Os Últimos Dias
de Glória
O que é RPG
Página Principal
A Comitiva da Fé
Definição
Histórias
Última História
Personagens
Jogadores
Galeria de Arte
Diversos
Forgotten Realms
 Definição
 Geografia 
 Divindades
 O Mundo
 Organizações
 Personagens
Artigos
 Galeria
Suplementos
Autores
Site
 Matérias
 Downloads
 Notícias
 Parceiros
Links
 Sobre o Site
 Glossário
 Créditos
Mensagens Arcanas
E-mail


powered by FreeFind

Reinos da Fronteira
 
Introdução
 
Por Ed Greenwood
Tradução por Marcus Vinicius Facin Brisolla – Curitiba-PR; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


Neste mês de março, nos Estados Unidos, foi lançado Power of Faerûn [Poderes de Faerûn], que traz um apanhado de informações sobre campanhas de alto nível dentro dos Reinos Esquecidos. Jogadores interessados em forjar seus próprios reinados nos Reinos não encontrarão lugar melhor que nos Reinos da Fronteira, aonde – de acordo com Ed Greenwood – “um viajante pode encontrar quase tudo.”

Em sua entrevista sobre Power of Faerûn, Ed disse mais: “Eu cortei e talhei minha narração até me deparar com isso: eu simplesmente não conseguiria colocar tudo sobre os Reinos da Fronteira em um livro de 160 páginas, mesmo se nós não colocássemos nada a mais e encolhêssemos o texto para um tamanho pequeno, muito pequeno – então, para um “completo” Reinos da Fronteira, os leitores terão que visitar a página da Wizards of the Coast.”

O apresentado aqui é o inicio desta informação “complementar” sobre os Reinos da Fronteira (tão completo quanto qualquer coisa jamais poderá ser!), atualizando – e finalmente concluindo – detalhes mostrados originalmente na coluna Elminster’s Everwinking Eye [O Olho Sempre Atento de Elminster] na revista Polyhedron. Não se esqueça de retornar frequentemente para as ultimas linhas sobre estas incríveis terras!



“Os Reinos da Fronteira? Vilas crescidas onde ladrões e aventureiros brigam e se exibem, rapaz – resumindo, um lugar como os grandes reinos deste mundo!”

– Mrin Trabbar,
Prespiator de Ilmater em Ormath
em um discurso a Bastable, o Profeta
Ano da Harpa

“Minha Fronteira favorita é que aquela na ponta de minha espada.”

– Northarn Dwaevar,
Mestre de guerra da companhia mercenária do Unicórnio Vacilante
falando ao sábio Lamarthas, de Mintarn
Ano da Senhora Perdida

“Eu andei pelos Reinos da Fronteira certa vez. Um tedioso local atrasado, minha querida, todo tipo de sujeitos rudes sujos e desgrenhados querendo meu dinheiro. Eu tive de matar quarenta e dois deles, e quebrar minha melhor adaga na cavidade ocular do guerreiro mais sem consideração. Estúpidos bárbaros – completamente não civilizados!”

– Senhora Adreinelle Nesher de Águas Profundas
Matrona Herdeira da Casa Nesher
conversando com uma jovem nobre em uma festa
Ano da Harpa

“Os Reinos da Fronteira são o melhor lugar para alguém fazer sua fortuna rapidamente – ou encontrar sua cova. Mande todos os seus desafetos para lá… e depois todos os seus enfadonhos nobres após eles, apenas para assistir a diversão.”

– Alto Capitão Suljack, de Luskan
em um discurso para a Liga de Mercadores em Portal de Baldur
Ano do Verme


Algumas Palavras Introdutórias


Download do Mapa (791k JPG)

Os Reinos da Fronteira são pouco mais que nomes no mapa para a maioria das pessoas nas Terras Centrais de Faerûn. Apenas alguns sábios e mercadores bem viajados sabem coisas interessantes sobre eles, devido a sua natureza sempre mutante, as viagens serem dificultadas pelas incessantes guerras nas Fronteiras umas com as outras e a fome por terras dos sátrapas de Calimshan.

De acordo com o sábio Meriadas, de Portão Ocidental: “Os Reinos da Fronteira são o destino preferido de aventureiros que desejam orgulhosa e corajosamente conquistar um reino ou estabelecer seu próprio novo domínio. Lordes, condes, duques, reis e imperadores surgem, proclamam a si mesmos e são varridos para longe com a velocidade e regularidade das ondas quebrando na praia. O que chega a seus ouvidos… são uma sucessão de pequenos contos impressionantes ou coloridos dos feitos mais audazes, desastrosos ou engraçados”.

“Poucas pessoas vão até lá, exceto aqueles que desejam forjar um lugar para si com a espada… Fronteiras e mesmo os nomes dos reinos que eles definem mudam a cada mês que passa e até a cada cavalgada; não há coisa como uma história precisa ou mesmo um mapa dos Reinos da Fronteira (que são nomeados assim) pois eles ficam no caminho da expansão Calishita, sua força desorganizada e teimosa caracteriza a fronteira oriental desde reino orgulhoso… ao sul do Lago de Vapor… os Reinos da Fronteira espalham-se pelo leste e sul para tomar todas as terras drenadas pelo Rio Scelptar tão distante quanto as Donzelas do Escudo (as colinas na fronteira oeste das Montanhas Passo de Fogo, logo ao oeste da Floresta do Crepúsculo) e as terras elevadas que definem o limiar norte do vasto tapete de grama conhecido como O Shaar”.

Se você for viajar por lá, Meriadas acrescenta: “Leve magias poderosas, amigos confiáveis e espadas afiadas, e talvez você viva tempo suficiente para dar uma olhada rápida”.

O infame mago Elminster alerta que os Reinos da Fronteira são “despedaçados com magia selvagem, assim como um manto esfarrapado cobre muito, mas não todo o mendigo sob ele”.

A Geografia

Os Reinos da Fronteira são uma faixa triangular de baixas terras costeiras quentes e exuberantes entre as altas terras gramadas do Shaar e o Lago de Vapor. Quatro principais florestas cortam o interior das colinas ondulantes e férteis. Apesar de fendas e vulcões serem comuns nos arredores do Lago de Vapor, a única atividade vulcânica nas Fronteiras está em um cume coberto por florestas conhecido com o Monte, aonde buracos com vapores sulfurosos liberam gases ferventes que de tempos em tempos fazem com que as árvores peguem fogo e ardam sobre o solo, deixando árvores vizinhas intocadas (daí o antigo termo “A Floresta Flamejante”). Muitas cavernas e grutas aquecidas por lava no Monte abrigam bandidos e monstros, atualmente.

Os Reinos da Fronteira não são todos “reinos”. Eles são muitos pequenos principados governados numa grande variedade de maneiras, uma confusa, e sempre mutante miscelânea de pequenos e instáveis reinos com nomes cuja imponência geralmente foge a realidade. Esta verdejante região caoticamente governada é, em principio, território para aventuras. Muitos bandos de aventureiros vem até as Fronteiras para conquistar seus próprios reinos – ainda assim aqueles bem sucedidos passam o resto de seus dias defendendo-o de outros bandos de aventureiros com as mesmas ambições. As Fronteiras são a terra natal de muitos mercenários e mercadores que vêm “de um lugar que você nunca ouviu falar”.

Nos próximos artigos, aqueles que falam de países, terminam com uma lista de cidades. "Nenhuma" não quer dizer que a terra esteja desabitada, apenas que ela não possui nenhuma cidade com nome conhecido aos estrangeiros. Deve ser sempre lembrado que estas divisas e governantes podem e mudam com extrema rapidez nos Reinos da Fronteira, e o conhecimento disponibilizado aqui pode contradizer o conhecimento prévio – e pode estar desatualizado no momento em que você estiver lendo isto.

Nos próximos artigos, aqueles que falam de países, terminam com uma lista de cidades. "Nenhuma" não quer dizer que a terra esteja desabitada, apenas que ela não possui nenhuma cidade com nome conhecido aos estrangeiros. Deve ser sempre lembrado que estas divisas e governantes podem e mudam com extrema rapidez nos Reinos da Fronteira, e o conhecimento disponibilizado aqui pode contradizer o conhecimento prévio – e pode estar desatualizado no momento em que você estiver lendo isto.

É dito que não existem mapas precisos dos Reinos da Fronteira, já que divisas, governantes e nomes de reinos mudam de cavalgada a cavalgada, e disputas fronteiriças parecem ocupar a vida da maioria das pessoas diariamente, para alguns mais e para outros menos. Mapas estarão, na melhor das hipóteses, fora de época e cheios de distorções intencionais na pior (muitos cartógrafos procuram sugerir que o reino que representam – ou querem que o governante local negocie com – é maior e mais importante de que realmente é). Distorcer informações é pratica comum quando Fronteiriços viajam pelos Reinos em busca de aventureiros para contratar. Então esteja avisado: sobre qualquer mapa dos Reinos da Fronteira, divisas são próximas das verdadeiras, e entre o confeccionar do mapa e sua jornada, reinos provavelmente terão aparecido, desaparecido ou movidos.

A terra de Thuntar, por exemplo, foi nomeada pelo auto intitulado “Rei dos Aventureiros”, um homem enorme de Tashalar, que esperava encontrar descanso tranqüilo nos Reinos da Fronteira, mas encontrou-se continuamente assombrado pela única coisa que não podia lutar contra: magia. Desta maneira, a terra conhecida como Thuntar foi transferida três vezes. Uma vez ela esteve aproximadamente aonde a maioria dos mapas atuais apontam o Vale Talduth. Posteriormente ela ocupou as terras altas costeiras de Ondeeme (antes do mago com este nome ter transformado ou expulsado todos os habitantes para fundar sou próprio reino lá), antes de encontrar seu local atual nas praias ocidentais das Fronteiras – aonde ela estava inicialmente nas terras altas, mas perdeu o território para gigantes saqueadores (terra posteriormente cercada por aventureiros que mataram os gigantes e fundaram a terra de Alta Emmerock).

Modos de Vida

Migração e conflitos são constantes nas vidas da maior parte dos Fronteiriços. O clima quente e o solo fértil torna possível aos habitantes fazerem guerras quando desejam e ainda terem comida suficiente para o próximo inverno, e viver em cavernas ou abrigos nas profundezas das florestas e não congelar nos “meses gélidos” (que são, na verdade, meses enevoados e lodosos muito mais quentes do que os poderosos “invernos” mortais das regiões mais ao norte).

O aventureiro Olho de Aço certa vez chamou os Reinos da Fronteira “um lugar mortal, porém encantador aonde cada trilha leva você a outro pequeno reino idiota, cheio de governantes pomposos e manias, mercenários de armas afiadas e bem pagos – apelidados de “Grandes Guardas” ou de “Alta Hoste Imperial” – que toleram estes governantes tolos até que as moedas acabem, e existem castelos ruindo aqui, ali e em todo lugar… monstros vagam ao redor, plantações dão tantos alimentos que as mesas de refeição vergam-se e a magia corre selvagem, abrindo portais para perigosos reinos ou invertendo torres tão comumente quanto se conjura a magia que se queria. É difícil cavalgar meio dia nos Reinos da Fronteira sem amigar-se ou ofender um Alto Protetor dos Lordes, um Grande Sábio ou um Alto Duque Pujante – ou todos os três".

Os Reinos da Fronteira são comumente invadidos por nômades do Shaar (buscando comida, armas e qualquer coisa que puderem carregar). Seus assaltos em caravanas deram ao Reino das Espadas a Postos seu nome, e forçou a criação de forças militares alertas e capazes em todos os reinos nas Fronteiras ao sul do Rio Scelptar. Fronteiriços gastam o resto de seu tempo lutando uns com os outros ou contra exércitos Calishitas financiados por alguém.

Isto faz com que muitos Fronteiriços relutem em deixar suas terras (ou a região); conseqüentemente, a maioria dos mercadores viajando pelos Reinos da Fronteira são empreendedores da Orla de Vilhon. Eles comercializam tanto moedas quanto itens de consumo (como roupas finas ou peças de tecidos e todo tipo de trabalho com metal) em troca de alimentos sempre abundantes.

Fronteiriços procuram construir armazéns robustos e bem guardados, cheios de comida com a finalidade de negociar, e aguardam que os mercadores apareçam, comprem e levem embora. Muitas pessoas das super populadas terras da Orla de Vilhon morreriam de fome se as plantações dos Reinos da Fronteira não florescerem ou fossem destruídas.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até histórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

Os Últimos Dias de Glória © Todos os direitos reservados 2004 - Forgotten Realms™ e seus personagens são marcas registradas da Wizards of The Coast Inc.
This page is a fan site and is not produced or endorsed by Wizards of the Coast. Forgotten Realms is a registered trademark of Wizards of the Coast, Inc.