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Reinos da Fronteira
 
Celeiro Negro
 
Por Ed Greenwood
Tradução por Daniel Bartolomei Vieira.


Celeiro Negro

Vila Grande

Esta cidade comercial murada é um mercado sempre cheio com os fazendeiros das redondezas, dominada do amanhecer até o anoitecer por carroças de passagem, e lar para alguns excelentes construtores de carroças e carruagens. A vila fica onde a Longa Trilha (que percorre a fronteira de Shaar, “descendo pelas costas” dos Reinos da Fronteira) encontra-se com a Estrada Scelptar, que percorre o sentido norte-oeste, saindo de Celeiro Negro e indo até as arruinadas Pontes Incendiadas.

Celeiro Negro é um lugar próspero, cheio de ruas pavimentadas e movimentadas e de construções de pedra cobertas por telhas marrons e anexas com pequenos celeiros (geralmente pretos, mas de outras cores também). A produção é estocada em prédios baixos chamados de “casas de carroças”, onde as entregas das fazendas são acomodadas em fileiras de fossos de estocagem – que possuem portões de madeira em seus fundos, o que permite que sejam esvaziados em pequenas quantidades diretamente nas carroças dos comerciantes através de rampas que descem até o fundo do fosso para o carregamento.

Os portões de carregamento são rampas de Madeira no formato de fole que podem ser apontadas ao se puxar cordas laterais, e se ajustam com os portões deslizantes do topo e do fundo. O portão no topo é aberto para permitir uma colheita entornar do fosso de estoque, e fechado novamente quando a rampa está cheia ou se a quantidade desejada já foi despejada. Então uma carroça é conduzida para baixo da boca estreita do fundo da rampa e o portão menor é aberto para deixar a colheita cair. Quando a carroça estiver quase cheia, o portão do fundo é fechado e após as batatas ou repolhos terem parado de cair e a rampa estiver cheia novamente, homens chamados “atiçadores” empurram traves de madeira através de pequenas portinholas laterais na rampa para limpar o caminho para o portão superior deslizar, fechando novamente o sistema. Então o portão inferior é aberto novamente de modo a esvaziar a última rampa de produtos para a carroça (daí a origem das expressões das Fronteiras, “Bem, ele está carregando sua última rampa” e “’ com uma rampa cheia, não?”). Muitas carroças carregadas em Celeiro Negro vão para Scelptar e direto para balsas embarcar através das terras das Fronteiras – e via portos das Fronteiras direto para Calimshan e para as cidades-estado ao redor do Lago de Vapor.

A Maldição de Celeiro Negro

Celeiro Negro é bastante conhecida por capitães do mar e comerciantes como um grande depósito de provisões. Mais infamemente, ela é conhecida por ser infestada pelos inoportunos e difíceis de serem exterminados “asas cinzentas” (homúnculos) que roubam e vandalizam através cidade, e contra cujos celeironegrenses travam uma batalha interminável. Para casa asa cinzenta morta, um punhado de outros parecem surgir do nada. Como eles chegaram até lá e porque permanecem por lá (por causa deles, as coisas na cidade são feitas de pedra ou trancada por fechos poderosos ou dentro de armários) é um mistério; nas Fronteiras eles são conhecidos como “a Maldição de Celeiro Negro”.

A despeito dessa maldição, Celeiro Negro é considerada como um dos lugares mais desejáveis para se viver nos Reinos das Fronteiras, principalmente porque também é o lar para os Lanças Fantasma.

Os Lanças ignoram os asas cinzentas, embora estes sempre fujam dos primeiros à primeira vista. Um sábio local, Althalas da Rua Barwinter (humano Tethyriano NB Especialista 9: história, local, nobreza e realeza), tem promovido a crença de que os Lanças são uma “boa” maldição, colocada sobre Celeiro Negro por algum mago local para contrapor a maldição “ruim” desses pequenos demônios. Outro sábio, Thurbald da Rua das Coroas (humano Calishita LN Especialista 8: arquitetura, história, local), zomba desta visão, dizendo que os asas cinzentas e os fantasmas não estão conectados de forma alguma, e que Althalas representa o pior dos românticos ao ver o mundo como desejaria que fosse, e não como realmente é.

Qualquer que seja a verdade neste assunto, asas cinzentas e Lanças Fantasma parecem ser residentes permanentes de Celeiro Negro. Os moradores da cidade chamam pessoas indesejáveis ou inimigos de “peles cinzenta” devido aos asas cinzentas, e avisam aqueles que os ofenderam que “Um Lança vai te pegar por isso!”.

Os Lanças Fantasma

Os Lanças Fantasma ou “Cavaleiros Negros” são fantasmas vigilantes, que dizem ter sido exilados de Tethyr há séculos atrás por terem apoiado um falso regente. O mago Kulaskular, proibido de matá-los, mas orientado a expulsá-los de Tethyr e de garantir que eles jamais retornassem, lançou uma poderosa maldição sobre eles, colocando-os para dormir em uma cripta sob Celeiro Negro, onde a água pinga eternamente através dos ataúdes de pedra onde jazem, permitindo apenas que suas essências fantasmagóricas cavalguem pelas terras. Outros contos dizem que os Lanças se apaixonaram por uma feiticeira élfica da região séculos atrás, e que ela os enfeitiçou para guardar o local que amava, o que os mantêm esperando enquanto ela corteja os lordes élficos que desejava.

Seja qual for a verdade, os Lanças aparecem como cavaleiros espectrais trajando armaduras pesadas, montados em cavalos de guerra silenciosos (cujos cascos nunca tocam o chão) que cruzam as ruas e os campos ao redor de Celeiro Negro. Os visores de seus elmos estão abaixados, assim como suas lanças (estas causam efeitos de toque chocante). Eles caçam bandoleiros e ladrões, galopando velozes pelos campos e através dos muros da cidade, sem afetar as plantações ou objetos sólidos os quais não têm o interesse em perturbar, mas, de outra forma, atingem com força, fúria e peso de cavaleiros vivos de muita habilidade. Silenciosos, os vigilantes Lanças (geralmente um trio ou uma dúzia, mas algumas vezes quarenta e seis) aparecem em qualquer lugar e a qualquer momento que uma fraude, violência ou intenção criminosa é executada dentro dos muros de Celeiro Negro – desde homens chutando cães até venenos sendo usados – ou se a cidade estiver sob ameaça. Eles não parecem dedicados a machucar aqueles que não desejam machucar alguém e não possuem nenhum desejo de saquear ou pilhar Celeiro Negro. Os Lanças nunca falam, mas são eloqüentes em seus gestos, e sabe-se que escrevem mensagens (em muitos idiomas) para pessoas vivas na lama, cinzas, poeira e neve.

A presença dos Lanças tem ajudado a cidade ser um porto seguro quando inimigos se reunem em uma trégua – e raramente se atrevem a desfazê-la!

Muitos aventureiros procuraram pela cripta dos Lanças Fantasma, já que as lendas locais insistem que eles descansam em um complexo subterrâneo guardado por suas espadas encantadas: lâminas que voam e lutam sozinhas.

Estranhamente, os cavaleiros fantasma nunca molestaram ou vigiaram aventureiros cavando porões ou vagando pelos esgotos da cidade. Os habitantes locais que dizem que esta falta de atenção se deve aos exploradores estarem engajados em uma tarefa vã, procurando por algo que não está lá para ser encontrado, são incapazes de explicar porque mais de um aventureiro ao longo dos anos, notavelmente Aldegut, de Porto Kir (ou Kirlyntar, como era chamado na época), e Myrmeen Lhal, de Arabel, deixaram Celeiro Negro com uma espada mágica que não estavam portando quando chegaram, e com uma missão a qual eles recusavam a discutir qual era.

A primeira vez que alguém vê uma forma trajando armadura se materializando por perto é desconcertante, mas os inocentes não têm nada a temer. Outros podem muito bem descobrir que se preparar para uma luta é sua melhor opção. Os habitantes locais falam sobre um maldoso fora-da-lei que lançou tochas contra as habitações enquanto cavalgava para fora da cidade com os Lanças logo em seus calcanhares. Por alguma magia a sua disposição, os cavaleiros fantasma teletransportaram os incêndios que ele estava causando para si próprio, fazendo com que seu cavalo empinasse e o derrubasse – e se desfizesse em sua própria ruína flamejante.

A lenda da cripta dos Lanças Fantasma se espalhou e chegou aos ouvidos de muitos bandoleiros que resolveram fazer algumas visitas – e não foram poucos destes bandoleiros que acabaram por morrer por conta disso. Por outro lado, isso levou muitas pessoas pacíficas a procurarem a segurança garantida de Celeiro Negro (a proteção da cidade é até mesmo celebrada em uma balada chamada Salvo Atrás do Escudo de Celeiro Negro, uma canção gentil sobre “um lugar para se ir quando o coração está atormentado” composta por um menestrel anônimo, mas que agora é tão popular que chega até as terras da Costa da Espada e do Mar Reluzente).

Celeiro Negro é regida por um Alto Trantor, escolhido entre e eleito pelos Trantors (lordes comerciantes) da cidade. Graças aos Lanças, a cidade não tem necessitado de uma guarda ou vigília.

Para o Visitante

Viajantes são conduzidos até a estalagem O Cavaleiro Silencioso (Excelente/Cara: quieta, respeitável, saborosa e muito cara), A Bota Negra (Boa/Moderada: cheia, movimentada, razoável e barulhenta; a estalagem para “todos”) ou A Lesma Incomodada (Razoável/Moderada: uma casa de baixa reputação, onde acompanhantes e apostadores trabalham, muita bebida é consumida e entretenimentos de todos os tipos estão na ordem do dia – e da noite também, claro).

Freqüentadores da Lesma não precisam de uma taverna para atingir o prazer completo, mas outros são conduzidos até a taverna O Gato Risonho (Boa/Moderada) na Rua Sarwynd, ou para a O Menestrel Tolo (Boa/Cara), que fica acima da Barris de Bryntyn, na esquina das ruas Víbora e Shariykian. A maioria dos habitantes da cidade prefere a silenciosa frugalidade da escura Velho Pangaré (Razoável/Barata), na Rua Gulgate. Aqueles que estiverem dispostos para uma briga ou farra deveriam procurar a Dança com os Cavaleiros (Pobre/Barata) na Viela de Ravalaster, um estabelecimento chamado assim devido a freqüência com que os cavaleiros d’Os Lanças Fantasma se materializam em suas câmaras proibidas, para, silenciosamente, incentivar freqüentadores a desistir de quaisquer ilegalidades em que estejam engajados.

Assim como a diferenciada Beldargan, Celeiro Negro serve como base para muitos comerciantes e aventureiros explorando as divisas dos Reinos da Fronteira. A maioria das pessoas acha-a um pouco entediante demais (“só trabalho, só atividade, nada de diversão”) para seu gosto, mas muitos vivem felizes aqui. Proeminentes entre os comerciantes da cidade são os padeiros; muitas manhãs trazem consigo um denso e apetitoso cheiro de pães frescos assados pelas ruas.

Lenda Local

Celeiro Negro é chamada assim devido a um enorme celeiro negro (feito de madeira negra) desaparecido há muito tempo atrás, construído neste local por antigas assentadas humanas (mercenárias do bando Lâmina Silenciosa, exiladas de Calimshan nos dias do Sátrapa em Púrpura, pois elas haviam apoiado Aquela Que Deveria Ser Rainha) que lutaram contra ferozes bandos halflings da região para manter a terra.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até histórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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