Os Últimos Dias
de Glória
O que é RPG
Página Principal
A Comitiva da Fé
Definição
Histórias
Última História
Personagens
Jogadores
Galeria de Arte
Diversos
Forgotten Realms
 Definição
 Geografia 
 Divindades
 O Mundo
 Organizações
 Personagens
Artigos
 Galeria
Suplementos
Autores
Site
 Matérias
 Downloads
 Notícias
 Parceiros
Links
 Sobre o Site
 Glossário
 Créditos
Mensagens Arcanas
E-mail


powered by FreeFind

Notas de Romance
 
O Cajado de Alabastro: Uma História de Unther

Por Thomas M. Costa
Traduzido por Allana Dilene.



No extremo leste de Faerûn, o maior e mais antigo dos impérios foi o de Imaskari, de feiticeiros conhecidos como Artífices. Inebriados pelo poder e excesso de confiança, os Imaskari se recusaram a se ajoelhar perante qualquer entidade divina. Eles trabalharam com poderosas magias e pesquisaram estranhas tecnologias, defendendo-se da predação de humanóides, dragões, estranhas criaturas nativas de sua terra natal, e até mesmo deuses. Quando sua população foi dizimada por uma terrível praga há quatro mil anos atrás, os magos governantes de Imaskar abriram um par de grandes portais para outro mundo, puxando mais de cem mil humanos, os Mulan, e então fecharam os portais e selaram todas as conexões com aquele mundo para sempre. Os Imaskari escravizaram e oprimiram os Mulan. No entanto, os escravos continuaram a oferecer incontáveis preces à suas divindades, que não foram ouvidas graças à barreira dos Imaskari.


Através da intervenção de Ao, o maior dos deuses de Faerûn, as divindades dos escravos enviaram poderosas, embora mortais, versões de si mesmos através de métodos alternativos – usando o Plano Astral para atravessar a barreira dos Artífices. As divindades lutaram e derrotaram os Imaskari em –2488 CV, liderando seu povo para o oeste. Eles se assentaram na porção a sudeste do Mar das Estrelas Cadentes onde eles usaram magia para aumentar a fertilidade dos já ricos solos. As nações de Mulhorand e Unther nasceram desses eventos – Mulhorand em –2135 CV, e Unther –2807 CV quando o grande deus Enlil fundou Unthalass depois de descobrir pérolas na costa do Mar Alamber.

Em –1967 CV, as duas grandes nações Mulan, Mulhorand e Unther, se confrontaram no Rio das Espadas, começando a Guerra Mulhorand-Unther. Depois de anos de guerra, os deuses das duas nações concordaram que o Rio das Espadas deveria ser o eterno limite entre eles. Isso seria 2.400 anos antes que os Antigos Impérios entrassem em guerra novamente. Essa paz relativa permitiu a ambas as nações se expandirem até cerca de –1500 CV.

A expansão de Unther, principalmente a oeste, onde agora é Chessenta e ao sul, no Shaar oriental, continuaram até –1250 CV quando batalhas contra os elfos da floresta de Yuirwood a noroeste e os anões dourados na Grande Fenda ao sul pararam seu progresso. Conforme o milênio se seguia até –1087 CV, Mulhorand e Unther completavam suas primeiras eras de império, quando o Theurgist Adept Thayd, o último aprendiz sobrevivente dos magos Imaskari, liderou a maior parte dos magos de Mulhorand e Unther em rebelião contra os deuses Mulan. Em –1081 CV, Thayd e seus conspiradores foram derrotados. Thayd foi executado, mas ele profetizou que Mulhorand e Unther declinariam e nunca mais ascenderiam novamente.

A execução de Thayd, contudo, não acabou com os ataques nos dois Antigos Impérios. Pouco antes de sua execução, Thayd abriu um portal para um terceiro mundo. Cinco anos depois em –1076 CV, uma horda formada por uma espécie humanóide até então desconhecida em Mulhorand e Unther descobriu o portal e atravessou-o em busca em novas terras para saquear. Os deuses Mulan emergiram de suas torres para liderar seus exércitos contra esses “orcs cinzentos”. Em resposta, os xamãs orcs invocaram os avatares de seu panteão para defendê-los. Num confronto titânico conhecido como A Batalha dos Deuses, Re, líder do panteão Mulhorand, foi morto pela divindade patriarcal orc, Gruumsh, em –1071 CV, e muitos membros seniores do panteão de Unther foram igualmente mortos, incluindo Inanna, Girru, Ki, Marduk, Nanna-Sin, Nergal e Utu. Os avatares das divindades orcs ficaram seriamente enfraquecidos pela batalha, contudo, e os panteões Mulhorand e de Unther se reuniram para derrotá-los dois anos depois, expulsando os orcs da região em –1069 CV.

As duas antigas nações pararam para reconstruir seus poderes e lamber suas feridas, enquanto novos impérios – como os belicosos Narfell e Raumathar – preencheram o vácuo ao norte. Contudo, em –734 CV, o líder dos deuses de Unther, Enlil, decidiu deixar os Reinos, abdicando de seu torno em favor do seu filho Gilgeam. Logo em seguida Ishtar, a deusa do amor, também decidiu abandonar Faerûn, secretamente entregando o poder de sua manifestação à deusa Mulhorandi Isis e desaparecendo, deixando apenas Assuran (também conhecido como Hoar), deus do trovão, com Gilgeam. Num primeiro momento, Gilgeam era um bom rei-deus, mas o poder o corrompeu. Ele impôs limites às fés dos outros deuses. Começou então a deterioração de dois mil anos de Gilgeam de uma tirania déspota ao governante de Unther.

As próximas centenas de anos se passaram relativamente quietos enquanto Gilgeam consolidava seu poder, mantendo suas propriedades e sacrificando sua população. Sempre agressivo e expansionista, contudo, Unther novamente cresceu com a queda cataclísmica dos reinados ao norte de Narfell (de quem Unther teve que se defender em um conflito naval em –623 CV) e Raumathar em –150 CV. Eventualmente, Unther clamou tudo do que agora é Chessenta, Chondath, as cidades costeiras ao norte da Costa do Mago, o Shaar, e porções de Dambrath e Estagund numa segunda era do império. Contudo, essa expansão brutal trouxe com ela o odeio dos conquistados e a falência do tesouro de Unther, forçando os governantes a aumentar os impostos a taxas absurdas.

Em 163 CV, piratas itinerantes de Unther e o eremita ou dois “fundaram” Altumbel na ponta da península aglarondiana. Em 202 CV, os bárbaros posteriormente conhecidos como Arkaiuns invadiram Unther e Mulhorand pelo sul, mas em 205 CV foram expulsos, levados de volta ao seu assentamento base e exterminados. Um bárbaro xamã prestes a morrer, contudo, profetizou que ambos os impérios seriam destruídos. Por volta de 400 CV, Unther começou a recolonizar o norte da Costa do Mago – terras perdidas há séculos durante as Guerras dos Orcs – começando com Escalant e a boca do Rio Lapendrar. Também durante esse Ramman, um antigo deus Mulan da tempestade se juntou a Gilgeam em Unther, expulsando o deus Assuran, o Destruidor.

Pelos próximos séculos que se seguiram, as fronteiras mais afastadas de Unther se rebelaram. As cidades ao norte de Unther cortaram relações, e o país ficou com a metade do território quando as cidades ocidentais se declararam como a nação livre de Chessenta.

Em 482 CV, duas dessas colônias, Delthuntle e Laothkund, se livraram de Unther. Em 504 CV, mais duas cidades, Teth e Nethra, declararam sua independência. Unther respondeu com uma longa campanha para reclamar suas Cidades na Costa Norte. Contudo, a resposta de Unther não pôs um fim na deserção de suas colônias, e em 625 CV, Escalant se juntou às suas cidades irmãs na independência. Em 679 CV, Unther foi forçada a reconhecer a independência das Cidades Costeiras do Norte. Em 823 CV, Mourktar, uma cidade em uma das províncias a oeste, se libertou de Unther, e em 929 CV, a Aliança de Chessenta se rebelou contra seus mestres em Unthalass, guiando o povo de Unther de volta para além das Montanhas do Céu. Quebrada, Unther já não tinha sequer a metade do tamanho que tinha 400 anos antes.

Chessenta acabava de conseguir conquistar Unther sob a liderança do Rei Tchazzar (secretamente um dragão vermelho metamorfoseado, de imenso poder) e governou-o como um estado arrendatário por aproximadamente 100 anos. Com o desaparecimento do herói conquistador Tchazzar em 1018 CV – há muito planejado pelo dragão numa tentativa de ganhar a divindade – Unther se libertou e direcionou-se para seu próprio povo cruel. O país que fez muitos avanços na escultura, poesia, e outras artes civilizadas se engajou num declínio contínuo de moral e cultura, a medida que os seguidores de Gilgeam decaíam na tirania e na loucura. Unther se tornou um império caído “vivente”.

Pelo décimo quarto século, o declínio de Unther estava quase completo. Em 1301 CV, o Culto de Tiamat ressurgiu, juntando pessoas desesperadas para se livrarem da opressão de Gilgeam. Em 1346 CV, o culto, sob a liderança de Tiglath, outrora uma escrava do harém de Gilgeam, invocou para os Reinos a Dama Negra, uma antiga adversária do panteão de Unther, morta há muito por Marduk, na forma de um dragão de três cabeças. O culto também se aliou ao lorde meio-elfo da lua e há muito escravo do palácio de Gilgeam, Furifax, que havia começado uma guerrilha contra Unther ao sul. Em 1357 CV em resposta a imposto excessivos, as cidades ao norte de Unther, principalmente Messemprar, entraram em uma grande revolta liderada por um grupo de conjuradores conhecidos como Os Magos do Norte. Independente da surpresa, Gilgeam ainda assim celebrou sua ascensão ao trono de Unther matando um dragão tartaruga no porto de Unthalass.

Em 1358 CV, o Ano das Sombras, os deuses foram arremessados em Faerûn em uma forma mortal por Ao no que foi conhecido como O Tempo das Perturbações e a Guerra dos Deuses. Assuran retornou a Unther na liderança de um exército de Chessenta para combater seu inimigo Ramman. O avatar de Ramman encontrou-o face a face, mas em um ato de justiça poética, Aquele que Traz a Destruição teceu uma poderosa magia que matou Ramman devido a um raio de eletricidade que ricocheteou depois do terceiro raio da tempestade dos deuses de Unther soou. Contudo, antes de se apropriar do portfolio de Ramman, o lorde da guerra de Unther passou-o para Anhur, deus da guerra de Mulhorand. O outorgado deus da guerra mulhorandi liderou suas tropas contra a defesade Unther e derrotou os mercenários de Chessenta, muitos dos quais desertaram para o lado dele. Aquele que traz a Destruição foi mais uma vez levado de Unther derrotado.

Gilgeam matou a relativamente fraca encarnação da dragoa rainha cromática, Tiamat, mas a essência dela se dispersou em três dos mais poderosos dragões cromáticos da região. Tchazzar, um dragão vermelho que chamou a si “O Pai de Chessenta” e quem vinha procurando a divindade por séculos, recebeu uma fração da essência de Tiamat. Ele se sentiu compelido a procurar Gestaniius, e então a matou e a devorou. Tchazzar sentiu o poder divino surgir através de si e nasceu-lhe uma cabeça azul. Ele então perseguiu Skuthosiin em sua busca para absorver completamente a essência de Tiamat. Depois de uma transformação abrupta, que incluiu o nascimento de uma cabeça verde, sua forma mortal foi subjugada por Tiamat, e a dragoa cromática se manifestou mais uma vez nos Reinos. Seguindo a Guerra dos Deuses, Tiamat batalhou novamente com Gilgeam (que encontrou seu poder muito reduzido) pelos Planos Exteriores e em Unther, destruindo muito da cidade de Unthalass. Gilgeam morreu, e Tiamat estava enfraquecida ao ponto de ter parado de ceder magias aos seus seguidores por um tempo. Contudo, ela retornou silenciosamente, em seguida continuando a fomentar problemas em Unther.

Depois da morte de Gilgeam, seu trono de poder, o Ziggurat da Vitória Eterna, foi saqueado e queimado. Uns poucos sacerdotes sobreviveram à rebelião geral, contudo, e fugiram para uma fortaleza secreta, a Cidadela das Cinzas Negras, escondida do braço oriental das Montanhas da Fumaça. Mulhorand viu uma oportunidade de atacar, e em 1371 CV, atravessou o Rio das Espadas, conquistando primeiro pequenas cidades e postos de observação de finalmente a capital de Unther, Unthalass, e as cidades além. Os Magos do Norte mantiveram controle sobre Messemprar, mas, deixada com menos que um terço do território que tinha há um ano atrás, Unther está à beira de deixar de existir. Somente a misericórdia do faraó de Mulhorand ou a intervenção de poderosos agentes externos (como os Magos Vermelhos, o Zhentarim, a igreja de Tiamat, ou o dracolich, Alasklerbanbastos de Threskel) é provavelmente a causa da salvação de Unther em se tornar um território de um novo império de Mulhorand. Os Magos Vermelhos são especialmente contrários a ver isso acontecer, e eles fornecem tanto dinheiro quanto poder para ajudar Unther a se manter independente. Habitantes de Unther cautelosos são atentos quanto ao eventual custo dessa ajuda, mas muitos sentem que qualquer alternativa é melhor do que se submeter ao governo de Mulhorand.

Para mais informações sobre Unther, confira o Cenário de Campanha Forgotten Realms, e outros produtos mais antigos como Poderes e Panteões e FR10 Antigos Impérios. Confira também a novela The Alabaster Staff por Ed Bolme.



Sobre o Autor

Thomas M. Costa é um profissional de um comitê na U.S. House of Representatives. Ele tem colaborado para muitos produtos da Wizards of the Coast, como Demihuman Deites e o Races of Faerûn, e é autor ou co-autor de inúmeros artigos da Dragon Magazine e do site da Wizards of the Coasts.

Os Últimos Dias de Glória © Todos os direitos reservados 2004 - Forgotten Realms™ e seus personagens são marcas registradas da Wizards of The Coast Inc.
This page is a fan site and is not produced or endorsed by Wizards of the Coast. Forgotten Realms is a registered trademark of Wizards of the Coast, Inc.