Os Últimos Dias
de Glória
O que é RPG
Página Principal
A Comitiva da Fé
Definição
Histórias
Última História
Personagens
Jogadores
Galeria de Arte
Diversos
Forgotten Realms
 Definição
 Geografia 
 Divindades
 O Mundo
 Organizações
 Personagens
Artigos
 Galeria
Suplementos
Autores
Site
 Matérias
 Downloads
 Notícias
 Parceiros
Links
 Sobre o Site
 Glossário
 Créditos
Mensagens Arcanas
E-mail


powered by FreeFind

Notas de Romance
 
Aparição: Um Conto

Por Jaleigh Johnson.
Traduzido por Renata Ungaretti.




Keczulla, Amn

Corra, pequena Aparição,, corra. Mas não há onde se esconder.

***

Na sombra fresca do beco, uma dúzia de corpos cinzentos esperava, pequenas sombras tensas prontas para o bote. As crianças tinham de quatro a doze anos, as mais velhas segurando as mais novas pelas mãos, para mostrá-las como funcionava o golpe. Sem o conhecimento, elas logo morreriam de fome, ou seriam pegas pela Guarda de Keczulla.

“É aquele”, disse Meisha. Ela apontou o jovem mercador para os outros, apesar de eles não terem como não notarem um alvo tão fácil. O jovem andava tranquilamente pelo beco atrás da taberna O Gnomo Thristy. O tolo estava preguiçosamente brincando com uma pedra preciosa do tamanho de uma moeda, seus lados lisos atraindo a luz e os olhares ávidos de doze famintos. Ele não tinha idéia de que estava prestes a ser roubado.

“Espera o sinal.” Meisha empurrou Eklen, o garoto de quatro anos pelo qual estava responsável, contra a parede ao lado dela. Os outros estavam espalhados por ambos os lados do beco, pressionando seus corpos cobertos de lama contra as construções.

“O que a gente tá esperando?” choramingou o pequeno. Meisha silenciou-o com uma cotovelada aguda nas costelas. “Pára.”

“Fica quieto!” Meisha sibilou. “Presta atenção ou a próxima vai ser na sua cabeça. Olha, você tem que ser paciente, tá? Espera eles virem até você.”

O mercador parou, hesitando na súbita escuridão fresca do beco. Ele ia dar meia volta, pensou Meisha. Ele deve ter ouvido alguma coisa. Maldito homem por ter um pouco de bom senso.

“Rápido, ele tá escapando”. Eklen levantou-se de um pulo, mas Meisha agarrou-o pela cintura com um braço ossudo e puxou-o de volta.

“Ele não vai a lugar algum”, sussurrou ela. “Olha”.

Silencioso como uma nuvem de pó, uma das Aparições mais velhas se esgueirou para longe da parede. Com movimentos rápidos através do beco, ela se postou na frente do caminho do mercador. Uma luz embotada saía de sua cabeça raspada. Suor e lama seca haviam deixado marcas sujas nos lados de seu rosto magro. Para o mercador, ela devia ser parecida com um pequeno demônio, fugido de algum confim do Inferno.

Aos olhos de Meisha, ele era o melhor ladrão de bolsas que as Aparições tinham. Ele era vital para conseguir comida para elas, e apesar disso Meisha não sabia nem seu nome. Nomes ou identidades não eram necessários entre as Aparições. Só havia a força do grupo. Eles se pareciam, meninos e meninas –moviam-se como uma só pessoa, comiam e agiam como se fossem um.

O jovem mercador, sem fala após a visão do pequeno demônio coberto de lama, congelou quando ele deveria estar correndo. Este foi o erro fatal. Quando ele voltou a si, a Aparição havia cortado os cordões de sua bolsa com uma pequena navalha amarrada em seu dedão. Ele deu um sorriso desdentados e saiu correndo pelo beco.

“Pare! Você! Guardas!” O mercador saiu correndo atrás do ladrão, enquanto as outras Aparições se preparavam. O pobre tolo olhava só para frente, preocupado com suas moedas, sem olhar em volta para ver a armadilha se fechando em volta dele. Afinal de contas, era apenas uma criança faminta.

As sombras no beco se intensificaram e se moveram em direção ao mercador. Em vez de uma criancinha, de repente havia duas. E pelo canto dos olhos ele viu mais duas, saindo de seu encolhimento e dando o bote como gatos raivosos. Eklen agarrou a perna do mercador, envolvendo braços sujos em sua coxa.

O mercador derrapou e tentou arrancar o garoto dali, mas seus dedos escorregaram e não acharam apoio na lama escorrendo pelos braços finos do garoto. A criança ergueu a cabeça e sorriu para o mercador. Moscas andavam por sua cabeça raspada, mas o garoto não se importava com elas. Eram bem melhores do que pulgas. Nenhum deles podia ter cabelos por muito tempo por causa das pulgas.

Enojado, o mercador largou o garoto e teve vontade de vomitar por causa do cheiro que agora vinha dele. Ele arrastou seu fardo na direção da construção mais próxima, com a intenção de prensar o garoto contra a parede.

Ele conseguiu dar dois passos antes que estivessem todos nele.

Mais mãos agarraram seus braços, imobilizando-os. Como um macaco, um quarta Aparição subiu por suas costas. As mãos imundas deles estavam em todos os lugares, em seu cabelo, suas roupas, roubando jóias e bolsas onde quer que as encontrassem. Eles arrancaram os anéis de suas mãos suadas, quebrando dedos quando não conseguiam tirar a jóia. E ainda assim eles queriam mais.

Ofegante, incapaz de gritar por causa das mãos em sua boca, o mercador caiu de joelhos. Ele cobriu sua cabeça o melhor que pôde e não mais resistiu ao violento saque. Ele apenas esperou até que acabasse.

Depois do que pareceu um século, o peso foi erguido de seu corpo, e o cheiro – o enjoativo e desprezível de lixo e pobreza – finalmente começou a desaparecer.

O mercador ergueu a cabeça e viu seus atacantes se retirando. Uma dor aguda o atingiu atrás da orelha, e ele caiu para frente, inconsciente no chão do beco.

Ele estaria suficientemente seguro até que acordasse, pensou Meisha. Ela jogou longe a pedra que usara para silenciá-lo. Ele havia sido totalmente roubado pelas Aparições. Nada de valor havia sido deixado para qualquer outra pessoa pilhar. Meisha teve de correr para alcançar os outros. Ela queria garantir sua parte.

Virando a esquina, Meisha parou, surpresa ao ver as Aparições ainda juntos. Eles estavam amontoados nas sombras, conversando em sussurros. Meisha olhou pela rua e viu o que os havia parado.

Um velho caminhava pela rua estreita, seguindo mais ou menos o mesmo caminho que o mercador havia feito em direção ao beco. Como o tolo antes dele, o velho, inconscientemente, seguia o mesmo destino em direção à ruína.

Mas um fio de desconforto passou por Meisha quando ela olhou para ele. Como um grupo, as Aparições geralmente sabiam quando um alvo não era bom. Poderia ser um mercador armado ou vestindo armadura, um que conhecesse os caminhos por entre o Vigilante Lunar do Porto, ou um oficial da Guarda disfarçado, em busca de uma gangue de crianças selvagens para prendê-las. Às vezes era apenas um pressentimento que mantinha os mantinha longe. Meisha não gostou desse alvo, mas em volta dela as crianças já estavam planejando.

Meisha deu um passo à frente, colocando a mão nos pequenos ombros e Eklen. “O velho não”, disse ela.

Todos os rostos magros viraram-se para olhar para ela como se uma segunda cabeça tivesse acabado de sair de seu pescoço.

“A gente já tem bastante coisa por hoje”, Meisha insistiu. “Esse aí é ruim.”

“O calor ferveu seus miolos!” irrompeu o ladrão de bolsas. Ele apontou para o velho. “As bolsas dele tão cheias que nem bexiga de porco. Eu vou. Quem vem comigo?”

O resto do grupo assentiu e se enfileirou atrás dele. Eklen se livrou do braço dela e os seguiu.

Meisha correu até o lado dele. “Você fica comigo nessa, ouviu?”

“Vou pegar a perna dele!”

Ela esmurrou-o. “Você é meu, e faz o que eu falar”.

O garoto esfregou o lado do seu rosto e olhou-a com ódio. Ele arrancou sua mão das mãos dela e correu para alcançar os outros.

Meisha ficou em seu posto contra a parede. O velho entrou no beco. Meisha esperou, a respiração presa nos pulmões.

Por um momento antes de ele ver a armadilha, os olhos do velho encontraram os dela. Meisha sentiu um peso no estômago, uma queimação estranha, ácida, como se ela tivesse engolido brasas. A sensação era pior do que a queimação da fome. Ela vivera com essa última a vida inteira. Esta nova era... sobrenatural, incontrolável.

Isso estava acontecendo rápido demais, pensou Meisha. Ela não conseguia respirar por causa do calor expandindo seu peito. Estava tudo errado. Então ela viu Eklen dando a volta para agarrar a perna do velho, como ela o havia ensinado.

“Pára!” gritou Meisha.

Aconteceu tão de repente, e mais tarde Meisha nunca conseguiu descrever do jeito certo.

O velho virou-se na direção do grito, e Eklen, confuso, pulou na frente dele.

Por que ninguém ia ajudar? Meisha pensou selvagemente. A queimação ameaçava consumi-la. Ela pressionou seu corpo contra a parede fria do beco, mas nada ajudava. Ela estava tão quente, tão desamparada. Ela não conseguia chegar até Eklen. O velho estava tentando chegar ao garoto, e Eklen estava de pé, imóvel...

“Não encosta nele!”

E então tudo havia acabado. O calor havia deixado seu corpo, descolando-se de sua pele como uma presença física. Meisha podia ver o vento quente espiralando pelo beco, um funil de calor abrasador que arrancava lixo e areia do chão, misturando tudo no ar num turbilhão furioso.

Será que ela havia sido possuída por um demônio? Meisha nunca havia sentido isso antes. Atordoada, ela viu o funil passar sobre Eklen e sobre o velho. Ele ergueu os braços, e o ar pareceu se abrir à sua frente, mandando a nuvem para longe inofensivamente.

Um mago, pensou Meisha. Tinha que ser. Ela nunca havia visto os arcanos, mas as Aparições, assim como outros habitantes de Amn, contavam histórias sobre o terror e a destruição causados pelo povo arcano. Para Meisha – que vivia diariamente na escuridão da fome constante – essas histórias eram como histórias inofensivas de fantasmas, fantásticas demais para serem reais.

O vento acalmou-se, tirando Meisha de seu transe congelado. Ela empurrou a parede, confiando que seus pés ainda a agüentariam.

E então ela viu Eklen, largado no chão do beco junto com um monte de lixo.

Ela correu até ele, ignorando o mago que estava em pé acima dos dois. Que ele acabasse com ela como fizera com o garoto. Meisha não se importava.

Meisha caiu de joelhos ao lado da criança. “Eklen!” Ele não se mexeu. Ele estava corado porém seco. Mesha colocou sua cabeça contra o peito dele, procurando por sinais de respiração. Não os encontrou.

“Levanta!” Meisha sentiu suor escorrendo por seu rosto. O ar estava pesado e quente em sua garganta. Que ódio do calor de Keczulla. “Escuta aqui. Você é meu e eu falo quando você se mexe e quando você fica parado, então levanta! Me escuta ou eu te soco, agora levanta!” Sua voz lhe soava estridente e horrível. Agarrada ao corpinho de Eklen, Meisha se balançava para frente e para trás, sacudindo-o. Ele estava pesado e flácido em seus braços, como um peixe mole, morto na praia.

“Acorda, seu idiota!”

Uma sombra caiu sobre eles. Meisha olhou para cima, estreitando os olhos, em direção ao rosto do mago.

“Sai daqui!” ela grasnou, quando o mago se agachou ao lado dela. Mas o velho ignorou-a. Ele sentiu a pele do garoto, seu peito, como Meisha havia feito. Um olhar especulativo apareceu em seus olhos quando ele finalmente passou sua atenção para Meisha.

“Não tinha como você saber”, disse ele. “Não é sua culpa”.

“Você matou ele!” Meisha cuspiu na cara do mago. O velho limpou a sujeira da sua barba e apenas continuou a observá-la. Isso deixou Meisha furiosa. Ela era como um pássaro nas garras de um falcão. “Vou chamar os guardas!” ela gritou, arrastando Eklen para longe do velho.

“Ah, mas quem é que eles vão levar, imagino?”

Meisha pulou em cima dele, suas mãos como garras. Ela arrancaria olhos dele antes de morrer.

Uma explosão de força jogou-a com as costas na parede de uma construção. Sua visão estava embaçada, mas Meisha sacudiu a dor para longe e ficou de pé. O mago continuou agachado, sereno, ainda olhando para ela.

“Minha magia não matou seu amigo”, o mago disse após um momento. “Foi a sua.”.

Tudo dentro de Meisha reduziu-se a medo e repugnância. As construções pareciam sufocá-la. Ela queria desesperadamente escapar dos olhos do mago, mas não conseguia.

“Mentiroso”, ela sussurrou. “Sua magia...”

“É preciosa demais para gastar num rato de rua mal alimentado”, o mago disse, sensatamente. Ele apontou para o corpo de Eklen. “Este garoto não bebe água de boa qualidade há mais de um dia. Isso é morte no calor de Keczullan. Seu vento mágico simplesmente acelerou o processo. A explosão repentina apenas tirou o resto da umidade do corpo dele. Um feitiço impressionante”, ele adicionou, em um tom que era quase de elogio.

Meisha sentiu sua cabeça voando. “Eu não sou maga!” ela gritou, e foi para cima dele novamente.

A explosão de magia foi mais dolorosa desta vez, e Meisha demorou um bom tempo para levantar do chão.

O mago, de pé, olhava para ela. “Eu posso ensiná-la a controlar esse poder”, disse ele. “Em vez de ficar com raiva de mim, fique com raiva de algo mais útil. Procure redenção pela morte deste garoto.”

“Você é louco”, sibilou Meisha. Com o canto dos olhos, ela viu sombras cinzentas se aproximando. As outras Aparições haviam se reunido para ver o que havia acontecido. Meisha sentiu ódio delas por terem-na deixado para trás, mas naquele momento tudo o que ela queria era ver o mago sentir dor. Aquele velho tolo que olhava para ela com pena nos olhos.

“Tanto talento desperdiçado”, disse ele. “Venha comigo, pequena Aparição. Eu posso salvá-la, se me deixar.”

“Me salvar”, Meisha caçoou. “Mago louco.” Ela virou-se para sinalizar aos outros e sentiu uma aguilhoada na perna. Ela olhou para baixo e viu uma pedra afiada entalhada na sua panturrilha. Desnorteada, ela olhou para a pequena Aparição que havia jogado a pedra.

“O que você tá… não!” Ela caiu quando outro míssil bateu no seu ombro. Seu braço adormeceu. Eles estavam se aproximando dela agora, formando um círculo. Todos seguravam pedras em suas mãos como garras. “Matem a maga”, disse o ladrão de bolsas, e os outros se moveram para obedecer. Pedras voaram, e Meisha cobriu sua cabeça com os braços. A dor encheu todo o seu mundo. Era pior do que qualquer coisa que ela já havia imaginado. Gemendo, gritando, implorando para que isso parasse, Meisha se encolheu contra a parede da construção, enterrando a cabeça nos restos de uma caixa de madeira que havia sido jogada fora no beco. Foi a única coisa que salvou sua vida.

Depois de um tempo, ela perdeu os sentidos. A morte, pensou ela, seria uma libertação deliciosa, mas em vez disso ela acordou, momentos ou dias depois, e não viu mais nenhum .

Ela olhou em volta, e o mundo dançou frente aos seus olhos. Ela iria morrer, pensou Meisha. Ela não conseguiria pegar comida nem água. Sem as Aparições, sem a força do grupo para apoiá-la, era apenas uma questão de tempo. Ela olhou para o céu, esperando, apática.

O mago não anunciou sua chegada com barulho de passos, nem com um cumprimento. Ele simplesmente apareceu acima dela, bloqueando sua visão das nuvens que passavam.

“Não foi dessa vez que morreu, então?” perguntou, em tom de conversa. “Eu esperava tal coisa.”

Meisha não tinha mais força de vontade para lutar. “Me mate”, ela pediu. Havia sangue seco em sua boca. Ela podia sentir o gosto de cobre em sua língua.

“Eu não quero que você morra”, disse o mago. “Você tem muito potencial. Você tem magia em estado bruto em você, pequena Aparição, e ela está morrendo de vontade de sair. Se eu deixar você aqui, você vai acabar morrendo, mas não precisa ser assim. Eu posso salvá-la... te dar um novo futuro.”

Meisha forçou seu corpo espancado a se mover. Ela rolou de bruços e se arrastou para longe do mago. Cada osso quebrado gritou de dor. Meisha gritou, agonizante, mas ela tinha de se afastar dele e de seus delírios loucos. Ela – uma maga? Ela preferia morrer.

“Então vá”, o mago gritou atrás dela. “Corra, pequena Aparição. Corra. Mas não há onde se esconder. Não de você mesma.”

Meisha desmoronou, seu rosto pressionado contra a areia e a sujeira, a dor insuportável. Não. Ela não queria morrer. Mas ela havia matado Eklen. Ou o demônio dentro dela o havia feito. Então ela não merecia a morte?

O mago se agachou e colocou um frasco de líquido debaixo do nariz dela. “Beba”, ele disse. Sua voz não era descortês, mas ele não admitia recusas.

Meisha bebeu. O líquido desceu por sua garganta, fresco e um pouco doce. Seu corpo quebrado agradeceu o frescor, e a dor começou a diminuir.

Ela olhou para o mago, tonta e quase histérica de alívio. “O que é esse cheiro?” ela perguntou. Sentia-se refrescada e sonolenta. Ela queria dormir, dormir e estar segura.

“A poção de cura não tem cheiro, criança”, disse o mago.

“Então deve ser você”, ela disse. “Tem cheiro de...”

O mago sorriu. “De musgo de caverna e água descendo por um rio subterrâneo?” Ele riu quando ela olhou para ele sem entender. “Você nunca viu nenhuma dessas coisas, viu? Você está morrendo de fome, e é ignorante e não tem idéia do que poderia ser, se fosse cultivada da maneira certa.” Ele chegou mais perto para que ela pudesse ouvi-lo. A voz dele ainda parecia vir de muito longe. “Eu posso tirá-la desse calor sufocante, pequena. Eu posso tirar sua dor. Você não quer viver, pequena? Não vai tentar?”

“Sim”, Meisha disse. Ela estava flutuando em uma nuvem sem dor, meio acordada. “Eu quero... me sentir... segura.”

“Então você vai se sentir. Venha comigo.”

“Sim”. Meisha podia ouvir o mago murmurando algo suavemente. Quase poderia ser uma prece, mas o povo arcano não tinha preces, tinha? Não esses demônios.

Ela forçou-se a abrir os olhos. O sol havia desaparecido. A escuridão escondia tudo à sua volta. Em algum lugar distante, ela ouvia o eco suave de água corrente. O ar era frio.

Muito, muito frio.

“Onde eu estou?” ela murmurou, assustada.

Ela ouviu a voz do mago, distante. “Bem vinda ao meu lar, pequena Aparição. Bem vinda ao Delve.”

* * *

Saia da dungeon em The Howling Delve pelo autor Jaleigh Johnson.



Para ver esta e outras publicações de romances vá para nossa seção de suplementos - romances.

Os Últimos Dias de Glória © Todos os direitos reservados 2004 - Forgotten Realms™ e seus personagens são marcas registradas da Wizards of The Coast Inc.
This page is a fan site and is not produced or endorsed by Wizards of the Coast. Forgotten Realms is a registered trademark of Wizards of the Coast, Inc.