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Reinos da Fronteira
 
Derlusk
 
Por Ed Greenwood
Tradução por Felipe “Rico” Dos Anjos Perini; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


Essa grande cidade cresceu ao redor de um dos melhores e mais ocupados ancoradouros nos Reinos da Fronteira e debaixo do abrigo da Cordilheira Fumaça de Dragão, que acompanha Derlusk a oeste e norte. Muitas das sólidas construções de pedra dessa cidade de crescimento rápido sobem pela cordilheira ou são cavadas profundamente nela. Derlusk enche um vale côncavo, e à noite é uma bela paisagem de telhados de ardósia e lanternas brilhantes.

Quase todos os produtos exportados do Baronato da Sela Negra e da Orla de Shandolphyn são transportados em embarcações para o resto de Faerûn passando por Derlusk. O porto possui vários estaleiros rivais, conhecidos por construírem rápidos barcos costeiros, ligeiros “cortadores de ondas” (preferidos por contra-bandistas e piratas por sua velocidade, leme ágil e silhueta discreta).

Derlusk também é conhecida por uma salgada “pasta de dlurn” de uma suspeita cor verde (feita com o pequeno peixe verde dlurn, encontrado abundantemente no encouradouro e nas enseadas próximas). A pasta se conserva bem, cheira maravilhosamente e constitui ótima refeição quando espalhada sobre biscoitos, mas por ser salgada, traz uma sede feroz.

Derlusk é uma cidade musical. Bardos são altamente respeitados, e cada hospedaria, taverna, casa de bebida e clube quebra-lâminas (onde clientes esgrimam para se exercitar e melhorar suas habilidades com a espada) tem seu próprio entretenimento musical.

O Mundo Vívido da Literatura

Derlusk também é uma cidade de escrivões, encadernadores e colecionadores de livros, que fizeram da loja de livros O Falcão Viajante e seu rival, Bons Fólios de Fendelmer, sucessos prósperos. Lendas ficcionais, quanto mais fantasiosas, melhor, – particularmente narrativas que tratam de noções antigas e românticas de uma Faerûn que nunca realmente existiu e lendas selvagens sobre outros mundos, bolas de cristal e outros planos – são avidamente colecionadas, emprestadas (por taxas e somas por deposito de livro) e discutias pelos Derluskanos. Grupos ficam apreensivos para celebrar novos lançamentos ou uma aquisição de um tomo procurado há muito por um colecionador. Autores são tratados como nobreza, e são feitas festas anuais para comemorar suas mortes. 

Muitos eruditos, sábios e pintores se estabeleceram em Derlusk, criando um mundo localizado de compartilhamento de interesses que a maioria dos habitantes das Fronteiras dispensa, como se isso fosse loucura – ou pelo menos algo singular, excêntrico e frívolo. Esse é o lugar para vir se você procura um velho e raro livro. Se um volume particularmente caro ou raro não possa ser comprado, a pessoa que o procura pode negociar um preço para que o dono possa deixar um escriba ligado a ele fazer uma cópia na segurança de suas salas particulares. Espere pagar pelo menos 10 PO por página copiada, e milhares mais para tomos especialmente raros, caros e procurados. Mapas copiados começam a 1.000 PO cada e ficam mais caros a partir daí, e a maioria custa cerca de 4.000 PO. Mapas e livros únicos ou pesadamente ilustrados custam proporcionalmente mais.

Há também as lojas de esquina onde um livro novo pode ser adquirido por apenas 6 PP. Passagens podem ser copiadas de velhos livros na maioria dos estoques das lojas em um livro de contos novo para um cliente a partir de 12 a 25 PO, ou o dobro para qualquer coisa maior que uma dúzia de páginas terminadas.

Apesar de muitos trabalhadores das docas de Derlusk acharem o mundo dos livros algo estranho, eles estimam os amantes de livros como sendo verdadeiros concidadões excêntricos e inofensivos, – contanto que eles compartilhem a apreciação de música, e, especialmente, se gostarem da música que é cantada vigorosamente fora de tom, como barris sendo carregados nos ancouradouros, ou gritadas bebadamente para fora das janelas quando a lua vai alta.

Todo esse interesse literário dá ao porto um toque de sofisticação que lembra distantes grandes portos como Águas Profundas, Athkatla e Calimporto.

As Torres no Crepúsculo

Derlusk ostenta uma hospedaria que se iguala às acomodações de qualquer cidade grande – As Torres no Crepúsculo. Esse soberbo estabelecimento é um velho castelo do mar, levantado a partir de ruínas    desmoronadas por vigorosos (e prósperos) aventureiros e transformado em um palácio que possui várias alas, oferecendo quartos alugáveis a longo-prazo, simples câmaras de viajantes, suítes totalmente mobiliadas, apartamentos palacianos, piscinas de banho aquecidas e um salão de bailes central com galerias e sacadas. Três salões de jantar e serviço de quarto trazem refeições a cada hóspede e vinho pode ser apreciado por aqueles que se retiram na Sala de Estar de Loasker para comer queijo forte (não há cerveja, e só clientes que alugaram quartos podem entrar, para evitar uma atmosfera de taverna).

As Torres é famosa por acolher uma Feira de Magos – e sobreviver. Inumeráveis brincadeiras mágicas espalharam dano por todo lado e fizeram quartos, características ou até mesmo hóspedes caírem em encantamentos recorrentes e detestáveis. A senescal d’As Torres, a aventureira aposentada Amaryth Delbara (uma gentil e cheia de cicatrizes humana Illuskan CB Feiticeira 14/Incantatriz 6 [Magia de Faerûn], é uma atriz e mímica perfeita, cujo caráter muda constantemente entre a extravagância e a animosa eficiência com presciente dignidade), pediu alguns favores e teve o próprio Khelben “Cajado Negro” Arunsun, o Lorde Mago de Águas Profundas, vindo e limpando todas as magias indesejadas. 

Diz-se que, entre as usuais rudes ilusões, teleportatação de objetos como poltergeist e maldições criativas, Khelben removeu um metamorfoseado (e furioso) ogro mago da propriedade, fechou vários portais escondidos que magos maquinadores estabeleceram nas adegas de vinho e nos melhores quartos, e purgou uma embaraçosa cauda “que se movia como se tivesse mente própria” que alguém fez crescer atrás de Amaryth.

Para aqueles não familiarizados com uma Feira de Magos, elas são (agora anuais, mas anteriormente trienais ou uma vez a cada década) reuniões de magos onde negócios (acordos territoriais, pactos de pesquisa e vendas de magias, itens, poções e informação) são discutidos, magos mostram suas perícias, mestres encontram aprendizes e vice versa, duelos ocorrem e maldades abundam. Pela natureza mágica das coisas, essas feiras podem se descontrolar e, por isso, normalmente são realizadas em ravinas, ruínas, castelos abandonados ou em outros lugares remotos onde não há gente comum para ser aterrorizada – ou para atacar os bruxos participantes.

A Feira que aconteceu n’As Torres provou que isto é uma sábia política. Explosões e magias selvagens conjuradas foram abundantes, e pelo menos um navio afundou no ancoradouro, e muitas propriedades foram transformadas (contudo, brevemente) em coisas bizarras. Segundo rumores, muitos itens mágicos ainda estão escondidos na cidade, esperando por serem ativados de longe por aqueles que os puseram lá, e no mínimo dezesseis mortes (entre magos e Derluskanos) podem ser atribuídas à Feira.

Por outro lado, sabe-se que doze damas locais que desapareceram durante a feira se casaram e foram levadas por magos enamorados. Pelo menos uma, a cavalariça Jonsra Burunmere, teve toda a década desde que a feira acabou, partinfo da total ignorância mágica até sobrepujar seu marido na Arte (ela é agora, na verdade, a Suprema Arqui-Feiticeira do reino da ilha de Shamandra, a ilha mais ao sul das três grandes ilhas próximo a Altumbel. Shamandra é um pequeno reino agrário a oeste da cidade de Delthuntle. O reino acabou de firmar uma aliança com Aglarond, um passo a frente de um vicioso ataque de Magos Vermelhos que só foi rechaçado com a ajuda pessoal da Simbul. Jonsra é uma humana Chondathan CB Feiticeira 16).

Derlusk ainda fala sobre a Feira de Magos com uma orgulhosa nostalgia, mas parece que não há muito interesse local para receber uma outra feira em breve. Isso vem como boa notícia para os mercadores das Fronteiras, que gostariam desse alvoroçado porto seguro, cheio de livros e de música longe daquilo – e mais ou menos inteiro.

Abrindo Seu Caminho em Derlusk

A prosperidade está em todo lugar em Derlusk. É uma cidade muito limpa, mantida desse jeito por gatos que pegam ratos e garis, pagos pela administração da cidade, então ninguém hesita em levar o lixo para uma das muitas carroças que passam freqüentemente. Estes levam lixo e sujeira para fora da cidade, para os “poços” cavados quando um cemitério-colina foi erijido (e cercado de templos onde sacerdotes locais vigiam, e trabalham contra, o levantamento de mortos-vivos entre os muitos enterrados).

As lojas de Derlusk oferecem uma soberba gama de escolhas em bens, desde velhos, usados, consertados e simples até os últimos estilos e inovações. Muitos Derluskanos vivem sobre as suas lojas, tendo um estoque no porão abaixo. A loja é no nível da rua e o piso imediatamente acima é ocupado para estoque de bens e salas de trabalho (lojas muito bem-sucedidas podem expandir para esse andar, com escadas internas abrindo-se em pequenos patamares eqüidistantes para guardar mais produtos), e em todos os pisos acima ficam os alojamentos com jardineiras e varais de lavanderia na cobertura. Se o dono da loja mora em outro lugar, esses andares são alugados, freqüentemente para empregados ou amigos confiáveis. Mercadorias suspeitas ou estranhas (como lojas especializadas em equipamentos de aventureiros, drogas, venenos e “relíquias monstruosas”) podem ser difíceis de se encontrar em Derlusk, mas ela pode coletivamente oferecer mais escolhas de mercadorias mundanas do que importantes portos comerciais como Portão de Baldur or Alaghôn.

As ruas de Derlusk não são projetadas em um padrão grade, mas aquelas rotas que geralmente estão em piores condições da extremidade do vale até os cais são chamadas de “ruas”, enquanto que aquelas que se dobram em arcos concêntricos em volta do vale, paralelas à costa, são normalmente chamadas de “caminhos”. Ruas tendem a ser dominadas pelo tráfego de carroças vindo de e indo para os depósitos das docas, e os caminhos tendem a ser dominados pelo tráfego de pedestres vindo de ou indo para as lojas, alojamentos e tavernas. As mansões dos Derluskanos mais ricos tendem a ficar nos caminhos mais altos, nas laterais dos vales.

As ruas mais movimentadas incluem a rua Shalath, a rua Ondacaundel e a rua Arbelloe, e os caminhos mais populares para o comércio são o Caminho dos Andarilhos da Runas (onde estão o Falcão Viajante e o Bons Folios de Fendelmer), o Caminho de Furlar e o Caminho Oscalyaun.

As Torres no Crepúsculo fica na esquina nordeste entre a rua Shalath e o Caminho dos Andarilhos das Runas. O complexo estende-se por todo um quarteirão e se fecha no seu próprio pátio interno, com um túnel para cavalos e carroças até seus estábulos de pedra semelhantes a fortalezas que preenchem o próximo quarteirão até o leste. Os estábulos são lotados de andares de quartos para servos dos hóspedes e empregados da hospedaria. 

O endereços mais exclusivos em Derlusk ficam ao longo do curvo Caminho Dançarino da Aurora, cercado por jardins, e do Caminho de Athal, onde portões de ferro, paredes de lanças de ferro e guardas espreitam em meio às plantas.

Governo

Derlusk não possui portões nem muralhas, apesar de ter algumas torres de vigia de pedra a partir de onde os membros da Vigia, vestidos de uniformes cinza-tempestade, observam as chegadas e saídas da cidade. A sua principal tarefa é reprimir brigas, pegar assassinos, incendiários, vândalos e ladrões, e geralmente eles mantêm a cidade segura para o comércio. Eles tendem a ser desinteressados em negociações obscuras, a menos quando elas envolvem seqüestro, escravidão e roubos de Derluskanos.

Derlusk não possui guildas, e os mercadores independentes dessa cidade independente fazem caretas ao se referirem a essas organizações. Contudo, mercadores elegem nove entre si anualmente para ocuparem os Assentos-Moeda – as cadeiras do Conselho governante que discutem leis (normalmente para resolver disputas entre vizinhos ou mercadores rivais), julgam disputas trazidas a eles, e orientam e pagam (com tarifas das docas) a Vigia (sessenta homens fortes e mais vinte aprendizes) e a limpeza das ruas. Apesar do desgosto por guildas, mercadores em um dado campo tendem a nomear e votar em “um deles mesmos” para sentar-se no Conselho. Ser conselheiro é um trabalho ingrato que consome tempo e tende a ferir a prosperidade mercadora dos que sentam nos Assentos-Moeda, e poucos concordam em sê-lo consecutivamente ou muitas vezes.

No geral, Derlusk tem um governo leve e prefere mantê-lo desse jeito. A competição do comércio local não é tão cruel como em outros centros comerciais nos Reinos. Quando o crepúsculo chega, toda loja que não se preocupa com entretenimento noturno (comida, bebida e clubes) fecha suas portas e os cidadãos relaxam ou jogam. É raro um Derluskano que fica trabalhando a noite toda fazendo trabalhos extras, embora conduzir negócios de troca sobre uma caneca ou taça não seja considerado trabalho.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até histórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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