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Notas de Romance
 
R.A. Salvatore em Todd Lockwood

Por R.A. Salvatore
Traduzido por Djalma Lustosa Jr., também conhecido como Ulfgar Thorum Frayhammer; revisado por Ricardo Costa.




Na edição de capa dura de “Streams of Silver” (Veios de Prata), R.A. Salvatore escreveu sobre o trabalho artistico de Todd Lockwood. Dêem uma olhada no que ele tinha para dizer:

* * * * *

Uma vez eu tive uma discussão com um publicitário sobre a arte de capa de um livro ainda por ser lançado. Havia um artista em particular, Keith Parkinson, que eu queria para o projeto, pois eu considerava seu estilo perfeito para o tom e ambiente do livro. Eu tinha sido fã do trabalho de Keith por vários anos e sabia que ele poderia criar a cena que eu havia imaginado.

O argumento que me foi dado realmente me deixou chocado: “Nossas pesquisas de mercado mostram que a cobertura artistica não é muito importante.”

Eu não poderia acreditar no que estava ouvindo. Pesquisa de Mercado? Eu não precisava de nenhuma pesquisa de mercado para saber que esse cara tava me jogando um argumento ridículo. É claro que cobertura artistica é importante! A imagem que a capa implanta na mente dos leitores é praticamente a primeira impressão do conteudo do livro, ele normalmente prepara o timbre de como o autor gostaria que seus leitores vissem o livro, ou um personagem no livro. Bem, seria assim, pelo menos, se autores tipicamente tivessem voz na arte de capa. Nos não temos.

Acredito que aqueles três sortudos momentos de pausa me ajudaram no início da minha carreira. Primeiro, eu pousei um manoescrito na mesa do editor na TSR exatamente no momento certo. Eles precisavam de alguém para fazer o segundo livro de “Forgotten Realms” (Reinos Esquecidos) e todos os seus autores usuais estavam muinto ocupados explorando o mundo, campeão de vendas, de Dragonlance.

Segundo, logicamente, foi ter conseguido meu primeiro trabalho lá sob o título “Forgotten Realms” (Reinos Esquecidos) o qual, no momento em que meu livro fora publicado, ascendia rapidamente como um dos mais populares, se não o maior de todos os cenários de campanhas do mercado. Terceiro, mas não menos importante, foi a arte de capa, aquela belíssima versão de Drizzt, Wulfgar e Bruenor, feita por Larry Elmore, que eu talvez ainda considero como a minha capa favorita. Quando “The Crystal Shard” (A Estilha de Cristal) chegou às lojas em Fevereiro de 1988, eu estava certamente pasmo. Para tentar ter uma ideia disso tudo, eu frequentemente ia até a loja de livros local e me posicionava a distância apenas para ver os clientes comprando itens da estante de ficçao científica e fantasia medieval. Várias e várias vezes, eu os observava procurando e procurando, até se depararem com um exemplar de “The Crystal Shard”. Eles quase sempre o pegavam e iam até o caixa com o livro seguro em suas mãos. Sempre que isso acontecia, eu sussurrava, “Obrigado, Larry.”

Eu me apaixonei por fantasia medieval no final da década de 70, depois de ler “The Hobbit” (O Hobbit). Uma das diversões que eu encontrei foram aqueles fabulosos calendários de Tolkien, muitos feitos pelos fantásticos irmãos Hildebrandt. Eu amo aquele estilo antigo de desenhar fantasia medieval, onde os personagens parecem um pouco mais caprichados e, por falta de termo melhor, mais redondos.

Arte de Fantasia Medieval Moderna — eu gosto de pensar nisso como a arte de jogos de computador — são bem diferentes. É como tivessem sido mais afiados e com angulos mais lineares. Essa tecnica pode até ser surpreendente e bonita, mas meu coração nostáugico sempre volta para os primeiros dias dos negócios. Então, quando eu soube que a Wizards of the Coast estava cavando fundo naquela direção, chegando ao topo com a publicação do primeiro livro da Trilogia “The Hunter`s Blades” (A Lâmina do Caçador), eu estava um pouco preocupado. Eu respirei mais aliviado quando descobri que Todd Lockwood seria o artista. Todd tinha feito as capas dos meu quatro últimos livros de “Forgotten Realms” (Reinos Esquecidos), e ele sempre aparecia com trabalhos fantásticos.

Mas eu não tinha ideia do que ele era capaz quando todos os grilhões lhe foram tirados.

Espanto-me por não ter quebrado minha mandíbola quando eu vi, pela primeira vez, a capa de “The Thousand Orcs” (Os Mil Orcs), mas eu tenho certeza que ela bateu no chão, e com força!. Eu não conseguia acreditar que um artista, qualquer artista, conseguiria captar tanto movimento em uma pintura. Eu olhava para ela e podia imaginar Drizzt gaugando seu caminho entre os orcs, derrubando-os. Eu podia ver a furia deformando sua face, eu quase podia ouvir seus gritos de ira. É uma imagem incrível e uma das mais convidativas capas de corpo inteiro que eu já tenha visto.

Eu a deixei no lugar e sai de perto. Mais tarde, quando eu voltei, eu o fiz na tentativa de, com esperança, gostar dela tanto quanto havia gostado.

Eu gostei dela ainda mais, porque eu senti que eu a estava vendo pela primeira vez de novo. É esse o detalhe sobre Todd Lockwood. Eu gosto de diferentes artistas para diferentes aspectos de seus trabalhos, a beleza detalista e lirica de Elmore, a perfeição das formas e espressão de Parkinson, as mulheres de Clyde Caldwell (wow!), o sombreamento de um Easley (de onde você acha que eu roubei a ideia daquela foto do autor com a espada?). Com Todd, é o conceito. Seu trabalho parece com uma caçada de ovos de pascoa, com muitas gulosemas escondidas nos lugares mais difíceis. Ele insere tanta história e ação na capa que eu quase tenho que aumentar o livro.

“Oh, olhem! Lá em cima, no canto, está Guenhwyvar, pronta para ajudar.”

“Oh, lá está a coruja de Montolio!”

Todd é um contador de histórias. Ele valoriza detalhes e revela-os de tal forma que faz o observador (meu leitor) pensar e antecipar-se. É quase intimidador para mim, é incrivelmente bom. Olhe para a cena de batalha! Como diabus eu vou escrever algo que faça jus à capa?

Todd está trabalhando com todos os novos livros sobre Drizzt agora, e todos os relançamentos dos antigos romances. Eu tinha um monte de histórias para contar e, como vocês podem ver ao observarem minuciosamente os novos livros, Todd Lockwood também. Eu sei que Drizzt e a turma estão em muinto boas mãos.

Eu tenho quatro peças de artes de fantasia medieval penduradas nas paredes de minha casa: o compacto colorido de “Crystal Shard” feito por Elmore, o “Streams of Silver” (Rios de Prata) de Clyde Caldwell, com o quintessencial Bruenor Machado de Batalha; o assombrado Mortalis de Keith Parkinson, a capa perfeita para aquele livro (eu mencionei que venci a discussão com o publicitário?); e uma capa emodurada de “Thousand Orcs” (Mil Orcs), assinada por Todd e o time da WotC (Wizards of the Coast) pelo nosso recorde de vendas e qualificação na lista do ”New York Times”. Aquele livro significa uma guinada na saga de Drizzt, um segundo fôlego, uma segunda batida de coração. Aquele livro, acredito eu, surgiu quando vários novos leitores estavam embarcando nessa maravilhosa jornada que eu estive caminhando com aquele elfo negro renegado, e muito dessa viagem, em nenhuma pequena parte, tem sido possível graças àquela incrível capa.

Aqui está, dezoito anos desde o lançamento de “The Crystal Shard”, e eu ainda me encontro agradecendo artistas.

Obrigado, Todd.

— R.A. Salvatore

Março de 2005

Retirado da edição de capa dura de “The Legend of Drizzt” (A Lenda de Drizzt), Livro V: “Streams of Silver” (Rios de Prata).

* * *

Você agora pode comprar a versão de capa simples de “Streams of Silver” (Rios de Prata).



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