquer outros planos menores à vontade, A Serpente da Noite quase sempre é encontrada no seu lar. Dendar vive numa vasta caverna próxima ao rio lodoso que cerca boa parte do Plano da Fuga. O ressonar da respiração da Serpente da Noite ecoa pelo plano enquanto ela dorme, satisfeita com os pesadelos esquecidos da humanidade. Qualquer um que se aproxime de sua caverna a encontrará acordada e regozijada antecipadamente, enquanto alivia o viajante de seus piores pesadelos esquecidos. Seu ventre cavernoso é grande o bastante para engolir um gigante, e sua língua pode levar um homem de armadura ao chão com um simples golpe. Abaixo de sua língua fica um verdadeiro acúmulo de saliva gordurosa e ossos semi-devorados, manifestação corpórea das sobras de sua dieta de sonhos.

Para os antigos Rus, Dendar era conhecida como Nidhogg, a serpente que rói as raízes da árvore que conecta todas as coisas. Em Calimporto, ela é conhecida (incorretamente) como a Mãe da Parada Noturna. Nas selvas de Chult, Dendar é tida como a Devoradora do Mundo. Lendas contam como Ubtao, Criador de Chult, irá batalhar contra a Serpente da Noite quando ela emergir através de uma enorme porta de ferro, localizada abaixo de um dos Picos do Fogo e tentar engolir o sol. Se Ubtao falhar em seu dever, as histórias dizem que Dendar irá devorar o sol e a destruição chegará ao mundo finalmente.

Kezef, o Cão do Caos: Kezef é um ser único que vaga pelos Planos Externos caçando constantemente os Crentes, que são as almas daqueles que escolheram venerar um deus acima dos outros. Ele não aprecia os Descrentes ou pelos falsos crentes, e é fica enojado com o gosto dos espíritos dos ainda viventes. Quando Kezef destrói um Crente, os vermes que compõem saem em grande quantidade de seu esqueleto para devorar o corpo. As criaturas, satisfeitas, se movem sobre o corpo de Kezef, fazendo-o parecer maior. Qualquer Crente que for devorado desta maneira será eternamente destruído, estando além até mesmo do chamado dos deuses.

O Devastador dos Céus aprecia o aroma de ódio, e eventualmente ele se torna substancial para que possa aproveitar alguma emoção particularmente suculenta. Em seu rastro ele deixa pesadelos assustadores, que são degustados especialmente por Dendar, a Serpente da Noite. Kezef sente-se nauseado ante emoções como felicidade.

Kezef se parece com um enorme mastim com uma malevolência sem coração, olhos vermelhos e cauda de rato. Os vermes pululam em sua pele, o que faz com que seu couro se desloque incessantemente, deixando à mostra os tendões e os ossos. Sua carne reluz como pus de uma ferida antiga, e suas patas deixam marcas ardentes do chão que se propagam em poços de pus ardente. Dentes pontiagudos brilham como adagas negras na luz. Seu sangue é um lodo escuro e corrosivo, e irradia uma aura pestilenta de decadência. O ar fétido de sua respiração extingue todas as chamas próximas, e ele emite um cheiro doce de morte ancestral. Aqueles com o faro apurado podem sentir seu cheiro a quilômetros de distância. O Cão do Caos fala num rugido baixo e ruidoso.

Kezef foi aprisionado séculos atrás nas Barreiras da Destruição e Desespero graças a uma aliança entre os deuses faerûnianos quando o Círculo dos Grandes Poderes proibiu negociações entre a besta e divindades ou mortais. Depois que foi encontrado, os poderes apostaram com Kezef que ele não poderia quebrar uma corrente forjada por Gond. Kezef permitiu que Gond colocasse uma curta extensão de correntes envolta do seu pescoço, em troca que Tyr colocasse sua mão direita entre seus dentes gotejantes de saliva. Gond prendeu a corrente a milhas abaixo do chão, nas profundezas das Barreiras, e Mystra então prendeu-o num campo mágico brilhante e indestrutível, que podia reparar-se sozinho. Dessas duas armadilhas Kezef não poderia escapar, e ninguém poderia atingi-lo. Quando descobriu que fora realmente preso, abocanhou a mão de Tyr e festejou sua essência divina por séculos, enquanto tentava se libertar. Foi eventualmente liberto pelas maquinações de Cyric, para uma vez mais caçar almas de deuses e mortais.

Ityak-Ortheel, o Devorador de Elfos: Escondido nas profundezas do Abismo desde a pré-história do surgimento de Abeir-Toril, o Devorador de Elfos vive em um poço lodoso, emergindo da lama primordial apenas quando invocado por Malar, o Lorde das Bestas.

À distância, Ityak-Ortheel lembra uma tartaruga colossal. Três pernas de grande largura, cada uma tão larga quanto um tronco de carvalho inteiro, seguram uma carapaça em forma de domo mais dura que o granito. A despeito da aparência, Ityak-Ortheel pode se mover por qualquer terreno com a velocidade de um cavalo galopante. Abaixo da carapaça que o cobre, o monstro enorme tem um buraco úmido sugador do lado do seu corpo. A abertura vermelho-sangue é capaz de se expandir em largura, ou se comprimir numa longa tromba. Dentro de sua boca, placas de cartilagem se debatem como línguas gigantes, destroçando instantaneamente qualquer criatura arrastada que esteja nas proximidades da massa de tentáculos. Duas vezes vinte tentáculos, cada um com 30 metros de comprimento, cercam a boca do Devorador de Elfos. Como os tentáculos de uma lula gigante, cada um é equipado com orifícios sugadores que são usados para prender a presa e levá-la até o buraco obsceno do monstro. Cada tentáculo parecido com cobras parecem agir como se fossem inteligentes e são capazes de atacar vítimas à frente, dos lados ou atrás do monstro ensandecido. Ityak-Ortheel tem um intelecto turvo, guiado por sua fome insaciável por elfos e por seu ódio por todas as coisas vivas. Não tem olhos ou orelhas, mas ele pode sentir a presença de todos os seres com corrente sangüínea por todos os lados, e pode determinar facilmente quais são elfos.

O Devorador de Elfos emergiu de um poço de sangue, que continha o sangue de Grummsh, deus dos orcs, e de Corellon Larethian, grande deus dos elfos, como conseqüência da lendária batalha que houve entre os dois. Despercebido pelos dois deuses, a criatura imediatamente foi para o Abismo, onde ele viveu numa das camadas esquecidas do plano desde então. Segundo a história conhecida, Ityak-Ortheel vem atormentando a raça élfica. Ele confia nos caprichos de Malar ou de outras divindades para ser enviado ao plano de sua presa favorita, mas depois de viagens como essa ele digere o espírito de suas vítimas por anos depois. Mesmo que o Devorador de Elfos possa ingerir qualquer forma de matéria, ele só retira energia de elfos. Ele pode viver séculos entre suas refeições sem dificuldade.

Apenas do último milênio Ityak-Ortheel caiu nas graças de Malar. Mal tinha feito um século que ele havia atacado uma comunidade élfica depois de ter sido transportado para Faerûn pelo Lorde das Bestas. Em resposta a essa ameaça e a outras, os elfos desenvolveram um portal conhecido como Fey-Alamtine no reinado de Synnoria, na ilha de Gwynneth, coração das Ilhas Moonshaes. Esse portal era acessível de qualquer lugar de Faerûn, através do uso dos triângulos de platina Alamtine mantidos pelo líder de cada comunidade élfica. Quando o Devorador aparecia, os elfos podiam fugir através do portal para Synnoria, trazendo o triângulo com eles, passando então para a lendária Ilha dos Elfos, Encontro Eterno. Enquanto perseguia os elfos Thy-Tach em uma de suas temporadas pelos reinos, o Devorador de Elfos tocou o amuleto da tribo. Pouco depois, em 1365 CV, o Ano da Espada, Malar previu o fim do Fey-Alamtine depois de anos de frustração. Com a ajuda de Talos, o Destruidor, o Lorde das Bestas levou Ityak-Ortheel em Synnoria pelo Fey-Alamtine, destruindo para sempre o portal. O Devorador de Elfos destruiu muito dessa terra sobrenatural e despedaçou Chrysalis, a capital, e Argen-Tellirynd, o Palácio das Eras, antes de ser banido de volta ao Abismo pela princesa humana (e agora rainha) Alicia Kendrick.

Para mais informações a respeito dos males eternos, leia o quinteto de livros Avatar (principalmente Prince of Lies), Evermeet: Isle of Elves e a segunda série de novelas Moonshae, incluindo Prophet of Moonshae, The Coral Kingdom, e The Druid Queen, e confira o Powers & Pantheons do AD&D.



Sobre o Autor

Thomas M. Costa é um membro profissional de um comitê na U.S. House of Representatives. Ele tem contribuído em diversos produtos da Wizard of the Coast como Demihumam Deites e Races of Faerûn, e é autor ou co-autor de artigos na Dragon Magazine e no website da Wizards of the Coast.

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