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Notas de Romance
 
Perfil do Autor: Dave Gross

Traduzido por Priscila Veduatto, revisado por Daniel Bartolomei Vieira.



Dave Gross se permitiu algum tempo para responder algumas questões sobre si mesmo e sobre seus escritos. Veja o que ele tem a dizer sobre seu trabalho no cenário dos Reinos Esquecidos e mais!

Wizards of the Coast: Como você começou como autor?

Dave Gross: Nas aulas de Inglês da quarta série eu escrevi uma pequena história que agradou a Sra. Hughes o suficiente para ela lê-la alto para o resto da classe, simultaneamente me marcando com a retribuição dos outros alunos e garantindo que eu sempre, após isso, tentasse entreter professoras bonitas com minhas histórias (o restante dos expectadores é apenas um bônus).

Meu primeiro trabalho profissional em grande escala foi quando o departamento de livros da TSR me ligou para propor histórias curtas para Realms of Magic (Reinos da Magia). Eu mostrei para eles “Every Dog His Day” (Todo Cão tem seu Dia) e o editor gostou. Felizmente, naquela época, o resto da classe não me marcou para se vingar.

Wizards: Quais são suas maiores influências como escritor?


Dave: Alguns dos autores cujas obras eu mais admirei quando criança são Ray Bradbury, Roger Zelazny, Mary Stewart, Alfred Bester, e Michael Moorcock. Eu também era um grande fã dos filmes de horror da Universal, de histórias de fantasmas, dos quadrinhos da Marvel, alguns antigos thrillers de rádio e heróis cult como Doutor Savage e O Sombra. Hoje em dia eu assisto muito filme estrangeiro e muitos deles me inspiraram com idéias para histórias, porque eles são muito diferentes das coisas que se vê nos cinemas e na TV.

Wizards: Qual o primeiro livro que você lembra de ter lido quando criança?

Dave: Exceto pelos muitos “Doutor Seuss” e todos os clássicos infantis, eu me lembro vagamente de um elegante volume de mitos e lendas Inuit*. Infelizmente, eu não consigo lembrar seu nome. Eu apenas me lembro que tinha uma história muito legal sobre como o narval conseguiu seu chifre.

Muito tempo depois, um dos livros que mais me impressionou foi James and the Giant Peach (James e o Pêssego Gigante), de Ronald Dahl. É uma história fantástica, gloriosa e, às vezes, completamente assustadora. Eu acho que esse livro solidificou em minha mente a idéia de que fantasia e horror são uma combinação perfeita. O primeiro autor que eu lembro de gostar muito, cujos livros todos eu rastreei na livraria, foi Ray Bradbury.

Wizards: Quais são seus autores favoritos hoje?

Dave: Minha resposta para esta pergunta muda a toda a hora. Ultimamente eu tenho lido romances de terror de Donna Tartt, George R.R. Martin, Greg Keyes e Matthew Stover. Eu também tenho alguns prazeres culpados na forma de romances de detetive realísticos.

Wizards: O que você faz para que o processo criativo flua?

Dave: quando estou travado ou apenas preocupado, uma mudança de cenário geralmente ajuda. Uma ida ao parque, a um pub ou a uma cafeteria com um notebook ou um laptop geralmente me fazem voltar aos trilhos quando me sinto confuso. Outras vezes, escrever à luz de velas por algumas horas me deixa exaltado, assim como escrever bem de madrugada ou bem tarde da noite – qualquer coisa para me tirar da minha rotina diária. Música é uma grande maneira de entrar no clima. Eu gosto de colocar a trilha sonora do Conan ou do Henrique V se tem alguma cena de batalha no trabalho.

Wizards: Dave, você contribuiu para uma história do The Halls of Stormweather (Os Salões da Tempestade) e também escreveu um romance Black Wolf (Lobo Negro), ambos como parte da série de suplementos sobre Sembia. Foi fácil escrever Lord of Stormwheather (O Lorde da Tempestade) após ter escrito uma história e um romance na mesma série?

Dave: Não foi difícil, mas sim e não.

Foi mais fácil no sentido que eu conhecia a cidade e muitos dos personagens melhor que antes dos primeiros romances. Após terminar Black Wolf, eu ainda gostava do cenário e dos personagens, então foi um prazer inesperado voltar a eles mais cedo do que o esperado.

Por outro lado, significou que eu tinha muito o que reler e muitas anotações para fazer. Muito acontecera nos dois romances desde Black Wolf – e eu tinha esquecido tantos detalhes dos eventos de antes e de durante aquele romance – que eu tive um grande trabalho de pesquisa apenas para fazer a continuidade. Ainda, já que isso tinha sido programado para ser o penúltimo livro da série (e, de fato, aconteceu de ser o último volume), eu senti que deveria arrumar as pontas soltas que eu e os outros autores deixamos para o último escritor. Essas foram ambas maravilhosas oportunidades e, algumas vezes, grandes problemas. Enquanto alguns deles me dariam alguma pausa mais pra frente, no final eles provaram ser grandes fontes de inspiração e muito divertido de escrever.

Wizards: O que ou quem o inspirou a se tornar um autor e por que você escolheu ficção de fantasia como o gênero para começar sua carreira de escritor?

Dave: Novamente, esta é uma questão que possui muitas respostas verdadeiras.

Meus pais e avós sempre me deram muitos livros quando eu era jovem, e eles sempre me encorajaram a ler e escrever. Eles são, certamente, uma grande inspiração.

O trabalho de muitos dos meus autores favoritos certamente me deu um impulso. Só de pensar em criar mundos e histórias como aquelas que me encantaram quando leitor foi um grande incentivo para escrever meus próprios contos. Pela mesma razão, fantasia e horror eram dois dos gêneros que eu mais queria escrever porque eram os dois que eu mais gostava de ler quando eu era jovem. Eu nunca vou esquecer da noite em que desobedeci meus pais e desci para assistir a Noite dos Mortos Vivos na televisão, só pra ficar tão assustado que eles me acharam na manhã seguinte escondido debaixo do sofá, com muito medo de sair de lá e os zumbis me pegarem. Bons tempos!

Wizards: se você pudesse escolher um personagem e um mundo para escrever, que personagem/mundo seriam e por quê?

Dave: Eu nunca poderia escolher apenas um personagem, porque nenhum – não importa quão fascinante – é muito interessante por si só. O que me fascina é a forma com que o personagem interage e, inevitavelmente, eu me divirto mais mudando de um personagem para outro e ir e voltar durante os eventos de uma história. Eu também gosto de ver diferentes pares de personagens em um grupo. Por exemplo, no Jornada nas Estrelas original, era divertido ver como Kirk e Spock interagiam e, então, comparar com como Kirk e Bones se davam bem, e é claro, como Bones e Spock disputavam. É até mais engraçado com um grupo de, digamos, dez personagens, porque você pode ver combinações mais complexas ainda e a formação e dissolução de panelinhas.

Ainda, meus personagens favoritos quase nunca são os personagens principais, mas os personagens secundários e os coadjuvantes, e você não pode tê-los sem o herói no coração da história.

‘Tá legal, são dois parágrafos de esquiva da pergunta. Eu acho que a resposta verdadeira é que eu ainda não encontrei o personagem sobre o qual eu gostaria de escrever eternamente, ainda. Entretanto, tem um personagem de Black Wolf que volta em Lord of Stormweather – eu não direi para não estragar a surpresa – e ele é o tipo de personagem que eu gostaria de explorar por mais alguns romances. Ele ainda está próximo do começo de uma longa estrada, e eu gostaria de ver aonde ele iria ao fim de sua jornada.

Agora quanto ao mundo, enquanto eu amo os Reinos Esquecidos, eu devo dizer que se eu fui limitado a apenas um cenário, então seria um de fantasia que eu criaria dentro dos próximos anos.

Wizards: Do que você mais gosta de escrever no mundo de ficção compartilhado?

Dave: Eu adoro que meus personagens interajam com personagens que eu não inventei. Eu também gosto de interagir com outros autores e editores, mas os personagens se encontram tão mais freqüentemente, que o prazer constante está em tentar capturar o equilíbrio entre suas criações e aquelas dos outros. Eu penso que seja como brincar sozinho com seus bonecos de ação e brincar junto com seu amigo, que traz seus próprios brinquedos para compartilhar.

Wizards: Em quais projetos você está trabalhando no momento?

Dave: Atualmente eu estou finalizando uma tarefa para T. H. Lain, aquele prolífico escritor de romances de D&D. Após isso, eu assinei um contrato para escrever outro romance dos Reinos Esquecidos, mas eu ainda nem escrevi o esboço, e está previsto para o meio do ano de 2004 (nos Estados Unidos), então é muito cedo ainda para quaisquer detalhes.

Wizards: Tem algo mais que você gostaria de acrescentar?

Dave: Já que a série de Sembia está chegando ao fim, parece que todos os autores estão se espalhando para os quatro cantos dos Reinos Esquecidos com novos livros. Enquanto eu estou em contato regular com alguns deles, eu espero que um dia nós nos reunamos e possamos colocar todos os personagens da Tempestade juntos. Seria interessante ver como todos eles mudaram com o tempo. Ainda assim como a maioria das reuniões, um dos irmãos com certeza irá beber demais e bater em algum dos outros. Isso não seria legal?

Dê uma olhada nos recentes trabalhos de Dave:

The Halls of Stormweather (Os Salões da Tempestade)

Black Wolf (Lobo Negro)

Lord of Stormweather (O Lorde da Tempestade)

Realms of Magic (Reinos da Magia)

NT: Inuit é um termo geral para um grupo culturalmente similar de indígenas, também chamados de Esquimós, que habitam o Ártico, a costa da Sibéria, os territórios do noroeste, Nunavut, Quebec, Labrador e Groelândia.
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Inuit.



Sobre o autor

Thomas M. Costa é um membro profissional do comitê na U.S. House of Representatives. Ele tem contribuído em muitos produtos da Wizards of the Coast como Demihuman Deities (Divindades Humanóides) e Races of Faerûn (Raças de Faerûn), e é o autor ou co-autor de um número de Dragon Magazine e artigos do website da Wizards of the Coast.

Os Últimos Dias de Glória © Todos os direitos reservados 2004 - Forgotten Realms™ e seus personagens são marcas registradas da Wizards of The Coast Inc.
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