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Notas de Romance
 
O Buquê Negro: A Cidade de Oeble

Traduzido por João Cláudio.



“Os Reinos da Fronteira? Aldeias enormes onde os ladrões e aventureiros brigam e posam. Em resumo, um lugar como a maioria dos principais reinos neste mundo!”

-Mrin Trabbar, Discípulo de Ilmater em Ormath em uma fala para Bastable, o Profeta, Ano da Harpa.

Erguendo-se a partir do Rio Scelptar ao Grande Ford (onde mais ou menos três pontes arruinadas cruzam o fluxo d’água e são reparadas todos os verões apenas para serem varridas novamente na primavera), a cidade de Oeble foi um centro de comércio durante séculos. Oeble é um labirinto de pátios cercados, ruelas vagas, sacadas, e alojamentos contendo três a quatro lojas empilhadas na rua de negócios que mudam com velocidade desnorteante. De suas torres inclinadas e vagueando pelas sacadas podem-se ver as terras de Talduth Vale, Forte da Coruja; o Baronato do Grande Carvalho; e o mais distante, Grande Ducado de Shantal e os Córregos do Ponto da Espada.

Oeble é um dos denominados Reinos da Fronteira que são uma extensão da costa integrada de aldeias e cidades ao longo do sulista Lago do Vapor. Esta região é mais conhecida por suas mudanças freqüentes de liderança que, freqüentemente, é precipitada por aventureiros poderosos que decidem criar e reger, por algum tempo, um pequeno reino. Os Reinos são o local de nascimento de muitos mercenários e comerciantes que o clama de "um lugar que vocês nunca ouviram falar".

"Todos os ladrões se encontram em Oeble", reivindica uma velha declaração. Oeble alberga seqüestradores, contrabandistas, mercenários, negociantes em bens ilícitos, bandidos e caçadores de tesouros que os buscam, e povo é mau recebido em outros lugares por causa de quem eles são. Os últimos incluem os traficantes de escravos e um conhecimento superficial de meio-orcs, orcs, drow, goblins e párias.

Embora a cidade hoje ostente leis, um governante e policiamento para manter a ordem nas ruas a um mínimo, ela ainda não é um lugar para os de bom coração, os inocentes ou os imprudentes. Lançamento de facas é um esporte local, assim como rastejar em telhados, saltando de um lugar alto a outro, se escondendo e espiar. São encontrados cidadãos violentamente mortos na maioria das manhãs, e eles estão queimados dentro lixões a sudeste da cidade. (Hulm Draeridge, o sujo, peludo, disforme, ou homem "torcedor de ossos" que gerencia o Vagão Morto, mantém um dedo da mão ou do pé, ou uma orelha de cada cadáver, mumificando-os em um porão no caso de magos ou clérigos quiserem comprar tais troféus. Se Hulm souber a que pessoa pertence os restos, ele o etiquetará).

As Sub-vias e as Passagens: a maioria dos “monstros” são mantidos nas Sub-vias, que são passagens úmidas com um rio que passa por baixo da cidade. Estas passagens unem porões e poços em um labirinto que ostenta pelo menos uma hospedaria e duas tavernas que o sol nunca vê.

Muitos porões conectam-se com as Sub-vias, mas poucos edifícios da superfície sabem publicamente das ligações para a “terra sem lei” subterrânea. Acesso a sempre crescente (e não mapeada) rede de passagens abaixo de Oeble é possível por meio de desmarcadas escadas ao final de muitas ruelas. Sangue derramado faz delas visíveis, e as autoridades e vários espiões as observam. Nenhum bando de aventureiros entra nas Sub-vias inadvertidos, e nenhuma grande força armada pode convergir lá sem disparar algum alarme.

Um visitante pode achar uma luz fraca nenhuma placa lá “abaixo” como um bairro que nunca dorme, mas parecendo semidesértico, cantos surpreendentemente quietos de desordem onde pessoas importantes e imponentes às vezes são vistas na companhia de bandidos ou monstros estranhos.

As Sub-vias albergam uma hospedaria de nota: a Porta de Medler. Esta hospedaria é uma pilha de pedras escuras e úmidas onde gritos nos corredores não são desconhecidos. Também possui duas tavernas: A Dança da Garra, um lugar selvagem nomeado para as garras zombadas por muitos protetores, e A Assombração Faminta, um restaurante Espartano que se caracteriza por seus guisados quentes de origens misteriosas ao lado de queijo picante.

As pessoas que acreditam que as Sub-vias e as ruas não são sua preferência podem transitar entre alguns edifícios de Oeblaun ao longo das Passagens. As Passagens são uma rede de pontes estreitas que saltam de telhados para sacadas e até mesmo para andares superiores de tais estruturas, como a Casa do Portal do Grifo, uma grande, antiga e ornamentada hospedaria que está no centro de Oeble.

É agora ilegal saltar ou fazer outro corpo cair das Passagens, ou derrubar ou lançar qualquer objeto de lá, mas isso não pára dardos, pedras, e (claro!) facas que são lançadas das alturas com precisão mortal.

Ordem Pública: Oeble é governada pelo Mestre Sem Face, um gordo, sempre mascarado homem cujas mãos reluzem com anéis que dizem abrigar magia proibida. O Mestre é assessorado pelo Conselho dos Nove Mercadores (um bulhento e ganancioso grupo que o Mestre Sem Face ouve sempre educadamente para então ignorar grande parte) e uma força de trinta “Lâminas Cinzentas”, uma força policial de humanos e meio-elfos. A maioria dos Lâminas são bandidos de outros lugares que desfrutam do bom pagamento, chances para se vangloriar, e os benefícios extras da boa comida, vinho, e das ardentes damas de companhia de seu Mestre. Como forças da lei em outras cidades corruptas, a maioria dos Oeblar cordialmente repugna os Lâminas.

Seu empregador pode até favorecer as Lâminas Cinzentas, mas eles são muito bons no trabalho que fazem, incluindo espiar de janelas altas, fazer acrobacias, disparar e recolher setas de bestas hostis como se estivessem com destreza aprimorada por magia, e antecipar problemas antes que, de fato, ocorram.

Poucos na cidade sabem que o Mestre morreu há alguns anos atrás e está sendo personificado por sua escrava pessoal anterior, usando disfarces e seu don natural para imitação. Ela ama Oeble e sempre está sempre observando os fatos de outras terras das Fronteiras para invadir ou conquistar. Muito de seu tempo é gasto manipulando bandos mercenários e aventureiros competentes para estarem próximos e prontos para defender Oeble, sem serem pagos para fazê-lo até que seja realmente necessário. O Mestre realiza isto através de infinitos rumores, oferecendo "pequenos tratos" que só podem ser feitos em Oeble, e assim por diante; ela é muito boa neste tipo de intriga.

O Mestre Sem Face lucra na reputação “sem lei” da cidade possuindo secretamente o Paeraddyn, uma hospedaria “segura” na extremidade sulista de Oeble que mantém um estábulo, casa de banho, jardins, o pavilhão de trovadores, e um mercado fortemente policiado, tudo dentro de sua própria área cercada. Podem ser contratados guarda-costas durante dia ou noite, e chegam numa impressionante gama de mortíferos brutos super equipados, a maioria deles medindo cerca de 2,10 a 2,70 metros de altura e brandindo armas.

Algumas pessoas permanecem na cidade sem medo, uns apenas dizem que estão em Oeble, e outros (as melhores defesas por cada jóia roubada que os bons cidadãos de Oeble possam ter tido se esgotaram, por exemplo) devido a segurança lá provida.

Relações com Vizinhos: Oeble permanece como um espinho do lado de meia dúzia de outros governantes, e é atualmente uma “perigosa porta” para os reinos ao redor. Porém, muitos a acham útil como um centro de contratos ou uma “terra neutra” para reuniões onde se pode esperar encontrar bandidos, monstros, e um mercado para itens raros e incomuns.

“Muito útil para se destruir”, como um Alto Duque, agora morto, de um certo Reino da Fronteira uma vez descreveu Oeble, e suas palavras permanecem verdadeiras até hoje. Isso não quer dizer que alguma força externa que deseja algum poder nas Fronteiras não tentaria manipular de dentro para fora a cidade, provocando uma guerra local que a destruiria ou a reduziria a uma mera concha. Este risco vem perseguindo a cidade há um século ou mais, mas, contudo, nunca aconteceu nada à cidade.

O Mestre Sem Face se opôs a uma tentativa de anexação finamente ocultada por Talduth Vale. Ela persuadiu ambos, a Baronia do Grande Carvalho e Forte da Coruja, para informar às autoridades que eles brindavam uma Oeble independente, mas seriam forçados a avançar com suas espadas e chamas para destruir uma Oeble que fosse um braço de Talduth Vale.

Esta não é a primeira vez que Oeble sobreviveu em equilíbrio o ao coração de uma roda intranqüila de armas a postos, e provavelmente não será a última. Uma profecia das Fronteiras insiste que a cidade de Oeble será o local onde um dragão revelará o paradeiro de um tesouro verdadeiramente poderoso dos Reinos Esquecidos. Embora algumas pessoas desmistificam esta profecia como mera invenção para reduzir a velocidade dos gananciosos governantes das Fronteiras em dar ordens para montar, cavalgar, e queimar "a pestilência sem lei rio acima" de uma vez por todas, a balada na qual a profecia é preservada é muito antiga. Assim Oeble sobrevive como um lugar perigoso, mas muito interessante para visitar e fazer compras, mudando a imagem que muitos estrangeiros têm dos Reinos da Fronteira, e não prestando atenção a sua má reputação.

Para mais informação sobre a cidade de Oeble, leia o novo romance de Richard Lee Byers “O Buquê Negro” (The Black Bouquet) e, se você puder por suas mãos nelas, as excelentes colunas de Ed Greenwood “O Desperto Olhar de Elminster” (Elminster's Everwinking Eye) na Polyhedron (#138-139).



Sobre o Autor

Thomas M. Costa é um membro profissional em um comitê na Casa norte-americana de Representantes. Ele tem sido um contribuinte de vários produtos da Wizards of the Coast como Demihuman Deities e Raças de Faerûn e é o autor e co-autor de vários artigos da Revista Dragon Magazine e do website da Wizards of the Coast.

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