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Notas de Romance
 
Perfil do Autor: Don Bassingthwaite

Traduzido por Guilherme Bianchi; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.



Há muito tempo jogadores têm visto o nome de Don Bassingthwaite aparecendo aqui e ali durante alguns anos. Sua primeira reivindicação à quase fama foi como co-vencedor de uma competição de criação de personagens feita pela RPGA Polyhedron em 1990, mas desde aquele tempo ele tem sido um escritor ativo, redigindo um total de oito romances baseados em RPG, além de uma variedade de pequenas histórias. Ele fez um bico como revisor de jogos para o SF Site (um site americano sobre publicações de material de ficção científica – www.sfsite.com), e é atualmente o editor de jogos da revista Black Gate. Don mora em Toronto, e quando consegue arrumar um tempo, além de escrever e trabalhar, ele aprecia cozinhar, ler e ver filmes de questionável mérito social e artístico. Seus últimos hobbies incluem derramar líquidos em gibis e derrubar comida em seu Xbox.

Wizards of the Coast: Como você começou como um autor?

Don Bassingthwaite: Nos primeiros estágios, comecei tentando imitar os livros que gostava – me lembro como sendo uma criança frustrada quando as histórias que eu adorava acabavam e eu esperava por mais. Então eu inventava mais partes. Claro, estas não eram ótimas histórias e elas tendiam a atravessar gêneros em um mau caminho (eu não acho que o jovem Gordon Korman queria super-heróis aparecendo em seu livro sobre o acampamento de verão), mas isso foi um começo.

Wizards of the Coast: Sério? Qual super-herói apareceu?

Don: Eu não me lembro especificamente, mas nesse ponto eram provavelmente legiões de super-heróis, alguns apareciam uma vez, outros eram do “Disque H para Herói”. Essa realmente foi uma historia chata de se escrever, mas seria uma idéia legal porque leitores poderiam mandar suas próprias idéias de heróis que fizessem uma aparição.

Wizards: Qual é sua principal influência como escritor?

Don: Eu coloco influências em tudo, e algumas delas são contraditórias. Eu lia todas as novelas de James Bond escritas por Ian Fleming, quando criança – elas eram boas para, linguagem dinâmica e simples. Ao mesmo tempo, eu admirava muito Tanith Lee (especialmente suas séries de Tales from the Flat Earth) devido ao luxo descritivo de sua escrita. Mais tarde eu andei lendo coisas com espadas e feitiçaria, contos americanos, e um boa quantia de horror Lovercraftiano – todos similares em algumas coisas, mas muito diferentes em outras. Mais tarde outra coisa que eu me vi fazendo quando escrevia foi utilizar um jogo de estilos diferentes quando montava uma história. Um dos livros recentes foi baseado muito pouco na estrutura dos filmes de James Bond; The Yellow Silk [A Seda Amarela] foi inspirado por Guy Richie e os gangsters britânicos. Para os próximos livros, estou procurando quadrinhos por causa do fluxo e da estrutura.

Wizards: Existe algum quadrinho em particular que o está inspirando nesse momento?

Don: Eu não diria que exista algum quadrinho em particular me inspirando. Eu não estou procurando mais caminhos e interações de personagens que vão em frente. Quadrinhos por sua natureza movem-se mais depressa do que romances, e isso é a parte eu que quero capturar. Outra parte é como os personagens trabalham juntos como parte de seu mundo. Claro, como disse, existe certamente quadrinhos que estou lendo para retomar o gênero (eu adoro quadrinhos, mas eu tendo a ter vários períodos de nostalgia do que a atual leitura dos mesmos). Eu tenho os primeiros dois dos volumes das compilações de Marvel’s Ultimate Spider-Man e Ultimate X-men graças à recomendação de um amigo, e eu peguei The Exiles e Marvel Manga­-verse mais porque eles parecerem intrigantes. Eles todos se tornaram muito úteis – eu não mencionarei dois que eu achei serem completamente ruins – e eu acho que estou gostando deles porque são todas mesclas de histórias e personagens que eu, por alguma razão, conheço muito bem.

Wizards: É difícil pegar o fluxo e estrutura de um quadrinho e achar um jeito de fazê-lo funcionar em um romance?

Don: Eu terei que te dar a resposta definitiva depois que eu a tiver terminado! Geralmente, eu não acho. Não é isso o que estou procurando fazer, um exato paralelo, mas estou tentando capturar o ritmo dos quadrinhos, um pouco de diálogos, a observação (por alguma razão eu comecei pensando bem em determinados personagens que estou trabalhando como se fossem desenhos em um quadrinho estiloso), esse tipo de coisa. Alguém (acho que Dashiell Hammet) falou isso quando a ação em suas historias abaixou e eles deveriam ter alguém andando em um corredor com uma arma. Na montagem do romance que estou trabalhando, quero um quadrinho equivalente a este – um vilão retorna por vingança, super-poderes, de repente, ficam fora de controle, e assim por diante. Eu quero sentar e pensar, “Ok, se isso fosse um quadrinho, o que aconteceria depois?” e ver aonde me leva.

Wizards: Qual é o primeiro livro que você lembra de ler quando criança?

Don: Você não poderia perguntar alguma coisa mais fácil, não? Eu posso dizer o primeiro livro que não consegui terminar (The Case of the Elevator Duck), o primeiro livro que peguei na livraria (The Little Blue Caboose) e o primeiro de fantasia atual adulta que eu comprei com o meu dinheiro (A Spell for Chameleon, de Piers Anthony), mas eu não tenho memórias especificas do primeiro livro que eu li. Minha mãe diz que eu gostava de The Pokey Little Pupy.

Wizards: Quem são seus autores favoritos agora?

Don: George R. R pela série Song of Fire and Ice (encadernação). Nalo Hopkinson por seus livros Midnight Robber, Skin Folk e The Salt Road (líricos). Bretty Sacory por alguns, realmente, misturados e originais contos de horror, como The Distance Traveled (estranho). Seteve Erikson pela série Malazan Book of the Fallen  (complexo).

Wizards: Como você deixa o processo criativo fluir?

Don: É tudo uma questão de encontrar o gancho especifico que me leva à verdadeira idéia de uma história em particular. Eu tive um duro começo quando escrevi The Yellow Silk [A Seda Amarela], por exemplo, parcialmente porque eu estava saindo de um outro romance que era muito diferente de tom e de personagem. Eu sabia o que eu queria fazer com The Yellow Silk, mas não conseguia me ligar na historia. Então achei minha inspiração no desenho da capa de um romance chamado London Irish de Zane Radcliffe – um fundo preto fosco com grandes letras douradas e a imagem brilhante de uma caneca de cerveja preta com palitos de fósforo enterrados em sua espuma, criando uma espécie de domo. Havia algo naquele desenho e naquelas cores que invocavam tudo aquilo que eu queria colocar no meu livro, e o London Irish ficou sobre a minha escrivaninha até que eu terminasse de escrever o meu romance (e depois eu li o livro – não é um livro ruim).

Wizards: Voce tem um personagem favorito de alguns dos romances que escreveu ou está escrevendo? Se sim, por quê?

Don: Eu acho que poderia mudar de gosto após cada novela! Neste momento, acho que meus personagens preferidos são três que eu preciso fazer o “tipo do contra”. Tycho Arisaenn é um dos protagonistas de The Yellow Silk – ele é um bardo, mas eu deliberadamente o transformei em algo mais do que o tocador de banjo cortesão estereotipado. Brin é um vilão de The Yellow Silk e é muito engraçado porque eu mesmo fiz o desafio de tornar um ladrão halfling assustador e psicopata. Finalmente, Ned Devromme é o personagem de meus livros Dark Matter, If Whispers Call e By Dust Consumed, um poderoso psíquico e mestre em ocultar conhecimentos, que é o mais humano que pude fazer – ele estava acima do peso, certamente e supostamente pelo fato de ser excepcionalmente afeiçoado a bons donuts. Em um momento de desespero, ele usou telecinésia para usar um cheeseburger como arma.

Wizards: O que você gosta mais sobre escrever ficção a respeito de cenários interativos?

Don: Provavelmente por causa do próprio desafio. Eu sou um grande entusiasta pela continuidade e nas ficções de cenários interativos existe muita continuidade para se ver (terminologia, história, eventos concomitantes, e assim por diante). Você também deve observar sua escrita, pois senão alguém terá que vir e limpar a bagunça que fez. Eu acho que isso força os cenários interativos se focarem em um tipo e ritmo de história – você simplesmente não pode proporcionar múltiplos arcos de história diferentes acontecendo ao mesmo tempo. Embora, ao mesmo tempo, exista um mundo enorme lá fora que poderia tirar vantagens das múltiplas histórias jogadas e alusões feitas. Em The Yellow Silk, por exemplo, eu coloco alguns toques de Harpistas e Thay.

Wizards: Quais projetos você está trabalhando no momento?

Don: Nesse exato momento estou me envolvendo em uma coluna de jogo para outra edição da revista Black Gate e dando um ar de espada e feitiçaria para a série. Também estou trabalhando em uma história – algo como uma seqüência para The Yellow Silk, na verdade – para a antologia Realms of the Dragons. E estou começando um romance para o próximo lançamento da Wizards of the Coast, o cenário de Eberron. Não posso dizer muito sobre o romance, mas eu preciso ler o esboço do cenário, e isso chuta tanto a nossa bunda que depois é necessário sentar em um travesseiro!

Wizards: Qual é a sua letra do alfabeto favorita e qual você menos gosta?

Don:A letra favorita é o “R”. É o pico do alfabeto – a coisa toda aumenta no “M” e “N”, fica mais difícil com “O”, “P” e “Q”, depois volta ao clímax com o “R”. A pior de todas é o “T”, mas só porque há algo sinistro e misterioso sobre a letra. Ela é a passagem para o “U”, “V”, “W” e “X”, ou realmente está lá para pará-los por razoes que a humanidade desconhece?

Wizards: Dois pontos… bom ou ruim?

Don: Bom e sendo apreciado (embora pessoalmente eu provavelmente use traços um pouco mais freqüentes quando eu deveria usar dois pontos).

Wizards: Quando você joga D&D (ou seu RPG favorito), com qual classe e raça você mais joga?

Don: Alguma variação entre ladinos e magos, mas eu sou conhecido por misturar e jogar como um mago ladino. Eu sou realmente afeiçoado a bardos, no entanto não do jeito que ele é descrito na maior parte dos romances. Quando eu tinha o contrato para escrever The Yellow Silk e me perguntaram se escreveria sobre um personagem bardo, fiquei encantado. Por outro lado, também é divertido algumas vezes ir direto para frente com força e defesa de um guerreiro. Nas raças eu geralmente fico com os humanos, mas eu gosto de meio-orcs também, especialmente na 3ª edição de regras que remove restrição de classe para raças. Eu ainda não joguei nos Reinos Esquecidos desde que saiu a 3ª edição, mas definitivamente há alguns tocados pelos planos que gostaria de jogar.

Wizards: Você tem algum outro pensamento que gostaria de compartilhar?

Don: O que você está esperando para comprar The Yellow Silk [A Seda Amarela]!?



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