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Notas de Romance
 
Um Momento com Alusair

Por Elaine Cunningham
Traduzido por Renata Ungaretti; revisado por Ricardo Costa.




Recebemos das mãos de Elminster uma parte da história do reino relevante ao livro Swords of Dragonfire, que vem para nós (nos EUA).

Trata-se de uma transcrição parcial de uma audiência concedida pela Princesa Alusair Nacacia Obarskyr ao escriba independente Marlardo Saelguth de Arabel, que a encontrou pela primeira vez na taverna Velho Cão de Caça daquela cidade, cujo tema eram alguns dos eventos relatados no segundo livro da trilogia dos Cavaleiros de Myth Drannor (que, àquela época, eram eventos bastante recentes).

Alusair tinha provavelmente quatorze anos à época dessa conversa, e insistiu em que a audiência fosse privada, barrando a entrada de cortesãos e magos na sala.

[diálogo omitido]

Marladro: E se me permite mudar de assunto, qual é a sua opinião pessoal sobre um certo grupo de aventureiros que foram contratado pelo rei e logo depois transformados em cavaleiros pela rainha?

Alusair: Minhas opiniões pessoais são apenas isso: pessoais. Como princesa de Cormyr, aprovo valentes aventureiros que respeitam nossas leis, demonstram lealdade à Coroa e enriquecem nossas vidas com seus valorosos feitos. Considero os Cavaleiros tal coisa.

Marladro: Vossa Alteza Real, eu, como súdito leal, aprecio profundamente o cuidado com que serve o reino, porém devo confessar uma pequena frustração com a falta de especificidade da resposta que acabei de receber. Há comentários em toda parte a respeito de que vossa pessoa foi defendida e ajudada por um dos Cavaleiros, pelo mesmo que lutou ao lado de seu real pai. Florin Garra de Falcão é este cavaleiro; qual a vossa opinião a respeito dele?

Alusair: Como princesa, fico feliz que Cormyr tenha homens como Florin. Como futura mulher, acredito que ele seja um homem atraente, gracioso de espírito e cortesias, um homem que considero um herói. Uma mulher procurando um marido em Cormyr poderia conseguir coisa muito pior do que Florin. Porém ouça-me com atenção, Marladro Saelguth: você não deve tomar minhas palavras como indicação de que penso desposar Florin, nem de que tenhamos qualquer envolvimento romântico. Eu o considero um grande amigo e um súdito leal, excepcional em ambas as atribuições; acredito que amigos verdadeiros são sempre bem vindos.

Marladro: Suas respostas são uma obra prima de eloqüência.

Alusair: (debochando) Foi muito difícil conseguir dizer isso sem demonstrar nem um pouquinho de sarcasmo? Bela cara de pau, Marlardo. Consigo agüentar sua pose por mais alguns instantes.

(jogando pela mesa sua jarra de vinho) Maldito Vangerdahast! Estou cansada de fingir ser uma princesinha perfeita! Em termos comuns: oh, sim, Florin é um sonho! Sim, sonhei com ele! Sua beleza, seu corpo musculoso, seu cheiro... (geme)

(com raiva) Mas ouça bem! Eu nãoah... manter contato com homens do reino, nem deixá-los mexer comigo! E Florin numa se atreveu a tentar! Eu não quero ouvir rumores correndo pelo reino, das Fortalezas das Tempestades até os Picos do Trovão, de que estamos tendo algum caso, ou... ou qualquer outra coisa! Quero que seja dito que o admiro, após anos tendo visto poucos homens no reino que merecem admiração além do meu pai. Desejo que ele tenha uma feliz e longa carreira cheia de aventuras sobre as quais posso fofocar a respeito como qualquer outro habitante de Cormyr!

Marladro: Bem, ah, isto é… é bem mais sincero, Vossa Alteza. Eu… ah, você pode contar com minha discrição, sem a menor dúvida. Existe algo que queira divulgar a respeito dos outros Cavaleiros?

Alusair: (secamente) Você quer uma boa fofoca, Marladro? Gostaria que eu discutisse você com todas as minhas damas de companhia? É um pouco desconfortável para mim falar livremente de cidadãos com quem tenho familiaridade, mas, bem… Semoor é o que mais tende a se meter em confusões, com seu jeito dissimulado e aquele jeito de falar que ele tem. Mas eu preferiria ter mais clérigos como ele, e menos do tipo que fala como eu falava agora pouco, com suas palavras como máscaras vazias que cospem obviedades e nos deixam imaginando se existe um ser vivo por trás daquilo. Jhessail é linda, e me pergunto como é que ela agüenta os outros do grupo. Doust é um homem pacífico, que é adequado à sua profissão. Islif é uma menina do campo, leal e verdadeira, que poderia acabar com alguns dos guardas deste palácio se tivesse que lutar. E Pannae... mas não, não consigo continuar fofocando dessa maneira. Direi apenas que minha mãe estava certa de transformá-los em Cavaleiros, e eles terão uma vida próspera e servirão bem a Cormyr.

Marladro: (com cuidado) Eles parecem ter uma tendência a trocar golpes com os Dragões Púrpuras, e, ah… parece ser bem pior com os nobres do reino. Acha que eles fizeram mais inimigos do que apenas os indivíduos com quem lutaram?

Alusair: (seca) Sem dúvida. Alguns nobres acreditam que qualquer um que desafie qualquer nobre é um inimigo. E quando algum nobre morre de forma violenta, todos os nobres tomam conhecimento do fato. Porém nossos nobres — e eles certamente não gostarão de ouvir isso — são como nossos lenhadores ou tecelões: têm uma enorme gama de opiniões e atitudes, nunca falando com uma só voz e raramente concordando entre si. No entanto, não seria errado pensar que a maior parte dos nobres de Cormyr já ouviu falar dos Cavaleiros e tem um interesse cada vez maior neles. Entrar correndo em uma câmara do palácio durante uma recepção oficial com espadas em punho pode mesmo provocar inimizades.

Além disso, os Cavaleiros lutaram contra algumas organizações secretas de inimigos de Cormyr, cujos membros prosperam além de nossas fronteiras. Você pode ter certeza de que os sobreviventes desses oponentes de Cormyr consideram os Cavaleiros de Myth Drannor inimigos perigosos.

Porém me parece que você fala de inimigos como sendo coisas ruins. O rei meu pai pensa de outro modo. Ele acredita que construir uma boa coleção de inimigos significa viver pelo que se acredita, manter-se fiel aos seus princípios e viver bem sua vida.

Marladro: Até que um inimigo acabe com essa vida, é claro. (envergonhado) Oh! Perdoe-me, Alteza, fui ousado demais em meu discurso! Não quis implicar que a opinião do rei é errada ou imprudente, ou...

Alusair: (sorri) Acalme-se, Marladro, fique calmo! Você mesmo pediu sinceridade entre nós. Beba um pouco de vinho, e não se preocupe com nada que disser. Eu sou a princesa má, lembra-se?

Marladro: Eu... eu não sei como responder a isso.

Alusair: (secamente) Você não consegue me surpreender. Porém não tente fingir que não ouviu coisa parecida, ou pior. Eu sei o que dizem a meu respeito. Eu sou uma garota mimada, eu admito (faz pose).

E não faço questão de mudar. Isso daria satisfação demais a Vangey.

Marladro: (cautelosamente) Está falando do Mago Real de Cormyr.

Alusair: O menos possível, e a maior parte do que falo consiste em blasfêmias consideradas “de mau gosto”. Mas ele faz por merecer. Eu o proibi de sentar aqui entre nós, olhando sombriamente pra você e te dando ordens, e eu também proibi a ele e a qualquer outro mago da guerra, Alto Cavaleiro ou cortesão de ficar ouvindo nossa conversa, diretamente ou por meios mágicos. Cheguei até a pedir para o meu pai e para a minha mãe que pessoalmente reforçassem estas ordens. Apesar disso eu sei — eu sei — que ele está nos ouvindo agora mesmo. (imita a voz de Vangerdahast) “Para a segurança do reino”, é claro.

Marladro: Eu... eu não sei se me atrevo a continuar com isso. Eu não tenho imunidade real.

Alusair: (esquentada) Ah, mas você tem! Eu também exigi isso! O rei meu pai fez mais do que exigi-lo. Marladro, você fique sentado aí até o fim! Vamos, saer, suas perguntas! Com certeza você tinha preparado mais do que meia dúzia delas!

Marladro: Bem, sim, mas Vangerdahast também me deu ordens.

Alusair: (ameaçadora) Com os infernos que ele o fez! Por decreto real — do meu pai, não o meu — o Mago Real estava proibido de falar com você, ou usar algum feitiço em você antes de você vir aqui! Como ele se atreve?

Marladro: Ah, bem, sim, ele me disse isso, Alteza! Ele disse que como Mago Real ele não poderia se comunicar comigo de nenhuma forma. No entanto, ele disse que como Mago da Corte ele não permitiria que eu ficasse na sua presença sem me dar ordens rigorosas sobre os tópicos que eu poderia ou não abordar com vossa alteza.

Alusair: Aquele traiçoeiro, mentiroso, filho de uma…

Mas não, eu não vou ter um acesso de raiva e atirar coisas. Isso apenas daria àquele verme velho outra desculpa triunfante para me chamar de uma “garota louca e sem possibilidade de agir como alguém da realeza”, ou algo assim.

Marladro: Ele disse que o chamaria disso, Alteza. E que atiraria coisas, e que eu deveria usar armadura.

Alusair: É mesmo? Vejo que o ignorou a respeito da armadura.

Marladro: (tossindo) Não inteiramente, Alteza. Estou usando armadura, na verdade. (corando) Em lugares íntimos.

Alusair: As implicações disso deveriam me deixar furiosa. (dando uma risadinha tola) Mas isso é bem mais divertido do que trocar insultos com algum velho cortesão confiável! Aceite meus agradecimentos, Marladro! E me faça mais algumas de suas perguntas!

Marladro: Ah, sim, Alteza. Sobre os Cavaleiros...

Alusair: Sim? O que tem eles?

Marladro: Existe alguma verdade no rumor de que eles queimaram uma estalagem em Halfhap? E lutaram com o mago Elminster e com o Mago Real, lá, também? E que, ah, assassinaram vários lordes nobres de Cormyr? E acharam o lendário tesouro do Fogo do Dragão?

Alusair: (doce) Não.

Marladro: Ah... “Não” para todas as minhas perguntas, Vossa Alteza?

Alusair: (doce) Sim.

Marladro: É... só “sim”?

Alusair: (doce) Não. Mas Elminster estava lá. E Khelben ‘Cajado Negro’ de Águas Profundas. E Manshoon, o Senhor dos Zhentarim, também, com um monte de seus magos malvados. E alguns lordes nobres certamente morreram. Pelo menos foi o que me disseram. Eu não estava lá, então você vai ter que perguntar a Vangerdahast sobre tudo isso. Ele estava.

Marladro: Naed! Barba de Omthas! filho de…..oh! Oh, perdoe-me, Alteza! Perdoe-me! Eu…

Alusair: (sorrindo, selvagem) Continue, Marladro. Pragueje como um Dragão! Eu, pelo menos, sei que sempre tenho vontade. Na verdade, vou ajudá-lo: hrast, naed, e haularake! Deixe que aquele tluining Vangerdahast caia em cima do seu tluining tluin cajado e o quebre! Deixe que…

[fim da transcrição]

* * *

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