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Notas de Romance
 
Perfil do Personagem: Erevis Cale

Por Paul S. Kemp
Traduzido por Priscila Veduatto; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.



“Cale considerou aquilo e concordou suavemente. Isto é apenas o que eu faço, não quem sou. Ele esperava que fosse verdade”.

– De The Halls of Stormweather [Os Salões da Tempestade]

Arrancado de um orfanato em Portão Ocidental por um Máscara Noturna “refugiado”, Cale estava afundado até o pescoço no cruel submundo da guilda de ladrões mais notória de Portão Ocidental antes do seu décimo quarto aniversário. Ele se destacou nos treinamentos da guilda e se distinguiu por possuir uma lâmina ágil e um intelecto mais ágil ainda. Somando-se aos assassinatos, ainda, ele foi designado para “letramento” – falsificações, mapas, traduções e coisas do tipo. Após completar seu treinamento ele trabalhou em uma célula dos Máscaras Noturnas com a supervisão de Askaxen, o Cinzento, e o notório assassino, Jeldis Visiin. Ele rapidamente ganhou experiência em extorsão, falsificação e assassinato. Ele também se tornou perito em auto-negação. Neste ponto, ele odiava sua vida, mas já havia se convencido de que “ele era o que era”. Ainda, ele tentava preencher o vazio em sua alma com moedas, tramando em cada trabalho seu de Máscara Noturna. Isto, claro, não era aconselhável.

Olhando para trás, talvez Cale quisesse que sua traição fosse descoberta. De qualquer forma, quando sua fraude foi descoberta, ele evitou estreitamente vários grupos de extermínio dos Máscaras Noturnas e fugiu de navio para Sembia.

Após desembarcar nas docas de Selgaunt sem moedas e com perícias em apenas uma coisa, Cale se deparou com o poder crescente da cidade – a guilda de ladrões Adagas Noturnas, chefiado pelo misterioso clérigo de Mask que se intitula ‘O Justo’. Em uma tentativa de chantagear os chefes das famílias mais importantes de Selgaunt, que são conhecidas como ‘O Velho Conselho’, o Justo coloca seus agentes em muitas das casas de membros do Velho Conselho. Cale ficou encarregado de assassinar o chefe dos criados da Casa Uskevren (um feito pelo qual ele sente imenso remorso) e tomar seu lugar. A situação rapidamente ficou ainda mais complicada – Cale passou a respeitar e finalmente amar os Uskevren. Esta era a família que ele nunca teve e legitimamente, a vida que nunca tinha conhecido. Ao invés de envolver os Uskevren, divulgando suas informações embaraçosas (e existiam muitas destas na Casa Uskevren), ele os protegia, alimentando o Justo com informações inócuas, enquanto ajudava Thamalon Uskevren a frustrar as conspirações das famílias rivais. Mas aquele jogo não duraria tanto tempo.

“Cale assistia com fascinante horror, enquanto a sombra a apenas poucos metros acima da multidão posicionou suas garras sobre o peito arranhado do homem e lentamente arrancou um pedaço de seu torso. Centímetro por centímetro, o corpo do homem se partiu ao meio”.

– De Shadow's Witness [Testemunha das Sombras]

Em 1371, Cale erroneamente acreditou que um ataque aos Uskevren foi orquestrado pel’O Justo. Quando esse ataque resultou em um ferimento quase fatal para Thazienne Uskevren, a filha de Thamalon e a mulher pela qual Cale há muito nutre um amor secreto, Cale levou a briga para a casa da guilda dos Adagas Noturnas. Lá ele descobriu a verdadeira causa do ataque – uma conspiração do demônio lorde Yrsillar, que tinha possuído O Justo. No processo de enfrentar mortos-vivos e demônios, Cale veio a entender que Mask, o Deus das Sombras, o estava “Chamando”. Cale derrotou Yrsillar ao responder o Chamado, mas respondeu relutantemente. A fé o deixou desconfortável. Servir a um deus o fez sentir como se estivesse sacrificando muito de si mesmo.

Com o tempo, Cale ficou mais confortável (embora não totalmente) com a tensão entre servir a Mask e a independência que exigia para ele mesmo. Futuramente, ele veio a acreditar que seu Chamado deveria ser um presságio de algo maior e continuou a servir os Uskevren. Realmente, ele estava certo, como mostram os eventos de Twilight Falling [Crepúsculo Cadente].

“Você ainda pode ser um servo e ser dono de si mesmo, Jack lhe disse. Cale não estava certo disso”.

– De All the Sinners Saints [Todos os Santos Pecadores] Dragon Magazine nº 297

A alma de Cale revolve em uma mistura de conflitos: seu amor por Thazienne, complicado por seu conhecimento de que nunca terá seu coração, sua necessidade de independência, contrabalançado pelo seu desejo de pertencer a algo maior do que ele; seu desejo de deixar seu passado como assassino para trás, derrotado pelo seu medo de que sempre será o que foi treinado para ser; sua disposição para aceitar Mask, mas sua preocupação de que Mask esteja apenas o manipulando. Esta trama interna é unida apenas por dois princípios centrais: Cale é indiscutivelmente leal aos seus amigos e família, e é incontestavelmente cruel com seus inimigos.

“As duas metades da sua alma jazem lado a lado na cama: fina vestimenta de um lado e couro surrado do outro. De agora em diante, Cale jurou, ele apenas usaria o couro, as roupas que vestem o homem”.

– De Twilight Falling [Crepúsculo Cadente]

Por toda sua vida, Cale viveu uma série de mentiras. A maioria delas ele enterrou profundamente dentro de si mesmo e não compartilha com ninguém (até este dia, apenas seu amigo Jak Fleet e seu rival Drasek Riven sabem que ele veio aos Uskevren como um peão da guilda dos ladrões). Ele está começando a viver sua vida, e a si mesmo, apenas agora com honestidade. No processo, ele está começando a se tornar algo como um herói, o que é mais do que ele jamais havia sonhado (ou temido) ser possível.

Para saber mais sobre Cale, leia Twilight Falling de Paul S. Kemp.



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