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Reinos da Fronteira
 
Portal Manchado
 
Por Ed Greenwood
Tradução por Felipe “Rico” Dos Anjos Perini; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


Portal Manchado

Essa cidade independente e grande localiza-se na fronteira norte de Bedorn, e está lentamente caindo sobre a influência daquele reino pacífico. Os moradores da fronteira conhecem Portal Manchado como um lugar bom, de estradas pavimentadas e construções sólidas, de três andares, onde os mercadores mandam (em um conselho de quarenta que nunca entram em acordo para qualquer coisa) e enchem a cidade de uma alegre confusão a toda hora.

Os nativos Portalenses podem dormir em qualquer situação graças aos artesãos martelando pela noite e vagões barulhentos e carros de mão gemendo e ressoando sem fim pelas ruas – essa cidade nunca dorme. Os artesões moradores de Portal Manchado fazem lanternas de tempestade soberbas (de ferro forjado ou bronze com painéis de vidro e correntes penduradas), correntes adequadas, e grosseiros, mas robustos cestos e baús para o transporte de vários bens. A maioria do comércio fica aberto de noite e de dia, com funcionários em três turnos, ocupados, vendendo tudo o que Calimshan e terras mais distantes tem a oferecer aos moradores das fronteiras e comprar deles bens para exportar. Bens são levados para o norte, para os cais ao longo da margem esquerda do Rio Scelptar para transporte por barcas. As margens do rio naquela área são tão pantanosas e infestadas de insetos que não há outros estabelecimentos fronteiriços ali. Os homens-lagarto e os boca de lama batalham pela supremacia, e nada menos que seis companhias mercenárias baseadas em Portal Manchado se mantêm ocupadas, oferecendo escoltas de proteção para as cargas das barcas.  

Tudo isso faz de Portal Manchado uma boa parada para compradores procurando variedades de mercadorias (frequentemente de qualidade ilusória nos Reinos da Fronteira), mas dificilmente é considerado um lugar para românticos e aventureiros.

Essa necessidade é preenchida por Danchilaer, o Mago Louco, um feiticeiro recluso que veio de longe para morar em Portal Manchado quarto séculos atrás (alguns sábios dizem que a cidade cresceu em volta de sua torre, depois que os moradores que ficavam perto da Hospedaria Portal Manchado travaram barganhas com o feiticeiro, para que ele os protegesse com magias em troca de dinheiro, comida preparada e serviços de carregamento pela torre).   

O Mago Louco

Danchilaer, o Mago Louco (humano halruaano LN Mago 21/Feiticeiro 6/ Arquimago 5) é um renegado recluso de Halruaa que vive em Portal Manchado há mais de quatrocentos anos e pode ser agora um morto-vivo ou está muito velho e teve a vida prolongada. Sua torre simples e frágil se mantém escura e vazia (exceto por ocasionais bandos invasores e aventureiros procurando tesouros em suas câmaras e porões cheias de armadilhas, que mais parecem um labirinto), mas Danchilaer permanece como uma presença invisível e vigilante na cidade. Uma vez por ano, mais ou menos, ele seqüestra magicamente um morador solitário ou um visitante e os manda em uma missão em algum lugar nos Reinos da Fronteira.

Se a pessoa escolhida obtém sucesso na missão, Danchilaer aumenta suas habilidades pessoais permanentemente e a manda de volta de onde veio, encarregando-a de missões a longo prazo. Se eles executam a missão ou não, o Mago Louco assombra suas vidas, aparecendo em sonhos para dar conselhos bizarros ou responder quando  pedem por ajuda com uma magia, mensagem falada ou conselho suspirado em suas mentes.

Danchilaer parece ser um homem alto, com voz profunda, vestido em robes lisos, cuja face está sempre escondida por um capuz puxado para baixo. Ele é amoral, mas não insano nem malicioso. Suas verdadeiras intenções são desconhecidas, mas as missões que ele impõe parecem dedicadas à sobrevivência de Portal Manchado, dos Reinos da Fronteira (como região de reinos livres e mutáveis, não sujeita à regras de fora), e atividade rural auto-suficiente para todas as pessoas. Ele trabalha contra grandes exércitos, reis orgulhosos e vastos impérios. Aqueles que o seguem são livres para seguir suas próprias vidas e não sabem necessariamente sobre os outros que o Mago Louco “potencializa”. (Danchilaer não está montando um grupo organizado de agentes).

Ainda que muitos aventureiros e magos bem-sucedidos agora usufruindo da aposentadoria dos Reinos da Fronteira tenham começado a se reunir para beber e conversar em várias tavernas sobre as terras da Fronteira num tipo de clube sem nome e não-oficial – e mais de uma vez, certos membros desse grupo agiram juntos para impedir regentes mesquinhos ou parar mercenários e mercadores inescrupulosos. Só os anos que virão irão contar se o Mago Louco tem algum plano maior ou pretende juntar aqueles que ajudou de uma maneira a ter uma força coesa. Se ele o fizer, os Reinos da Fronteira podem muito bem ser mudados para sempre.

Os visitantes de Portal Manchado são guiados até a Praça das Flechas (o mercado central e local de uma antiga batalha entre companhias de arqueiros rivais). Ali, tendas de mercadores viajantes se apertam dentro de um anel de oito lagoas circulares, cercados de muros na altura da cintura (para retirar água para os animais de carga).

Com uma vista panorâmica para a Praça das Flechas está a Torre de Danchilaer, a noroeste do Mercado, em seu próprio jardim murado (que ele divide com velhos e resistentes carvalhos, um memorial celebrando os Valentes Caídos de Portal Manchado nas muitas guerras que assolaram a região, e – na maioria da vezes – muitas crianças da cidade, brincando).

Do lado da Torre fica o redondo e torreado Salão do Conselho, um rude pilar de uma construção que estende-se em todas as direções através dos anos enquanto cozinhas, salas de estar e câmaras de estoque para visitantes são aderidas casualmente

De frente para o salão, do outro lado da Estrada Ferrolho do Wyvern fica O Unicórnio Caçado (não, como alguns viajantes pensam, O Unicórnio Casto), uma hospedaria (Excelente/Cara) que oferece comida superior e móveis luxuosos, incluindo salão de jogos, banhos particulares e câmara de serviços. Estas acomodações são raras nos Reinos da Fronteira – e os preços as acompanham.   

A maioria dos visitantes fica em uma das três hospedarias mais baratas (e mais espartanas) dentro dos portões da cidade. Perto do Portal Bedorn fica O Velho Caneco de Estanho (apesar do nome, não é um taverna; Boa/Moderada). Logo após o Portão Leste fica O Guerreiro Vigilante (grande, novo, barulhento e brilhante; Justa/Moderada), e do lado do Portão do Rio fica a Casa das Névoas da Primavera (que muitas das pessoas da cidade acham que tem algo a ver com harpistas; harpistas conhecidos ficam ali quando estão na cidade; Excelente/Moderada). A melhor taverna na cidade é a Negro de Blasko na rua Sharaghil (Boa/Moderada). A mais sombria e desconfiável é a Bebedeira de Tarnalar na Viela Sangue de Serpente (Pobre/Moderada).

Um rumor perturbador foi recentemente espalhado pelos Reinos da Fronteira – em algum lugar de Portal Manchado está escondida a tumba de Quarlin, um mago halruaano que era especializado na criação de cajados – muitos cajados, que dispararam magias de combate. Cinco séculos após sua morte (em outras palavras, a qualquer momento agora), a tumba e os ossos de Quarlin irão se decompor em pó assim que uma magia adormecida há muito tempo se ativar, mas os cajados enterrados com ele (vinte ou mais, segundo as lendas) resistirão, livres para serem pegos por qualquer um que os encontrar.  

De onde esse rumor veio e quanta verdade há por trás dele continua em mistério, mas aventureiros estão convergindo até Portal Manchado vindos de todos os Reinos da Fronteira (encontrar acomodações em Portal Manchado ficará mais difícil por algum tempo). Já houve confrontos violentos entre pessoas persistentes na busca de cajados e mercadores suspeitos tentando proteger seus bens e propriedades. Os guarda-costas dos mercadores e os guardas dos armazéns vigiam vagamente os aventureiros que cavam (ou quebram e entram) em qualquer lugar na cidade.

A tensão e violência crescentes entre aventureiros espreitando e os recém contratados guarda-costas e forças de segurança dos armazéns fizeram o Mestre Mercante Nurath Cheldin, do Conselho (humano Calimshita CM Ladino 2/Especialista 6; sombriamente belo com feições penetrantes e barba e cabelos negros e untados; ativo em transporte de bens, empréstimos, escambos e venda de boas fechaduras e correntes), baixar um decreto público que não há, nem nunca houve, uma tumba de um mago halruaano em Portal Manchado, e que aventureiros fariam melhor caçando monstros e tesouros conhecidos do que procurando por toda lenda de taverna que lhes passa pelos ouvidos.

O proeminente dono de taverna e membro do conselho, Tilbar Tanalar (humano IIlluskan NM Especialista 4; louro, com rosto redondo e jeito de inocente; dono da taverna Bebedeira de Tarnalar e outros armazéns que a maioria dos Portalenses não sabe que ele é dono) respondeu  emitindo uma declaração que ele conhece não menos que sete tumbas halruaanas escondidas na cidade e suspeita que os calabouços de Portal Manchado mantêm várias – provavelmente muitas – mais. Ele aconselhou aos cidadãos a não hesitarem em chamar o Conselho para ajudar se encontrarem alguma magia estranha ou testemunharem o uso de qualquer cajado mágico.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até histórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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