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Notas de Romance
 
Perfil do Personagem: Arbeenok

Por Thomas M. Reid
Traduzido por Elvys da Silva Benayon, também conhecido como Magius Goldbringer, mago eladrin; revisado por Ricardo Costa.




Ainda na juventude, Arbeenok intuitivamente entendeu que era diferente do resto do seu clã de alaghi. Para começar, ele era grande para sua idade, sempre ficando, pelo menos, meia cabeça mais alto que qualquer uma das outras crianças do clã, com seus braços e parte superior do tronco grossos e encrespados com músculo. Ninguém de sua idade poderia igualar suas proezas físicas, e ele estava à altura de muitos adultos do sexo masculino dentro do clã. Mas Arbeenok era um gigante gentil, não disposto a usar tal condição para sua própria vantagem. O pensamento de acidentalmente ferir outro era abominável para ele, e ele achou necessário manter um nível de auto-restrição durante as disputas.

Além disso, ele também tinha uma perspectiva tímida e introvertida. Embora os outros jovens membros de sua extensa família gostassem de correr através da Floresta de Chondal e disputarem jogos, Arbeenok preferia a solidão de um pacato arvoredo ou caverna rasa onde pudesse contemplar as maravilhas do mundo ao seu redor. Outras vezes encontravam-no sentado à margem dos campos nômades do clã, olhando para o nada, imerso em pensamentos. Apesar de sua calma, e sua natureza cerebral trouxe consigo um certo nível de incômodo, as habilidades mentais de Arbeenok não eram sem méritos. Ele era bastante qualificado no rastreamento, e ele parecia possuir um nível de harmonia com os habitantes da floresta no mesmo nível que o mais enrugado xamã do clã.

Conforme ele se aproximava da idade adulta, Arbeenok começou a ter estranhas visões preenchidas com imagens e símbolos obscuros e cada visão sempre provou ser profética de alguma forma. Embora ele sempre utilizasse o conhecimento de suas visões para o bem do clã, Arbeenok percebeu que essas estranhas e por vezes assustadoras ocorrências serviam somente para separá-lo ainda mais do resto de sua espécie. Até mesmo seus pais, incapazes de compreender o significado por trás de suas estranhas habilidades, ficavam com medo de Arbeenok e estimularam-no a evitar concentrar seu tempo e esforço no estudo delas.

Mas algo profundo dentro do alaghi tinha despertado, e pela primeira vez na sua curta vida, Arbeenok começou a sentir um propósito mais profundo para sua existência. Apesar dos protestos de sua mãe e pai e com o crescente ostracismo dirigido contra ele pelo resto do clã, Arbeenok explorou ansiosamente seu dom tentando aprender qualquer coisa e tudo que podia sobre as suas causas e efeitos. Ele gastou mais e mais tempo sozinho, desinteressando-se em prosseguir no papel tradicional de caçador-coletor nômade como outros de sua espécie.

Então, uma coisa bastante surpreendente aconteceu a Arbeenok. Shinthala Crista Profunda, uma mulher humana e um poderoso membro do Enclave Esmeralda, vieram até o clã alaghi nas profundezas da Floresta de Chondal. Apesar dos outros alaghi estarem desconfiados e ficarem hostis em relação à Shinthala, Arbeenok achou-se estranhamente atraído por ela, e ela por ele. Embora nenhum dos dois falasse a língua do outro, o solitário Arbeenok descobriu que ele intuitivamente sabia o que a mulher estava pensando através de seus gestos e expressões faciais. Um vínculo momentâneo se formou, e Arbeenok desfrutou de uma espécie de profunda amizade que lhe tinha fugido à memória até este momento.

Fascinado pela sua conectividade com Shinthala e não pretendendo trazer ainda mais dificuldades para sua própria família, Arbeenok escolheu viajar com a mulher, deixando o tradicional terreno de caça do clã nômade a qual ele tinha pertencido e rumando para o norte e leste, para a Floresta de Nun. Lá, o grupo druida do qual Shinthala era membro lhe deu as boas vindas; ele viu-se parte do Enclave Esmeralda. Arbeenok descobriu um nível de contentamento que ele nunca havia conhecido antes. Todas as coisas estranhas e mágicas que ele tinha contemplado no mundo, o senso de conexão com as coisas vivas da Floresta de Chondal, eram aspectos que o alaghi tinha em comum com seus novos irmãos.

Os druidas ensinaram-lhe a se comunicar com eles, usando sua própria língua especial. Eles formalizaram seu treinamento, mostrando-lhe a forma de dobrar as forças da natureza magicamente. E Shinthala incentivou-o a partilhar as suas visões com eles e ajudou-o a interpretá-las sempre que possível. Arbeenok era um estudante ávido. Ele levou a magia druida a um ritmo rápido, em pouco tempo poucos dentro do enclave poderiam ensinar-lhe algo. Ele se tornou um dos mais respeitados membros da organização.

Ainda assim, seus anos de isolamento deixaram Arbeenok com uma necessidade de solidão, e muitas vezes o alaghi procura o conforto da quietude da floresta. Ele parte em longas viagens através da floresta, muitas vezes desaparecendo por dias de uma vez, uma vez que ele se sente mais em casa quando ele está sozinho. Ele realmente não sente falta de seu velho clã, mas ele não se sente totalmente confortável na companhia de outras pessoas o tempo todo. Ele é perturbado pelas atitudes agressivas de alguns de seus companheiros druidas, desejando que pudessem ver a beleza da harmonia e paz como ele vê, mas ele também sabe que um mundo muito maior e mais complexo existe além do perímetro da floresta, e ele faria bem em estar atento a isso.

Arbeenok tem testemunhado violência suficiente contra os seus companheiros para respeitar os inimigos do Enclave Esmeralda e ele não deseja subestimá-los. Como resultado, ele tem treinado nas artes marciais quase tão duro quanto ele tem estudado as artes mágicas. Embora ele lamente usar sua estatura física proibitiva em sua vantagem, ele não hesitará em fazê-lo se ele ou seus companheiros estiverem em perigo. Seu grande tamanho e força têm provado ser um trunfo fantástico em numerosas ocasiões, particularmente durante os raros momentos em que ele tem viajado além da segurança e isolamento da floresta para negócios do Enclave.

Para saber mais sobre Arbeenok, leia O Cetro Esmeralda por Thomas M. Reid.



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