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Reinos da Fronteira
 
Pontes de Dun
 
Por Ed Greenwood
Tradução por Bruno Lemos.


Esta pitoresca e pacata aldeia é aos olhos um caótico emaranhado de sebes, caminhos sinuosos, e jardins cercados preenchidos aqui e ali com chalés de muros espessos e telhados de palha. Cercado por pastos, o povoado é dominado por moinhos e seus lagos, vagam livremente ovelhas e cabras, e as várias pequenas pontes pelo qual o lugar é chamado. As Pontes de Dun (nomeado por Aldunn, o anão escultor que a construiu séculos atrás) está sobre lagos — e suas nascentes que os alimentam — em arcos demasiadamente estreitos para a maioria das caravanas dos mercadores de outras terras.

Como resultado, os Dunbradar gastaram muito tempo arrastando carroças capotadas para fora das águas normalmente calmas por meios de blocos, polias, alavancas, e guinchos à cavalo (quase o mesmo tempo que os mercadores visitantes gastavam, de coração, amaldiçoando as pontes).

Os Dunbradar levaram tais coisas com um paciente bom humor, seguros na prosperidade adquirida pelos seus queijos de sabor nítido feito com nozes e leite de cabra, os bem conservados lagos com peixes, e moinhos que produzem um distinto cobertor de lã — sempre entrelaçando verde com verde, em estampas circulares que fazem uma boa camuflagem.

Defesas

Dunbradar pode chamar não menos que três companhias residentes de aventureiros renomados para repelir as tentativas de invasões (quase sempre pelo ávido povo guerreiro de Thuntar, que cresce a cada década numa nova tentativa de construir um império). E uma ponte reforçada de melhorias (mesmo pelos seus superiores, as Lanças do Sol Brilhante do Alto Emmerock). Todas as três companhias já defenderam Pontes de Dun em alguma ocasião e fizeram isso unidas em pelo menos duas vezes — durante o Ataque do Wyrm de 1332 CV (um ataque de dragão) e a batalha dos Seis Escudos Esfumaçantes em 1348 CV (a mais recente e conhecida derrota do exército de Thuntarran).

Desses três fiéis bandos tem um grupo de anões baderneiros, fanfarrões, bebedores de cerveja conhecidos como os Impiedosos Assassinos de Mantícoras (todos foras da lei do Reino Profundo dos anões, liderado por Khaladaen do Machado-Duplo, um homem LN, anão dourado, Gue14); a feminina companhia da Lâmina Curva, formada oitenta anos atrás pelas filhas dos membro da Companhia dos Cavaleiros do Sol (que descobriram Alto Emmerock; meias-elfas e humanas, uniformizadas magnificamente em armaduras de placas brilhantes e montadas em lustrosos cavalos de carga, lideradas por Belabranta Sheltress — mulher CB, humana tethyriana, Gue12/Fet4); e os Elmos da Morte de Ponte de Dun, um grupo sortido de aventureiros semi-aposentados e mercenários de vários reinos e uma dúzia de raças. Os Elmos da Morte não têm um líder real, mas seu representante é normalmente o espirituoso e irreverente conversador ‘’Cachorro Caolho’’, mais adequadamente conhecido como Haeronth Blaedaerer (CN, homem, humano chondathano, Gue9/Lad7/Lutador Urbano 5 que usa um tapa-olho de estrelas cadentes [propriedades idênticas ao anel de estrelas cadentes]); muitos de Dunbradar desconhecem que seu tapa-olho de pano negro tem poderes mágicos, mas desconfiam que seja falso, pois ele troca de um olho para outro quando deseja.

Os baderneiros e barulhentos Assassinos de Mantícoras fazem bom dinheiro destilando um forte, e pesado uísque chamado ‘’Fogo dos Assassinos’’ que está crescendo em popularidade entre os mercadores por Faerûn. Rumores locais dizem que eles se preparam para batalhas com fortes magias defensivas e a suas ‘’longas férias’’ anuais são gastas caçando e matando dragões por esporte.

Rumores afirmam mais que os cautelosos Elmos da Morte, que habitam um fortificado forte na borda ocidental de Pontes de Dun, dispõe de estranhos e poderosos itens mágicos. E mais, sussurram que seus líderes são os remanescentes (humanos e outros) de uma tripulação de um navio que zarpou pelos céus e entre as estrelas!

Não finalizando ainda, os mesmo incansáveis rumores que os moinhos abrigam as ‘’Rainhas das Lâminas’’(como as mulheres guerreiras da Companhia das Lâminas Curvas são carinhosamente conhecidas) são todas magas e Harpistas, ou pelo menos aliadas e espiões para ‘’Aqueles que tocam Harpa’’.

As audaciosas façanhas (e galanteios domésticos, como as Rainhas das Lâminas são cortejadas sem parar por vários membros de ambas outras companhias) provêm constante entretenimento para Dunbradar e também os deixam nada surpresos pela maioria dos aventureiros visitantes. As brigadas podem forçar o povo de Dunbradar fazer algumas coisas, mas falham em intimidá-los em fazer qualquer coisa. (Aventureiros e outros com palavreado forte são avisados que o povo local tem pouca tolerância em toda Dunbradar do dito “Pelos traseiros das Rainhas das Lâminas!”. Qualquer forasteiro audacioso que usá-lo pode incitar uma irritação a todos de Dunbradar que escutá-lo).

Governo

Pontes de Dun é governado pela Boca, um conselho de mercadores locais (nomeados pelos cidadãos) que servem por três estações e tem votos iguais. Nenhum conselheiro pode servir por duas vezes consecutivas. A Boca tem onze membros ao todo e um orador, o Senhor das Pontes (atualmente a gorda, língua afiada, mas essencialmente bom caráter Anarassa Ghoeble, uma mulher LN calishita, humana Mag12 conhecida pela maioria de Dunbradar, em despeito de seu sexo, como ‘’Lorde Rassa’’). A Lorde comanda diretamente os únicos empregados da Boca — os Dedos, uma dúzia de bem armados guardas (LN, humanos, Gue6) que patrulham as ruas, lideram a milícia, e mantêm os olhos grudados nos visitantes — todos sob a direção de seu líder, o Alto Lorde Protetor.

Esse chefe-geral da polícia era um oficial no passado, estava freqüentemente ocupado por vilões corruptos (que diversas vezes ameaçaram tomar controle de Pontes de Dun e pagaram a tentativa com suas vidas ou era eram forçados a fugir para longe, rápido e permanentemente). No presente agraciado pela atual Alta Espada (líder da força) de Tethyr, o íntegro Tharorgaun Tarntree (um capacitado, diligente, e consideravelmente severo LB, humano tethyriano Gue16).

O protetor Tarntree é alto, tem queixo quadrado, de olhar afiado que procura pelas damas locais. Embora seja visto passando tempo em suas companhias, ele está sempre em alerta e atento para o seu dever de manter a paz em Pontes de Dun e guarnecê-la contra ataques de bandidos. Não só isso, ele é um homem que não parece dormir, ele tem um dom estranho para se precaver dos problemas e alertar a patrulha para ‘’checar um pouco mais atentamente que o normal aqui, e ir devagar contra os ventos do monte Sarglar, para ver se os lobos se aproximam’’. Ao passar dos anos, os Dedos (e a meia-dúzia de diferentes milícias que acompanham cada patrulheiro dos Dedos) aprenderam a confiar nos palpites do seu Senhor Protetor. Tempos em tempos, e levou-os diretamente para o coração de um silencioso grupo que avançava ou para uma alcatéia de famintos lobos das neves.

Para não dizer, Tarntree é um grandioso general. Ele é uma lenda entre as mulheres de Pontes de Dun por pular fora, literalmente, dos braços de uma amorosa dama para pegar sua espada e correr nu para o seu celeiro, onde encarou o que seria um ladrão de cavalos. Em outra ocasião, sem armas, combateu um cachorro selvagem depois dele ter tentado atacar brutalmente um mercador bêbado local, perto o suficiente da janela de seu quarto para ouvir os sons do ataque.

Alguns comentam que Tarntree tem um passado colorido e é um feiticeiro polimorfo, cortesão, ou ainda uma princesa tethyriana se escondendo de inimigos que poderia matar ele (ou ela) num instante se sua verdadeira identidade fosse revelada. Outros acreditam que ele é um espião dos Harpistas — ou dos Zhentarim — ou ainda vindo da misteriosa ilha de Nimbral (embora que um espião morando em Pontes de Dun podendo aprender os valores internacionais continua sendo questão de especulação não resolvida).

O Lorde Protetor parece ser cauteloso, mas cordial com as três companhias de aventureiros residente. Dunbradar ou o ama (maioria das mulheres) ou pelo menos, relutantemente, o respeitam (maioria dos homens), mas mesmo os membros da Boca parecem espalhar boatos que muitos visitantes encapuzados deslizam pelo portão de trás da casa do Senhor Protetor, Torres de Tarn, à luz da lua. Lorde Rassa vestiu-se com capa e máscara uma vez para investigar tais visitas noturnas e feito à metade do caminho do jardim uma nobre lâmia e uma anserina surgirem de uma banco de jardim para barrarem-na. No frio, em uníssono, aconselharam-na para ‘’pegar um número — preferencialmente de dia e no portão da frente’’.

Qualquer que seja a verdade sobre os visitantes de Tarntree, passado e atividades secretas, ele protege Pontes de Dun zelosamente contra tentativas de violência contra o povo ou dominação dele.

E ele não é gentil em seus métodos, também. Um devorador de mentes com um mago em seu domínio certa vez foram à cidade e tentaram dominar a mente dos moleiros. Tarntree decapitou o ilítide sozinho. O grato e livre mago conjurou uma magia preservativa sobre a cabeça, e hoje está pendurada no ponto mais alto, acima das Torres de Tarn do portão dianteiro, olhos enrubescendo levemente, e tentáculos intermináveis gentilmente ondulados (um visão horripilante que faz muitos visitantes passarem rapidamente, mas de alguns moradores cresceu um certo orgulho).

Mistérios

Sob o olhar do famoso Alto Lorde Protetor, Pontes de Dun está tornando-se um centro fornecedor de coisas variadas para pessoas que desgostam de inspeções minuciosas e leis locais — ou tanto, um lugar para tais pessoas ‘’deixarem’’ seus suprimentos. A Casa-cofre dos Seis Assobiadores ao lado da colina Sarglar a nordeste do povoado é uma fortaleza entrelaçada com uma rede de cavernas onde as pessoas podem alugar espaços para guardar qualquer coisa que precisem deixar escondidas por um tempo. Ninguém exceto os Assobiadores sabe quantos guerreiros humanos guardam os portões da fortaleza. Os Bardos Atrevidos que se aventuraram à faixa de Tashkuta, que são conhecidos por ter disputado as taxas impostas pelos Assobiadores, diz que os humanos são comandados por Doppelgangers que mudam sua aparência para fazer os clientes pensarem que há muito mais guardas que o lugar realmente possui. Os Bardos também dizem que os Assobiadores são licantropos. Lendas locais insistem que grandes tesouros estão escondidos em alguma das cavernas da Casa-cofre — tesouros que ‘’balançariam toda Faerûn e tombaria alguns de seus tronos’’ se fosse algum dia revelado.

Talvez somente os deuses vigilantes saibam que outros mistérios espreitam atrás dos confortáveis chalés e ruidosas pequenas lojas de Pontes de Dun. Visitantes de maiores e mais sofisticados lugares são alertados que as lendas locais sempre insinuam que grandes poderes jazem ‘’escondidos, despertos’’ nos moinhos e seus lagos plácidos.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até histórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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