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Retorno à Montanha Subterrânea
 
O Legado do Dragão
Uma aventura para quarto personagens jogadores de 13º nível
Por Matthew Sernett
Tradução por Daniel Bartolomei Vieira; revisado por Ivan Lira.

Enquanto o Culto do Dragão percorre os corredores escuros da Montanha Subterrânea e incita um legado do dragão para seus próprios planos malignos, os PJs encontram-se indo de encontro para mais perigo do que jamais enfrentaram!

O Legado do Dragão (526 Kb ZIP/PDF): Download

Introdução


A Fúria dos Dragões compele a ocorrer muitos eventos estranhos ao longo de Toril, e ela não poupa nem Águas Profundas. Ainda que a maioria assuma que a ameaça para esta jóia da Costa da Espada virá dos céus, o mau, ao invés disso, está em ação abaixo do solo. O Culto do Dragão percorre os corredores escuros da Montanha Subterrânea e incita um legado do dragão para seus próprios planos malignos.

O Legado do Dragão é uma aventura curta para quatro personagens jogadores de 13º nível e pode ser adaptada para os níveis de 11 a 15. A aventura se desenrola na Montanha Subterrânea, a grande masmorra abaixo de Águas Profundas. Esta aventura assume que os PJs entraram a partir do primeiro encontro no lado oeste da enorme caverna no 1º nível da Montanha Subterrânea. Se eles não o fizeram, modifique os encontros para se encaixarem às suas necessidades. A Caverna do Nível 1: Parte 1 e a Caverna do Nível 1: Parte 2 descrevem o restante desta caverna. Conferir tais artigos e a Sala 21: Dia de Mudança antes de mestrar esta aventura é aconselhável.

Em alguns aspectos, esta aventura é ao contrário. Ao invés de enfrentar os guardiões do dragão para, então, lutar contra o dragão em seu covil no final da aventura, os PJs enfrentam os dragões primeiro e durante toda a aventura. A aventura apresenta um dragão lich, e este encontro também é no começo da aventura, mas outro encontro com um dragão lich pode acontecer no meio da mesma, e outro ainda pode ocorrer até o final. A aventura deriva da natureza dos dragões lich e da relação do Culto do Dragão com estas criaturas. Já que um dragão lich pode surgir a partir do corpo de outro dragão, o Culto do Dragão escolheu separar o dragão lich e sua filacteria, para dessa forma evitar que ambos fossem destruídos no mesmo ataque. Aos PJs cabe a escolha de batalhar vários encontros de uma vez, fazendo de cada encontro um desafio mais mortal a medida que seus recursos diminuem, ou usar as táticas de bater-e-recuar, com o risco de enfrentar mais dragões lich e mais resistência organizada.

Trama da Aventura


No ano de 1373 CV, a Fúria dos Dragões mais uma vez deixou sua marca sobre Faerûn, e enquanto os habitantes de Águas Profundas olhavam para os céus, aterrorizados, eles cegavam-se para uma ameaça crescente sob os seus próprios pés. Durante séculos Halaster utilizou portais e outras magias para capturar criaturas e aprisioná-las na Montanha Subterrânea, e há muito tempo atrás, ele aprisionou Aragauthos, uma velha dragoa azul, em uma caverna no terceiro nível da Montanha Subterrânea. Aragauthos viveu na masmorra durante décadas, presa dentro de uma caverna no terceiro nível e sobrevivendo das “amostras de comida ambulante” trazidas até sua caverna pelos “desvios” dos anéis de teletransporte de Halaster. Durante o Festival da Colheita há quatro anos atrás, os cidadão de Águas Profundas assistiram em pânico enquanto Aragauthos surgia das cavernas oceânicas e precipitava-se para o sul da Costa da Espada, o controle de Halaster sobre a Montanha Subterrânea quebrou-se enquanto ele era mantido cativo em outro lugar, e a dragoa azul finalmente escapou (para mais detalhes, faça o download da aventura Dungeon Crawl: Undermountain – Stardock na seção de downloads das edições antigas no site da Wizards of the Coast).

A despeito das incontáveis ameaças e pensamentos de vingança da dragoa contra o Mago Louco, Aragauthos nunca retornou. Ainda assim a velha dragoa azul deixou para trás um legado que continua a afetar a Montanha Subterrânea. Quando Halaster a capturou, ela estava prestes a poer uma ninhada. Suas crianças, que totalizaram impressionantes seis dragõezinhos saudáveis, saíram dos ovos para uma vida de aprisionamento. Sabendo que não poderia alimentar tantas crias, mas não desejando machucar nenhuma delas, ela privou-se de comer, matando apenas para alimentar seus filhos e comendo pedras e terra para saciar sua fome. Quando finalmente ela não podia mais se privar de comer, ela forçou seus filhos a saírem da Montanha Subterrânea e os alertou para manterem-se unidos para sua própria segurança e para aumentar suas chances de caça.

Os seis irmãos fizeram como sua mãe ordenou. Enquanto envelheciam e cresciam, eles periodicamente retornavam até a caverna de sua mãe, trazendo com eles presentes em forma de comida. Infelizmente, a ganância superou o medo de sua mãe, e o pensamento dos dragões azuis voltaram-se para matar Aragauthos e tomarem para si o seu tesouro. Aragauthos facilmente evitou tal tentativa, acabando por matar um de seus filhos antes de forçá-los a recuar. Enquanto enfurecia-se com a natureza traiçoeira de seus filhos, ela avisou-os para nunca retornarem para que ela não os matasse, e assim, seus filhos nunca retornaram.

Por aproximadamente uma centena de anos, os cinco filhos restantes de Aragauthor vagaram juntos pela Montanha Subterrânea. Embora muitas vezes tentados a separarem-se, a segurança devido ao número e um juramento de união manteve os irmãos como um grupo. Mudando de covis regularmente e movendo-se de nível em nível, os dragões viveram sempre viajando, raramente permitindo-se aos prazeres de construir um tesouro ou desfrutando longos períodos de sono.

Muitas vezes eles tentaram fugir da Montanha Subterrânea, mas a magia de Halaster os prendia como se fossem correntes no pescoço dos dragões. Quando o incidente Halaster durante o Festival de Colheita aconteceu quatro anos atrás, eles tiveram a oportunidade de fugir, mas nesta época já tinham aceitado que fugir era impossível.

Thavok Drusuvious, Portador do Púrpura para a célula do Culto do Dragão na cidade de Águas Profundas, tinha vindo até a cidade na esperança de transformar Aragauthos em um dragão lich, mas sua fuga da cidade o deixou sem planos. Assim que o ano de 1373 começou, Thavok descobriu o diário de uma aventureira há muito morta, numa loja de livros. O diário descrevia um encontro com cinco dragões azuis jovens nas profundezas da Montanha Subterrânea. A aventureira e seus aliados já haviam sido molestados por um bando de trolls quando os dragões apareceram e atacaram. A aventureira foi a única a sobreviver, mas não mais do que um dia ou mais, já que o seu diário foi encontrado e retirado da Montanha Subterrânea por outros aventureiros tempos depois. A descrição no diário sobre o trabalho em equipe dos dragões intrigou Thavok enormemente, e encontrar este diário no meio da Fúria dos Dragões, um diário que descrevia o que só poderiam ser os filhos de Aragauthos, pareceu a Thavok um sinal do próprio Sammaster.

Thavok Drusuvious reuniu suas forças, e, em pequenos grupos, eles entraram na Montanha Subterrânea e começaram a busca para o legado de Aragauthos. Espalhando-se do Porto dos Crânios até a entrada do Portal Bocejante, a busca foi consideravelmente breve e custou ao Culto poucas moedas e as vidas de umas duas dúzias de cultistas. Isto eliminou os fracos das fileiras da organização, e a experiência na Montanha Subterrânea fez dos membros que restaram excepcionalmente fortes, outro sinal da vantagem de sua busca. Tendo descoberto os dragões, Thavok começou cuidadosas negociações, usando notícias da lendária Fúria dos Dragões para compelir os filhos de Aragathos a ouvir sua proposta. Thavok disse-lhes que se tornando dragões lich eles seriam libertados tanto da Montanha Subterrânea quanto da Fúria, e aproveitando da ignorância deles sobre o destino de sua mãe, ele clamou que somente esta transformação tinha libertado Aragauthos. Thavok trouxe-os de volta até a caverna de sua mãe e usou-se da ausência dela para dar suporte às suas afirmações. Satisfeitos por finalmente ter acesso ao tesouro de sua mãe e por terem a ambição humanóide por tesouros, os dragões concordaram a ouvir mais das afirmações do cultista.

Desde então, o Culto do Dragão tem trabalhado seu engodo sobre os dragões, mas foi só recentemente que eles finalmente tiveram sucesso em convencer qualquer um dos dragões a tornarem-se dragões lich. Com a Fúria dos Dragões com força total na superfície e o sentimento dos irmãos caindo sobre suas almas, o Culto do Dragão usou o perigo oferecido pela Fúria para colocar dúvida e medo na mente dos dragões. Serem dominados pela Fúria na superfície seria perigoso demais, mas vagar sozinho pela Montanha Subterrênea era um pensamento que nenhum deles poderia carregar. Então, os dragões aquiesceram ao Culto.

O Culto e estes dragões agora ocupam uma pequena porção do primeiro nível da Montanha Subterrênea. Thavok moveu sua operação para o local para facilitar o contato com outros cultistas na cidade acima e para permitir que os dragões saiam pelo Portal Bocejante uma vez que tenham se tornado dragões lich. Um dos dragões já completou a transformação, e Thavok, atualmente, prepara os elementos necessários para a transformação de outro. Thavok não está certo do que exatamente ele e os dragões lich farão uma vez que tenha escapado da Montanha Subterrânea, mas ele está confiante de que esta providência irá revelar o caminho certo quando a hora exata chegar.


Sobre os Autores


Uma vez o editor chefe da Dragon Magazine e agora designer de jogos na Wizards of the Coast, Matthew Sernett escreveu em um editorial da Dragon que não há nada em D&D que ele goste mais do que quando os aventureiros fogem pela masmorra, correndo desorganizadamante pelas armadilhas e monstros porque o que os persegue é pior. Quando escreveu isto, Matthew estava pensando na Montanha Subterrânea.

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