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Reinos da Fronteira
 
Pontes Queimadas
 
Por Ed Greenwood
Tradução por Felipe “Rico” Dos Anjos Perini; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


Pontes Queimadas

Pontes Queimadas é uma série de sete vaus que cruzam o rio Scelptar, ligando cinco ilhotas quase submersas uma à outra numa torta rota através do rio de corrente veloz. Os nomes dos vaus foram dados conforme as pontes que uma vez carregaram o tráfego de pessoas – e seus destinos – sobre o Scelptar naquele local.

Décadas atrás, uma seqüência de pontes que ligavam as ilhas, chamadas “As Sete Travessias” carregavam a Estrada Scelptar através do rio Scelptar, ligando a cidade de Celeiro Negro (a leste e ao sul) com terras a oeste e norte através do rio. A maioria de travessias de carroças para comércio era entre Celeiro Negro e a terra de Suldamma, para o oeste e sul. As pontes eram de madeira e eram resistentes o suficiente para agüentar mais de quarenta anos de ventos e climas adversos antes do verão de 1317 CV, quando as pontes foram destruídas pelo fogo numa batalha mágica feroz.

Há muita discussão sobre quem estava lutando contra quem, mas a maioria das lendas concorda que uma força de cavaleiros com um feiticeiro estava tentando parar um outro bando de cavaleiros (que contrataram três magos menores para andar com eles) para cruzar o rio. A luta custou a vida de muitos – os sobreviventes fugiram, espalhando lendas selvagens sobre fogo queimando através do rio e homens em armaduras gritando enquanto eram transformados em bestas estranhas e mutantes que caíram, se afogaram e foram levados pelo Scelptar enquanto lutavam para aprender como controlar suas novas formas

Os vaus são transitáveis só quando a água está baixa no alto verão (no final do mês de Lei da Chama e primeiros dias quentes de Eleasias) ou nos invernos mais duros, quando o gelo do rio está grosso. De outra forma, barcas precisam ser construídas e usadas a menos que os viajantes sejam fortes nadadores e que montem várias cordas de margem a margem ou ilhota a ilhota. A carcaça apodrecida de dúzias de barcas estão encalhadas nas ilhotas, e tudo aproveitável foi retirado há muito tempo.

Mesmo que este seja um lugar lógico para encontrar uma balsa, as tentativas feitas para encontrá-las não foram bem-sucedidas. Foi descoberto um grupo de balseiros que foi “substituído” por tsochari (ver o suplemento Lords os Madness). Eles foram espalhados numa batalha furiosa por três grupos de aventureiros. A maioria dos tsochari foram mortos, mas alguns escaparam, fugindo para as Fronteiras em todas as direções. Um outro grupo de balseiros desapareceu mais tarde, um por um, sendo vítimas de mímicos que rastejaram para dentro de suas embarcações e se esconderam no meio das mercadorias e cargas até que os cansados balseiros dormissem. Um terceiro grupo foi devorado, restando somente poucos ossos cobertos de sangue, com velocidade assustadora, por uma cruel magia conjurada por um passageiro que eles não gostavam (saída de um caixão, segundo a maioria das lendas, e não conjurada como uma magia).

Muitas e cruéis são as lendas espalhadas a respeito das Pontes Queimadas, contadas sobre mesas de tavernas e do lado de fogueiras tarde da noite por todas as Fronteiras. Histórias sobre assombrações, de estranhos mortos-vivos ou guardiões monstruosos parados em pontes fantasmas nas noites enluaradas, trazendo a morte para todos aqueles que buscam atravessá-la. Histórias sobre sussurros, coisas sem forma, de dedos gélidos encontrados enquanto se cruzam os vaus, grudando na memória dos vivos por dias ou semanas depois, enfraquecendo e drenando-os. Sobre tesouros escondidos debaixo das ilhotas, ou nas fendas nos seus flancos rochosos submersos e lisos (tesouros esses nunca encontrados por buscas persistentes, mas os fronteiriços irão lembrar dos contadores de lendas). Sobre criaturas que se levantam, pingando, do Scelptar para puxar os viajantes cruzando os vaus à noite. E sobre uma “passagem de fogo frio” que aparece, em noites raras, em uma das ilhotas, um portal por onde estranhas bestas passam – ou se esgueiram.

Pelo menos dois esforços foram feitos para reconstruir as pontes queimadas, e ambas terminaram em morte. Uma foi uma súbita e silenciosa matança de quarenta homens e bois, todos encontrados caídos no meio de suas cordas e balisas, sem marcas, exceto moscas, como se tivessem simplesmente caído mortos de uma vez no meio da construção. O outro foi um esvaziamento do acampamento de uma margem do rio à noite com fogo ainda queimando, e ferramentas, armas e bens ficaram caídos como se tivessem sidos deixados pacificamente de lado para uma sesta. As tendas e carroças estavam simplesmente vazias.

Fronteiriços contam e recontam as lendas, e ninguém tenta reconstruir as Pontes Queimadas agora, apesar de nada tão danoso cair sobre viajantes que trazem suas próprias ferramentas, que constroem jangadas e que amarram suas carroças e lutam para cruzar o Scelptar. Forasteiros que buscam tesouros ou portais lendários saem de mãos vazias, e nada parece ficar em volta das ilhotas – nem pássaros (assas gritantes, dreys mergulhões) que fazem ninhos para cima e para baixo das margens do Scelptar, acima e abaixo dos velhos locais das pontes.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até histórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

Os Últimos Dias de Glória © Todos os direitos reservados 2004 - Forgotten Realms™ e seus personagens são marcas registradas da Wizards of The Coast Inc.
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