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Reinos da Fronteira
 
Lâminegra
 
Por Ed Greenwood
Tradução por Marcus Vinicius Facin Brisolla – Curitiba-PR; revisado por Daniel Bartolomei vieira.


Lâminegra

Cidade Pequena

Capital do jovem, porém orgulhoso, reinado de Ondeeme (que foi nomeado por causa mago mercador de Schamedar, que o fundou), esta cidade murada não é muito maior do que um grande e largo castelo, mas possui todos os ares (cheio de leis arcanas, guardas sempre prontos para brigar e modas ridículas) de Calimporto e outras prósperas e decadentes cidades do Sul. A cidade tem ruas pavimentadas, construções altas de pedra com telhados de cerâmica que tocam uns nos outros, mas não possui parques ou espaços abertos (exceto calçadas). Ela possui, no entanto, grandes vitrines vislumbrantes com finas – e caras – mercadorias. A De Rundaleer, na Rua Reldruth, é uma joalheria tão cara, vislumbrante e arrogante como se poderia encontrar em qualquer lugar de Faerûn, com flutuantes e desdenhosos cajados a venda, que permite magos conjurarem magias de rastreamento contra possíveis ladrões, e mobília opulenta o suficiente para muitos palácios.

A prosperidade de Lâminegra começou com o comércio de lã. Seus tecelões enriqueceram trabalhando para, e tendo suas roupas encantadas por, magos e pretensos magos (perdulários filhos de ricos comerciantes Calishitas) que o mago Ondeeme trouxe para junto de si. Quando Ondeeme e sua escola foram estilhaçados e destruídos durante a noite (por um belicoso Mago Vermelho, alguns dizem, ou um furioso rival Calishita, outros juram, ainda que outras fontes insistam que fora um duelo mágico ou magia negra que saiu do controle, ou que algo conhecido apenas como Parada Noturna estava envolvido), os tecelões estavam bem estabelecidos – mas sábios o suficiente para atrair mais magos sedentários (como destaque para Hlaundurym Asarda de Chessenta, um humano Mulan NB Mago 14/Taumaturgista 5) para viverem (e assim defenderem) sua cidade com generosas ofertas de habitações sem custo algum e posição especial sob as leis locais.

Após uma breve e implacável disputa de poder, comerciantes de Lâminegra formaram um conselho governante com oito membros, liderado por três rivais equilibrados: “Lorde” Astlur Adaunt, um ríspido, mas justo humano Illuskano LN Especialista 8, tecelão mestre; “a Velha Matrona” Nardarra Leonpur, uma idosa, mas hedonista humana Calishita NM Especialista 9, produtora de perfumes e poções (e venenos); e Ylothin Tlarst, um ultrajantemente jovem e rude humano Rashemi CN Especialista 12, banqueiro e comerciante fabulosamente rico. Eles decidem sobre o aumento da riqueza e importância de Lâminegra – apenas para correrem e esconderem-se do retorno de Slee (veja Ondeeme).

Grandes forjadores e joalheiros vieram para Lâminegra devido ao grande suprimento de gemas nas Colinas Raundawn a noroeste da cidade. O astuto conselho contratou famosos lapidadores (incluindo Ildyn Onsypir, de Athkatla, e Urthe Brilho de Coroa, de Portal de Baldur) para virem a Lâminegra e viverem como reis no Salão Cintilante, a primeira escola formal (humana) de lapidação e joalheria. Este estabelecimento lentamente adquiriu uma reputação de vaidade extrema mesmo para os padrões de Lâminegra, pela excelência de seus produtos elegantes (que atualmente adornam muitos nobres por toda Faerûn), e pela sádica crueldade de seus mestres em relação aos pupilos.

Visão da Cidade

Fronteiriços riem de Lâminegra como uma ridícula cópia pomposa das piores grandes e velhas cidades. Fronteiriços visitantes são cuidadosos em não demonstrar tal sentimento dentro das altas muralhas e torreões da cidade, já que os Lâminegrenses praticam preços altos, possuem pavio curto e têm leis duras (incluindo açoites, confisco de todas as mercadorias e exílio conduzido pelas ruas de pedra até o portão mais próximo com o acusado sendo arrastado rapidamente – amarrado em uma corda puxada por um cavalo bem esporeado).

Guardas Lâminegrenses, durante os turnos, zombam dos “cabeças de feno do interior” que vêm em visita de lugares menos afortunados para “dar uma olhada na boa vida”. Lâminegra é uma das cidades mais ricas nas Fronteiras, e “o” lugar para se comprar coisas estranhas, arcanas, caras e da moda. A voracidade de aquisição dos seus cidadãos – e daqueles que a visitam para fazer compras – mantém o porto próximo de Thur ocupado. É uma cidade de vitrines reluzentes, poucos ladrões bem sucedidos e grandes e luxuosas estalagens aonde hospedes dividem banhos aromáticos e podem contratar qualquer tipo de serviço (por preços exorbitantes). Estas estalagens costumam rivalizar umas com as outras para ser a “melhor” ou ao menos a mais pomposa, mas as três comumente consideradas as melhores são De Naraxalan (Excelente/Cara) na Rua Gardlaer; O Velho Cavaleiro (Excelente/Cara) na Rua Reldruth; e A Orbe de Orlisk (Excelente/Cara) na Rua dos Garanhões.

“Todos sabem” que Lâminegra é governada por um mago conhecido como Slee, mas seus formais – apesar de desprovidos de poder – governantes são atualmente os Lordes do Trono Vazio (veja Ondeeme). No entanto, Lâminegrenses designam seus Kauroanars (guardas de uniformes vermelhos com adornos dourados), que empunham porretes, redes de captura, espadas e adagas, para patrulhar em grupos de cinco e capturar ladrões, incendiários e qualquer um que brigue ou crie tumulto (exceto nos “drauda”, clubes locais que combinam as funções de taverna, restaurante, bordel e casa de apostas; as leis da cidade não são aplicadas dentro de uma drauda, que possui seus próprios guardas armados para manter a paz e a ordem). Existem mais de setenta Kauroanars fardados com armaduras de couro, liderados pelo severo, mal humorado e fanático por ordem, Lorde Mace Heldraego Rauntlet (um humano Calishita LN Guerreiro 15 conhecido por utilizar um anel do aríete e alguns itens mágicos de proteção, porém há muito debate em Lâminegra – graças aos belos, no entanto conflitantes, contos sobre seus inimigos e possíveis assassinos – sobre que tipo de mágica ele possui). O Lorde Mace vive e trabalha na Mansão Manopla da Lei, um edifício sombrio com pilares negros na Rua Murloar, que também abriga o Salão da Lei (tribunal, para os raros casos em que disputas são ouvidas, quando se opõem à justiça dispensada pelos Kauroanars), o arsenal, o quartel dos Kauroanar e as masmorras subterrâneas (onde os encarcerados estão sempre presos às paredes com grilhões de pescoço).

Drauda

A maioria dos Lâminegrenses gostam de uma pitada de perigo – em pequenas doses. Uma ou duas vezes por cavalgada, geralmente à noite quando as lojas estão fechadas, eles se arriscam em uma drauda. Poucos são ricos, ou desesperados e caóticos, o suficiente para visitar tipos específicos de drauda sempre, a qualquer hora do dia ou da noite.

Uma drauda pode ser divida em três tipos de estabelecimento. Existem drauda “respeitáveis”, freqüentadas por matronas e famílias ricas, onde nada mais sujo que jogos e fofocas ocorrem. O Manto do Por do Sol (Excelente/Cara) na Rua Darcandle é mais pomposa e cara delas.

Existem também drauda “muitas-portas”, abertas para todos e pesadamente patrulhadas pelos guardas da casa para manter a violência num padrão mínimo, onde donos de lojas, boiadeiros e a maioria dos visitantes vindos de outras terras vão para jogar e comer. Este é o tipo mais barato de drauda, onde qualquer atividade “festiva” é discreta e comentada por meio de palavras-código, nos andares superiores, e no alcance de pequenos e sombrios lugares dominados por habitantes locais relaxando ou conversando, como a Barba de Droum (Pobre/Barata) na Travessa Vira Muro, até grandes, movimentados e barulhentos lugares com andar central utilizados para dançar, arremessar dardos e bolas e outros esportes de aposta ou exibições de moda, invenções ou noticias – como O Nazir Sorridente (Boa/Moderada) na Travessa Glaudra.
Finalmente, existem “obscuras” ou “sangrentas” drauda, geralmente lugares pouco iluminados e violentos onde mercadorias roubadas são compradas e vendidas, negócios ilícitos são discutidos, aventureiros e mercenários são contratados, garotas dançam para fregueses na frente de todos, e onde brigas (algumas vezes duelos até a morte) são entretenimento freqüente para os jogadores e apostadores. Mestiços e monstros humanóides não disfarçados bebem tranquilamente (refeições podem ser servidas, mas existe pouca variedade; um lugar pode especializar-se em pratos de enguia guisada e apimentada, outros em queijos embebidos em destilados e um terceiro em um peixe ou ave em particular comido cru). A mais notórias das drauda obscuras são O Escorpião de Skaeling (Pobre/Cara) na Travessa Sarkskull e A Máscara Incandescente (Justa/Moderada) na Rua Presa de Dragão.

O Fundador da Cidade

A cidade tem este nome devido a um notório pirata, Kurum Lâminegra, que construiu a primeira casa (há muito desaparecida) no local e morreu nela, com a idade avançada de cento e vinte seis invernos. Uma pintura preservada magicamente o retrata como um careca gordo com um grande bigode – sentado sobre uma pilha de moedas de ouro tão alta quanto uma carruagem!




Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até histórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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