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Notas de Romance
 
Aromas Incomuns: Richard Lee Byers junta-se aos Ladinos em O Buquê Negro

por Michael G. Ryan
Traduzido por Catana Amoedo Peres; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.



Aeron mergulhou na água, então começou a nadar na direção que ele esperou ser a mesma do rio. Alguma coisa, uma adaga talvez, mergulhou ao seu lado. Finalmente sua visão começou a clarear, e ele viu que estava indo na direção certa. Quando atingiu o portão, olhou para traz e sentiu uma onda de terror o invadir. Kesk levantou-se e empunhou seu machado de batalha, equilibrando-se para um movimento na direção da corrente que prendia o portão. A lâmina da arma emitiu um brilho escarlate assim que ele ativou alguma magia vinculada ao aço.

Aeron continuou em frente. O metal rangeu, correntes se moveram, e as grades caíram bem ao seu lado, levantando uma pequena onda que o levou alguns metros no Scelptar.

O truque agora seria chegar a salvo à margem do rio. Ele sabia que Kesk mandaria os Machados Vermelhos procurarem ao longo do rio, mas se ele continuasse nadando tão rápido quando podia, ele poderia chegar à margem antes que o tanarukk pudesse organizar a busca.

O Buquê Negro

Situada nos Reinos da Fronteira, o segundo livro da série nos Reinos Esquecidos, The Rogues [Os Ladinos], The Black Bouquet [O Buquê Negro], por Richard Lee Byers, tem como característica alguns personagens como um brutal tanarukk líder de uma gangue, um monge sinistro da Lua Negra, uma ranger fora de seu ambiente tentando fazer frente às traições e perigos de uma cidade sem lei em particular, e um petulante ladino lobo-solitário que em uma tentativa de roubar descobe, tarde demais, que era muito para ele. Em alguns casos – como esta fuga de Kesk dos Machados Vermelhos – ele estava mais encrencado do que o normal. Tudo isso torna a aventura alucinante que os fãs dos Reinos com certeza irão gostar.

Byers nos conta sobre algumas inspirações que ele teve em mente para esse romance. “Desde que a história passou a ser parte da série The Rogues [Os Ladinos]”, ele explica, “Eu tentei fazer um livro que tivesse dois gêneros ao mesmo tempo. Ela é uma aventura de magia-e-espada, com toda a mágica e monstros que os fãs dos Reinos Esquecidos esperam, mas é também uma história de crimes no estilo de O Falcão Maltês, de Dashiel Hammett, os romances Parker de Richard Stark, os livros Burglar de Lawrence Block, e alguns filmes como Topkapi, Onze Homens e um Segredo, Golpe de Mestre, e O Golpe” Essencialmente, então, The Black Bouquet [O Buquê Negro] é uma história de trapaças, jogo-duplo e alianças que mudam constantemente e também sobre vários patifes e canalhas que rivalizam pela posse de um prêmio valioso – o já mencionado Black Bouquet [Buquê Negro], uma maravilha olfativa.

Leitores já familiarizados com o trabalho de Byers, dentro e fora dos Reinos, irão apreciar de imediato sua habilidade para trabalhar com múltiplos gêneros. Além dos populares e bem sucedidos livros dos Reinos Esquecidos como The Shattered Mask [A Máscara Despedaçada] (do projeto sobre Sembia) e o primeiro romance da saga de R.A. Salvatore, War of the Spider Queen [A Guerra da Rainha Aranha], Dissolution [Dissolução], Byers escreveu numerosos livros de horror, incluindo uma grande quantidade de romances para a renomada editora de horror White Wolf. Ele gosta de ambos os gêneros da mesma maneira, sua opinião é que ambos têm grandes semelhanças entre si. “Ambos tendem a lidar com protagonistas cheios de cicatrizes contra poderosas e sinistras forças sobrenaturais. A principal diferença entre as duas formas são os cenários e o tom. Na maioria das ficções, a história se passa no imaginário ou em algum lugar histórico para apelar para o gosto pelo exótico do leitor. Na maioria dos livros de horror, a história se passa no mundo contemporâneo e real para aumentar o medo, sugerindo que esses eventos assustadores poderiam acontecer com você. Na maioria das ficções, apesar do autor poder providenciar alguns momentos assustadores, o tom geral é o de uma grande aventura. Na maioria dos livros de horror, o escritor coloca o terror de forma abundante, e vai mais devagar nos momentos de grande triunfo, isto porque o calafrio é o foco da história”. Byers sabe exatamente sobre o que está falando: sua primeira publicação foi uma pequena história intitulada “The Chain” [“A Cadeia”], que apareceu em uma pequena revista de terror chamada New Blood. Além disso, ele acha tão fácil escrever histórias que se passem apenas no mundo dos Reinos Esquecidos, quanto àquelas que ele mesmo cria. Ambas as formas de escrever são prazerosas, ele diz. “De um lado”, ele explica, “a completa falta de obrigação quando você escreve uma história sem um cenário específico pode ser bastante libertadora. Isso te protege de potenciais problemas envolvendo continuação e outros problemas relacionados. Mas ao mesmo tempo, os Reinos Esquecidos é popular com os fãs por um motivo: é um universo fascinante, não só para mim, mas para todos aqueles que gostam. Então eu me divirto muito contando histórias sobre ele, eu percebi isso na prática, as limitações de se escrever em um mundo “compartilhado” raramente prejudicam meu estilo de escrever. Eu posso fazer uma trama que não precise explodir toda a Costa da Espada ou exterminar todos os elfos”.

Byers é modesto: The Black Bouquet [O Buquê Negro] é muito mais do que uma trama “interessante”. E certamente ela tem um pouco do terror que Byers gosta, apesar de ser completamente uma história de aventura. Byers a descreve como “cheia de trapaças e traições, com várias vigarices e reviravoltas”, com uma trama quase pronta, grande parte, por causa das informações compiladas dos ensaios de Ed Greenwood sobre a cidade de Oeble, onde The Black Bouquet [O Buquê Negro] se passa. Ela se desenrola a partir de uma pseudo-surpresa que dá terrivelmente errado para uma incrível batalha um contra um que claramente reflete a paixão de Byers por esgrima (quanto mais você sabe sobre um tópico que está escrevendo”, ele nota, “melhor nisso você se torna. Dando uma olhada nas cenas de luta, eu não utilizei apenas o que aprendi sobre esgrima – e caratê anos atrás – e deixei acontecer. Minhas referências bibliográficas têm livros sobre combates reais na Idade Média e na Renascença, lutas com facas, com bastões, Kendo e outras artes marciais, e também um monte outros livros que são relevantes sobre uma sociedade quase medieval). Aeron sar Randal está entre os personagens mais legais que já surgiram nos Reinos, e o seu criador está contente com o caminho que deu para o seu “adorável” ladrão. “Eu gosto do Aeron e ficaria feliz em escrever mais sobre ele”, Byers diz, “mas não há nada de específico no momento. Eu criei vários personagens nos Reinos Esquecidos que eu gostaria de colocar em outras histórias, mas a Wizards tem interesses diferentes, e, é claro, não tenho tempo. Eu não poderia escrever sobre Aeron ou Shamur das minhas histórias em Sembia, porque eu tenho The Year of Rogue Dragons [O Ano dos Dragões Ladinos] para escrever primeiro, e também sobre todos os novos heróis de capa-e-espada e seus caminhos por uma parte dos Reinos que eu ainda não conheço”.

Mas nos trabalhos de Richard Lee Byers, os vilões podem ser tão cativantes quantos os heróis, e The Black Bouquet [O Buquê Negro] carrega o mau cheiro de um “adorável” vilão na pele de Sefis Uuthrakt, um incansável servo da Dama da Perda. “Eu acho que Sefris é um genuíno vilão arrepiante”, diz Byers. “Seu militante e impiedoso niilismo, aquela resistente, disciplinada insanidade, o fazem bastante assustador”. Como escritor, Byers nunca teve dificuldade em escrever do ponto de vista dos vilões ou dos heróis. “Talvez o truque seja esquecer que um personagem em particular é o vilão quando você está escrevendo do ponto de vista dele ou dela”, ele sugere. “Você apenas o enfatiza e vê sua perspectiva. Às vezes eu desenvolvo uma afeição pelos meus vilões e fico um pouco triste quando, ao final, eles são derrotados… entretanto, sou mais afeiçoado aos heróis. Ainda quero que eles vençam”.


Os heróis do próximo projeto de Byer’s terão que trabalhar muito se quiserem vencer. Ele está trabalhando duro em seu próximo trabalho para os Reinos Esquecidos, a trilogia épica The Year of Rogue Dragons [O Ano dos Dragões Ladinos]. O primeiro livro – The Rage [A Ira]será lançado em Abril de 2004, seguido por The Rite [O Ritual], em 2005  e concluindo com The Ruin [A Ruína] em 2006 (lembrando que essas datas são nos EUA). Byers diz que também haverá uma antologia de histórias de vários autores, que será a trilogia inicialmente chamada de Realms of Dragons [Reinos dos Dragões] (fãs que quiserem dar uma olhada completa nos trabalhos de Byers podem visitar seu site http://stonehill.org/rlb, e fãs que quiserem mandar opiniões sobre seus trabalhos, incluindo The Black Bouquet [O Buquê Negro] – podem escrever para RLeeByers@aol.com).

Byers é um pouco escorregadio quando se fala especificamente sobre a série The Year of Rogue Dragons [O Ano dos Dragões Ladinos], ele prefere “deixar as surpresas para depois”.

“Eu digo que será uma história épica sobre uma grande ameaça para toda Faerûn”, ele finalmente diz, “mostra um grande vilão que eu acredito que muitas pessoas irão gostar de ver em cena, e a toda a ação acontece em volta de um dos mais antigos mistérios dos Reinos. E mais: ele tem dragões, dragões e mais dragões!”.

Nós sentimos ainda mais aventuras no horizonte de Faerûn – e de Byers.



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